Tesouro Direto: Como se blindar na crise política?

23 JUN, 2017 / POR: GUSTAVO KAHIL, MONEY TIMES

                 

O noticiário político não dá trégua e a única certeza que os investidores têm no momento é a incerteza. Pensando nisso, o Santander buscou a indicação de um papel no Tesouro Direto que possa atender ao desejo de investimento no produto mesmo no momento de instabilidade que vivemos.

Segundo o banco, essa turbulência aumenta a percepção de risco dos investidores e, consequentemente, deve limitar a performance dos ativos de renda variável.

"Apesar disto, a intenção do BC em levar a taxa de juros real da economia para um patamar mais baixo (próximo a 4,5% vs. consenso de equilíbrio entre 5%-5,5%) ainda torna atrativo o investimento em títulos públicos, principalmente aqueles indexados à inflação (Tesouro IPCA+)", explicam os analistas do banco em um relatório de estratégia enviado para clientes.

Para o Santander, a melhor alternativa é o título Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026.

"A menor duration nos permite manter uma postura mais conservadora, dado que o momento atual exige, sem abrir mão de potenciais ganhos estruturais, caso as reformas em discussão ainda sejam aprovadas", pontuam.