Idosos e moedas

Por que o Tesouro Direto se tornou a melhor forma de pensar na aposentadoria?

PUBLIEDITORIAL / 27 NOV, 2017 / POR: ALEXANDRE PRADO*

                                   

Quando o indivíduo pensa em aposentadoria, normalmente está vislumbrando uma situação que está na linha do tempo em algo como 20 ou 25 anos à frente. Nesse caso, a estratégia de investimentos deve também levar em consideração um horizonte temporal similar. Daí surge a questão: como melhor investir hoje para poder efetivamente usufruir dos benefícios esperados em duas ou três décadas?

A criação de uma carteira de investimentos de longo prazo deve levar em consideração vários fatores como segurança, rentabilidade, liquidez e custos, entre outros.

Há várias opções de investimentos que podem contribuir para uma aposentadoria mais tranquila. A que tem sido muito debatida nos últimos tempos é o Tesouro Direto. A questão suscitada é por que o Tesouro Direto se tornou a melhor forma de pensar na aposentadoria? Vamos esclarecer!

Os títulos públicos são, em tese, os ativos com menor risco na economia porque são garantidos pelo Tesouro Nacional, ou seja, pelo Governo Federal. Portanto, o risco de o título não ser pago é praticamente nenhuma. Em suma, trata-se de um título de altíssima segurança.

As rentabilidades apresentadas pelos títulos do Tesouro Nacional são muito competitivas, se comparadas a outras modalidades de investimento. Para se ter um exemplo, o CDI em 2016 foi de 14%, a taxa Selic de 14,02% e bons CDBs apresentaram rendimento líquido na faixa de 5,5% a 12%. Títulos do Tesouro Direto tiveram, no mesmo período, rentabilidade variando de 13,65% a 53,10%, com a maioria deles apresentando ganhos acima de 20%.

Um fator importante nos títulos negociados pelo Tesouro Direto é a liquidez. Liquidez é a capacidade de um ativo transformar-se em dinheiro vivo. Ou seja, quanto maior a liquidez, mais rapidamente ele se transforma em dinheiro disponível ao investidor. O Tesouro Nacional garante a recompra dos títulos negociados no Tesouro Direto diariamente o que faz com que, no máximo no dia seguinte, os recursos já estarão disponíveis para o detentor do título.

A questão da rentabilidade, abordada anteriormente, também tem relação direta com os custos de operação. Fundos de investimento, por exemplo, costumam cobrar taxas de administração, taxa de performance, taxa de entrada (ingresso) e saída (resgate), além de imposto sobre operações financeiras (IOF) entre outras. Não inclui o imposto de renda porque é comum também ao Tesouro Direto. Não é que no Tesouro Direto não haja taxa de administração, mas ela tende a ser muito mais baixa, em comparação com fundos de investimento. Por exemplo, num banco de varejo, para que o investidor pague 0,5% de taxa de administração, costuma-se exigir um investimento mínimo de R$ 500 mil. Já no Tesouro Direto, se consegue essa taxa aplicando apenas R$ 30,00. São duas as taxas cobradas no Tesouro Direto: taxa de custódia de 0,3% ao ano, a ser paga para a BMF & Bovespa (por conta da guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos) e a taxa de administração cobrada pela corretora que opera tais títulos e que varia de 0% a 2%. Os impostos cobrados sobre as operações realizadas no Tesouro Direto são os mesmos que incidem sobre as operações de renda fixa, como fundos de investimento e CDBs: IOF regressivo (para aplicações com prazo inferior a 30 dias) e IR regressivo, começando em 22,5%, para operações com prazo até 180 dias, e finalizando em 15%, para aquelas com permanência após 720 dias.

Outros dois aspectos muito interessantes sobre os títulos negociados no Tesouro Direto são a facilidade e flexibilidade de operação. Facilidade porque não precisa ser nenhum grande expert em finanças para operá-lo e isto pode ser feito de casa ou do escritório, pois as transações são realizadas sempre pela internet. Flexibilidade porque há uma série de títulos com perfis distintos em termos de prazos e vencimentos, tipos de rentabilidade (prefixados, pós-fixados, atrelados à taxa Selic ou inflação), por exemplo. A operação é ágil e transparente e, em uma visão de longo prazo, são dois aspectos fundamentais.

O Tesouro Direto veio para ficar por todos os aspectos elencados acima. No entanto, por tratar-se de uma estratégia financeira de longo prazo, a criação de carteiras de investimento devem ser bem estruturadas e considerar uma série de outros aspectos. Portanto, por mais que simples que seja operar no Tesouro Direto é recomendado ao investidor contar com o suporte de um especialista para, ao menos no início, ajudar a criar um planejamento financeiro que seja mais vantajoso.

Bons investimentos!


*Alexandre Prado é coach, consultor, especialista em finanças, escritor, articulista e professor de cursos na área de desenvolvimento humano e organizacional, é Presidente da Núcleo Expansão. Tem no currículo sólida formação acadêmica, incluindo especializações em Nova Iorque, Boston e Oxford e vasta experiência como alto executivo de empresas nacionais e multinacionais.

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