ARTIGOS

cinco reais e moedas

Orçamento 2017: As medidas terão efeito paliativo ou não?

30 MAR, 2017 / POR: ACIONISTA.COM.BR /

Os ministros da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles e Dyogo de Oliveira, respectivamente, apresentaram ontem (29/03) os cortes que serão feitos para tapar o rombo de R$ 58,2 bilhões das contas do governo.

Na coletiva, Meirelles diz que a desoneração da folha não é um aumento de tributo, mas cremos que empresários não pensam assim.

Como ficou a distribuição:

R$ 10,1 bilhões - Concessões das hidrelétricas voltando para as mãos do governo
R$ 4,8 bilhões - Desoneração da folha de folha de pagamento de alguns setores
R$ 1,2 bi - IOF das cooperativas de crédito
R$ 42,1 bi - Bloqueio dos gastos com o governo
58,2 bilhões

Corte de despesas:

R$ 5,4 bilhões - Emendas obrigatórias
R$ 5,5 bilhões - Emendas não obrigatórias
R$ 10,5 bilhões - Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 10,5 bilhões
R$ 20,1 bilhões - Demais órgãos do Executivo
R$ 0,58 bilhão - Demais poderes (exceto o Executivo): R$ 0,58 bilhão

Paulo Skaf da Fiesp concorda com a decisão do governo, porque desta maneira não terá aumento nos impostos.

Fernando Pimentel da Abit, entidade que representa o setor têxtil e confecção é contrário ao Skaf, pois, para ele, a reoneração criará um aumento na alíquota das empresa, como prejudicará a competitividade industrial.

Será que o governo consegue deixar as contas em dia com estas medidas?

Qual impacto junto a economia e ao mercado de trabalho, umas vez que alguns setores serão poupados e outros não?

Como ficarão as cooperativas de crédito, agora que perderam a isenção do IOF?

O governo cumprirá com sua restrição orçamentária? Será possível fiscalizarmos?

Com a redução do orçamento do PAC não cai a contratação de mão de obra?