Dedos segurando uma moeda

Plano, gestão, carteira, consultoria de investimento: por onde começar a investir?

PUBLIEDITORIAL / 23 FEV, 2018 / POR: ALEXANDRE PRADO*

                                   

O brasileiro em geral não recebeu educação financeira. Infelizmente, esta disciplina ainda não faz parte do sistema educacional regular brasileiro.

Penso que o primeiro aspecto relevante a ser aqui abordado é sobre a percepção de algumas pessoas que pensam “gostaria de começar a investir, mas não tenho nem dinheiro e nem tempo”! Comecemos a desconstruir esta percepção: não há necessidade nem de muito dinheiro e nem de muito tempo.

Dependendo do tipo de investimento, como alguns títulos do Tesouro Direto, por exemplo, pode-se começar a investir com R$ 30,00. Isso mesmo! Quanto a questão do tempo para dedicar aos seus investimentos, também não é nada substancial.

Digamos que invista uma hora por semana, ou a cada quinze dias, para acompanhar suas aplicações e também para estudar e aprender um pouquinho. Também não é muito tempo, não é mesmo?

Mas, tendo desmistificado esta percepção, vamos partir para alguns conceitos sobre formas de investir. O que é um plano de investimento? Gestão de investimentos? Carteira? Consultoria de investimentos? Onde isso tudo se encaixa? Vamos lá!


Plano de Investimento

É a materialização de um planejamento dos investimentos pessoais, ou de uma empresa, para o curto, médio e longo prazo. Ali deverão ser refletidas as estratégias a serem adotadas e seguidas para investir os recursos financeiros a fim de maximizar os ganhos e mitigar as perdas ao longo do tempo.

O primeiro passo é estabelecer os objetivos. Por exemplo, o plano objetiva gerar renda futura para a aposentadoria, a aquisição de um bem de valor mais elevado ou para outro fim? Uma vez definido o objetivo, passa-se a estruturar o plano e como viabilizá-lo.

Não me aprofundarei sobre a criação de um plano de investimento, o que poderei fazer em outra oportunidade. A ideia é mostrar o que é e para que serve este plano.


Carteita de Investimentos

Refere-se ao conjunto de ativos que pertence a um investidor. Pode ser composta por títulos públicos, debêntures, fundos, ações, entre outros. A existência de carteira permite avaliar e monitorar a rentabilidade individual e média dos ativos que a compõe e diluir os riscos de cada aplicação. Um indivíduo pode criar sua própria carteira ou pode fazê-lo com o suporte de um banco, corretora, empresas de gestão ou consultores especializados. A carteira de investimentos e sua composição é parte do plano de investimentos.


Gestão de Investimentos

Refere-se a como a carteira de investimentos é gerida. Uma adequada gestão dos investimentos em carteira permitirá saber o grau de assertividade real com o que fora planejado lá no plano de investimento.


Consultoria de Investimentos

É quando o investidor não tem tempo e/ou conhecimento técnico para gerenciar sua própria carteira. Neste momento ele deve contratar um consultor de investimento ou administrador de carteira que fará isso por ele.

São empresas ou profissionais altamente qualificados para ajudar o investidor inclusive na definição de estratégias de como melhor compor e administrar os investimentos, indicando as melhores oportunidades, abordando os riscos e sugerindo os melhores caminhos para cada perfil de investidor.

Logicamente que, quão mais complexa e robusta for a carteira de investimentos, mais o investidor necessitará do suporte técnico de um profissional especializado.

Então, além dos conceitos gerais acima, observe os passos a seguir para começar sua atuação como investidor:


Defina seus objetivos

O que te motiva a acumular recursos financeiros? Pense em diversos horizontes: 1 ano, 5 anos e até 20 ou 30 anos. Seja lá o que te motiva, deve ter relação com um dos seguintes assuntos: trocar de automóvel, fazer uma bela viagem, comprar um imóvel, ter um filho ou gerar renda para a aposentadoria. O fundamental é que tenha em mente o que deseja alcançar.


Descubra o perfil de investidor que é

Há uma dicotomia que relaciona-se a investimentos: risco e rentabilidade. Em tese, quanto maior o risco, maior poderá ser a rentabilidade. Por isso, ter em mente que há três perfis básicos (conservador, moderado e arriscado) pode contribuir para criar as estratégias de investimento.


Escolha os parceiros

Dependendo do tipo de investidor que é e o nível de conhecimento que possui, pode ser necessário o suporte de quem sabe mais. Assim, recorrer a um consultor financeiro ou uma corretora de valores pode ser uma atitude muito saudável para seu dinheiro.


Risco x diversificação

A ideia de ter uma carteira relaciona-se a poder diversificar os investimentos, a fim de que possa diluir o risco, equilibrando a rentabilidade auferida de aplicações mais arriscadas (ações, por exemplo) com aquelas mais conservadoras (renda fixa e CDB de bancos, por exemplo).


Mantenha o controle

De nada adianta criar planos, estabelecer objetivos e traçar uma estratégia se não sabe como está indo mês a mês. Manter o controle, monitorando de perto os ganhos – e eventuais perdas – é fundamental para, ao final, alcançar os objetivos previamente definidos.

Nos vemos em breve. Bons investimentos!

*Alexandre Prado é coach, consultor, especialista em finanças, escritor, articulista e professor de cursos na área de desenvolvimento humano e organizacional, é Presidente da Núcleo Expansão. Tem no currículo sólida formação acadêmica, incluindo especializações em Nova Iorque, Boston e Oxford e vasta experiência como alto executivo de empresas nacionais e multinacionais.