Robôs de investimento

Conheça as diferenças entre os robôs de investimento

PUBLIEDITORIAL / 2018 / POR: SERGIO DIAS*

                                   

Como sabemos, a tecnologia vem tomando espaço em diversos setores para facilitar o dia a dia das pessoas. E com os investimentos não poderia ser diferente: as fintechs, que unem finanças e tecnologia, são responsáveis por oferecer meios de simplificar a relação que se tem com dinheiro.

Ao pensar nas fintechs de investimentos, em específico, é possível entender essa praticidade por meio dos robôs. Sim, existem robôs que cuidam do dinheiro e ajudam os investidores a administrá-lo da melhor forma, trazendo melhores rendimentos. No entanto, há tantos nomes que é normal ficar um pouco confuso.

Afinal, quais são os tipos de robôs de investimentos?

Os robôs podem fazer parte de todas as etapas do investimento, desde a consultoria - em que se traça o perfil do investidor e são definidos prazos, valores e objetivos de vida - até a fase estratégica e de execução do plano traçado no começo. Essa automatização faz com que todas as estratagemas sejam mais assertivas, menos trabalhosas e com custo reduzido.

De maneira geral, existem quatro tipos de robôs de investimentos. Cada um é mais apropriado para uma finalidade específica, mas, também, existem aqueles indicados para diversos objetivos, ou de aplicações mais abrangentes.


Digital investment advisor

Termo favorito da Iosco (entidade internacional que regula o mercado de capitais), trata-se de um termo mais abrangente que, na realidade, envolve diversas modalidades de consultoria digital. É importante ressaltar que não necessariamente todas envolvem robôs para recomendar carteiras, mas são formas automatizadas gestão de portfólios financeiros.


Robô investidor

Outro termo mais genérico, os robôs investidores abrangem todos aqueles que são capazes de traçar uma estratégia de investimento; assim, podem ser traders ou advisors. Por esse motivo, ainda que seja um termo bastante utilizado pela mídia, é pouco usado pelas fintechs, pois não traz diferenciação entre os robôs em cada fase do investimento.


Robô advisor

Termo mais singular, os advisors são uma espécie de robôs que indicam os melhores investimentos para cada pessoa. Eles são, na realidade, um algoritmo criado especificamente com a finalidade de cruzar informações sobre o perfil e objetivos de vida dos investidores e montar um portfólio personalizado de aplicações financeiras - lembrando sempre que o ideal é diversificar os investimentos para maximizar a rentabilidade e diminuir os riscos.


Robô trader

Assim como o advisor, o robô trader é destinado para um etapa específica de investimento. Por meio dos traders, o investidor não precisa realizar as operações diárias principalmente no mercado de ações, como o day trade. Nesse caso, os investidores possuem perfil agressivo e estão cientes do alto risco das negociações, por causa da grande volatilidade.

Por causa disso, as duas últimas classes de robôs, advisor e trader, são os termos mais conhecidos e utilizados pelas fintechs para facilitar os serviços financeiros para investidores menos e mais experientes.


Quais as diferenças e quando eles são mais indicados?

A principal diferença entre um robô trader e um advisor é a etapa em que agem e, por consequência, a maneira de agir. Então, enquanto o primeiro é um operador, o segundo é, na verdade, um consultor de investimentos. Outro ponto que vale a pena destacar é que os traders agem mais a curto prazo e os advisors, a médio e longo.

Na prática, por exemplo, se o investidor pretende entrar no mercado de ações ou, inclusive, beneficiar-se do day trade — isto é, comprar e vender ações no mesmo dia para lucrar com a diferença de preços — o robô trader é o ideal. Assim, é preciso traçar uma estratégia de gestão ativa e, por meio dele (que nada mais é do que um software), executá-la de forma bem mais simples.

Claro, não é necessário trabalhar sozinho. Por isso, as fintechs colaboram tanto na parte do planejamento estratégico quanto na oferta dos softwares. A lógica então é simples: os traders (pessoas) não precisam mais passar o dia na frente do computador, basta dar ordem aos robôs operadores para executar determinadas tarefas.

Agora, se o investidor não possui tempo para pesquisar aplicações financeira e, por essa razão, não pode optar por aquele que mais tem a ver com seu perfil, os robôs advisors são os mais indicados. Assim, podem contar com um especialista em investimentos que, em tempo recorde, faz uma varredura em todos os ativos disponíveis no mercado.

Enquanto o trader é um software, os robôs consultores são algoritmos que analisam dezenas de milhares de produtos financeiros para montar, com base na relação entre risco e retorno, uma carteira de ativos personalizada. Tudo de maneira independente, o que elimina de vez a parcialidade de consultores ligados a bancos e outras instituições financeiras.

De todo modo, independentemente do robô que o investidor necessita, é fato que todos eles, assim como a proposta geral das fintechs, vieram para trazer praticidade e agilidade ao dia a dia, ainda mais quando levado em conta a grande utilização de smartphones e a consequente digitalização de todos os processos.


*Sergio Dias (economista e consultor do Sebrae): é economista com pós–graduação em gerência de projetos e especialização em administração de empresas; consultor de empresas, roteirista, palestrante e instrutor; sócio da Sdias Consultoria Ltda (fundada em 1999); prestador de serviços de consultoria no SEBRAE/RJ, nas áreas de gestão da inovação e planejamento estratégico. Sérgio Dias também é consultor e facilitador de cursos de inovação na FIRJAN e na ANPEI. É vice-presidente da ASSESPRO-RJ, membro do Conselho Empresarial de Inovação da Associação Comercial do Rio de Janeiro e integrou o grupo de trabalho da prefeitura para elaboração do Planejamento Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro e as missões de negócios ao Panamá, Costa Rica, Portugal e Espanha pelo Centro Internacional de Negócios da FIRJAN.
Veja mais: