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Palocci ameaça interromper queda das taxas de juros

08 de junho de 2004

Embora o país tenha a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia, o ministro da fazenda, Antônio Palocci, insinuou que o processo de queda dos juros deve ser suspenso. A insinuação foi feita quando ele declarou, durante a posse do novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Trindade, que os juros já cumpriram seu papel na retomada do crescimento.

Segundo Palocci, o país teria conseguido retomar o crescimento devido ao compromisso fiscal, que teria possibilitou a redução gradual dos juros, aliado ao controle da inflação: "As taxas de juros já cumpriram seu papel para a retomada da atividade. Agora é preciso que o governo se concentre em uma agenda mais ampla, complexa, detalhada, muito mais institucional", disse.

Para ele, o país precisa passar a dar mais ênfase a uma agenda microeconômica, que envolve questões institucionais, como reformas e legislações. Ou seja, o processo de queda dos juros, já duramente criticado por sua extrema timidez, pode estar encerrado.

Segundo o ministro, somente com a agenda defendida por ele, o país poderia ter uma década de crescimento sustentado e gradual, e não apenas um ano de crescimento econômico.


 
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