Donald Trump vs. Xi Jinping

Trade War - A guerra fiscal entre EUA e China

23 MAR, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Muito tem se falado nos últimos dias sobre as decisões dos EUA de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio. Recebendo críticas do mundo inteiro que estaria prejudicando as relações bilaterais passíveis de consequências negativas para ambos países e capaz de gerar um colapso nos mercados. O presidente Donald Trump anunciou que o plano entrará em vigor nesta 6ª, 23/03.

A China por mais que não deseje este inicio de conflito entre tarifas deixou claro através das palavras de um membro da alta diplomacia chinesa que o país vai defender seus interesses. Enfatizando que o desenvolvimento das relações comerciais no futuro será ofuscado por esta decisão política. Uma guerra comercial não beneficia ninguém, mas na China estão todos preparados para uma longa luta.

"A China não quer uma guerra comercial com os Estados Unidos, mas se os EUA aprovarem ações que danificam os interesses chineses, a China não ficará de braços cruzados e tomará as medidas necessárias", afirmou em entrevista coletiva Zhang Yesui, porta-voz do plenário da Assembleia Nacional Popular (ANP, legislativo). Zhang avisou também que "as políticas baseadas em juízos ou presunções equivocadas danificarão as relações e trarão consequências que lugar algum gostaria de ver".

O governo americano acredita que esta medida, de impor tarifas, irá defender postos de trabalho no país, por outro lado alguns economistas defendem que o aumento dos preços no aço e alumínio gerará consequência na indústria (como a automobilística e de petróleo) capaz de provocar alterações nestes setores levando ao aumento no desemprego e diminuição da importação.

O que se teme nesta situação é que o mundo entre em um ambiente protecionista. Tanto investidores deixando de investir em ativos de risco para aplicar em opções que remetem a segurança, como governos serão induzidos a aumentar barreiras. No Brasil, o medo gira entorno do impacto nos produtos industriais do setor, pois a dificuldade de conquistar mercado aumentará, em contrapartida a possibilidade de alguns países com elo muito forte aos EUA pode se desvencilhar como Canadá e México, abrindo a possibilidade de negociações com países Sul Americanos beneficiando exportadores brasileiros. Contudo ontem foi postergado por 30 dias a imposição da medida para alguns países, incluindo-se Brasil.

O mundo está em estado de observação, mercados em baixa e se direcionando para movimentos protecionistas, pois o cenário é de aversão ao risco com avaliações de possíveis cenários como China encerrando acordos com EUA, deixando de comprar produtos, como carne e soja; e tendo que ir ao mercado em busca de novos acordos econômicos.

O real impacto dependerá de maiores detalhes que teremos nos próximos dias, tanto sobre as medidas tomadas por Trump, como nas reações que a China terá com isso.

Fontes: O Globo, DN-Portugual, O Estado de SP, Agência Brasil, El País.