artigos_2004

   

11/03/04
Acredite Se Puder

Meirelles ameaça manter os juros congelados e bolsa desaba 
4,43% 
Teimosia do Banco Central implode credibilidade


Uma declaração do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizando a manutenção da taxa básica de juros (Selic), na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima quarta-feira, derrubou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespas).

O principal índice da Bovespa desabou 4,43%, para 21.670 pontos, zerando os ganhos acumulados no ano. Foi a maior queda percentual do Ibovespa desde19 de fevereiro.

Além disso, o dólar subiu 0,65%, fechando pela primeira vez no mês acima de R$ 2,90, em R$ 2,902. O risco Brasil avançou 4,1%, com a desvalorização dos títulos da dívida externa no exterior.

Em Nova York, Meirelles disse que o Brasil tem de ficar "muito atento" à inflação e que o governo considera a estabilidade dos preços como pré-condição para o crescimento da economia.

A declaração foi interpretada como um sinal de que o BC deve 
insistir em manter os juros congelados em 16,5% ao ano, apesar de o país estar em recessão e de as pressões em sentido contrário aumentarem cada vez mais. 

Só uma das 54 ações que compõem o Ibovespa encerrou o dia em 
alta: Embratel ON, que avançou 2,4%, motivada pela notícia de 
que a empresa recebeu autorização para abrir o data-room (sala de informações sobre a empresa) para os interessados na compra do seu controle acionário.

O setor de siderurgia, um dos termômetros do ritmo da 
economia, foi o mais prejudicado. A ação ordinária da 
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) despencou 8,5%, seguida 
pelo papel preferencial da Gerdau, que derreteu 8%.


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