BC dobra para US$ 100 mil limite de operações no exterior
27/01/2012
Novidade deve aumentar em 30% a demanda e mercado já espera novo limite de US$ 200 mil, avalia uma das maiores corretoras de câmbio do Brasil
 

No ano de 2008 o Banco Central criou o câmbio simplificado, com o objetivo de desburocratizar operações financeiras com remessas de valor para o exterior. Para ampliar a recepção desta demanda as corretoras de valores foram autorizadas a efetuar este tipo de operação da mesma maneira que um banco, o que ocasionou em taxas menores e serviços personalizados. Na prática, os bancos ganharam uma concorrência que não existia, porém, os valores autorizados no começo eram de apenas US$ 10 mil, fato que limitava os clientes, em geral estudantes e pequenas empresas. Após alguns anos este limite passou para US$ 20 mil e posteriormente para US$ 50 mil.

Com a valorização do real, o volume de operações tem crescido vertiginosamente, principalmente em relação aos brasileiros que compram imóveis nos EUA e as empresas nacionais que importam da China. Agora, o Banco Central acaba de aumentar o limite em 100% e estabelece a cota máxima de US$ 100 mil. “O mercado esperava este aumento há anos. É uma prova de que nosso sistema financeiro está seguro, principalmente em relação aos processos e compliance”, explica o gerente de câmbio simplificado da TOV Corretora, Fernando Bergallo.

A instituição, que é uma das maiores do Brasil, já prevê um aumento significativo nas operações no mês de fevereiro e já prevê um novo aumento em um futuro breve. “Já temos uma demanda reprimida, pois recusávamos todas as operações de clientes com valores superiores a US$ 50 mil. Até o final de fevereiro, deveremos ter um aumento de 30% no volume de negócios. Além disso, esperamos que, muito em breve, este valor deverá subir mais 100% e atingir US$ 200 mil. Essa desburocratização é boa para as pessoas, as empresas, para a economia. É mais um avanço do Brasil, o país emergente que o mundo está de olho”, finaliza.