Fitch

Fitch rebaixa nota do Brasil de "BB" para "BB-"

23 FEV, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Agência Fitch anunciou o rebaixamento da nota do Brasil de "BB" para "BB-" com perspectiva de negativo para estável. Isto, devido aos grandes e persistentes déficits fiscais e pelo peso da dívida do governo, que segue crescente. Junto a isso cada proposta do governo não aprovada enaltecendo a incapacidade para encontrar uma solução adequada, levando a falta do otimismo perante uma solução que melhore o desempenho estrutural das finanças públicas.

A Fitch cita: "Isso representa um importante revés na agenda de reformas que mina a confiança de médio e longo prazo na trajetória da dívida pública e o compromisso político para abordar o problema". Como fator decisivo o governo deixando a votação da Reforma da Previdência para depois das eleições, assim como, as incerteza quanto ao pleito eleitoral deste ano e a descrença de uma maioria quanto a credibilidade num ambiente geral que a cada dia é recebida com novas notícias de corrupção.

O Brasil que já foi o país com sinônimo de bom pagador, quando recebeu o selo de Investment Grade, hoje a cada nova ação do governo vai chegando ao fundo do poço. Sendo que, ao mesmo tempo, dependemos de um líder no ambiente político com governabilidade e rodeado por setores coerentes e dignos que objetivem avançar nas reformas, aumentar o crescimento e reduzir as dívidas públicas. Fazer o Brasil voltar a ser visto como um bom investimento. Ganha quem investe, ganha o Brasil.

Segundo Emílio Otranto Neto, diretor geral da ANCORD, “O rebaixamento da Nota de Risco do Brasil por mais uma das 03(três) principais Agências Internacionais de Avaliação de Risco já era esperada.

O Brasil não está conseguindo aprovar os seus programas de redução do deficit fiscal com o consequente aumento da arrecadação de impostos, sem ter que mexer ainda mais no bolso do contribuinte, e a paralisação do processo de aprovação da Reforma da Previdência , por conta da intervenção federal na Segurança do Rio de Janeiro, acelerou o processo da Fitch Ratings.

Não vai parar por aí. A próxima será a Moody's e eventualmente outras agências menores.

O impacto deste rebaixamento já estava contabilizado pelos investidores em relação ao desempenho das ações na B3, pois com a queda da taxa de câmbio, a B3 ainda está bastante atrativa para os investidores estrangeiros quando o índice Bovespa é convertido em US$.

Outro fator de aceleração da valorização das ações na B3 são: a valorização nas commodities internacionais, a boa safra agrícola esperada para o Brasil e a privatização parcial das ações da Eletrobras.

Finalizando, o rebaixamento já está no preço dos ativos transacionados nos diversos mercados.