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Palocci sobe isenção e corrige tabela do IR
em cerca de R$ 15
02 de junho de 2004

O governo fechou acordo com as centrais sindicais para criar um redutor fixo de R$ 100 sobre a base de cálculo do imposto de renda a partir de agosto e até o 13º salário de 2004. Com isso, a faixa de isenção subirá de R$ 1.058 para R$ 1.158.

Os demais contribuintes também terão um redutor de R$ 100 independentemente da faixa salarial. Na prática, a redução da mordida do Leão será de cerca de R$ 15. A tabela está congelado desde 1996, com exceção de 2002, quando foi corrigida.

A criação do redutor será proposta por projeto de lei a ser enviado para o Congresso. Quem ganha R$ 2 mil mensais, contribui hoje pela alíquota de 15% sobre o que excede R$ 1.058. Ou seja, o IR incide sobre R$ 942 do salário, gerando contribuição de R$ 142. Com o redutor, a tributação passa a incidir sobre R$ 842, causando recolhimento mensal de R$ 126,30, uma correção de 10,6%.

Conforme cresce o salário, a correção será ainda menor. Os maiores beneficiados serão os que recebem perto da faixa de isenção.

Nas próximas semanas, governo, sindicalistas e parlamentares se reúnem para discutir a proposta de reajuste da tabela do IR para 2005. O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que a nova tabela deverá ser progressiva. E prometeu estudar correções dos descontos permitidos por Lei, mas não se comprometeu com números.

De acordo com Palocci, apesar de ínfima a proposta representará menos R$ 500 milhões de arrecadação este ano. Ele não disse se este cálculo inclui o aumento da receita proporcionada pelo dinheiro a mais liberado para os consumidores.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que Palocci pretende de criar uma alíquota de 7,5% para o IR, para a primeira faixa de declaração. Página 3

 
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