Setores que mais sofrem

Setores que mais sofrem com a inesperada decisão do COPOM

22 MAI, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Dólar, aumento do risco, Commodities e inesperada decisão do COPOM foram os motivos que provocaram a reversão de expectativas, manutenção dos preços e reação nos mercados afetando diversos setores e as empresas em um cenário geral.

O aumento do risco está atrelado à disparada do títulos americanos (Treasuries) que superaram os níveis de 3,10% na manhã de sexta-feira(18/5), junto a isso o Fed reforçou que irá manter a estratégia de aumentar os juros impulsionado também pela alta do petróleo, fatos fundamentais ligados a inflação. Desta forma o mercado mundial manifesta menor aversão ao risco, indo em busca do investimento considerado mais seguro (nos EUA), ocorrendo o movimento de correção que é quando o investidor desloca seus investimentos em países emergentes em busca de melhores retornos e o aloca em ativos de baixo risco com rentabilidade satisfatória. Assim é possível explicar o movimento do Dólar que com a retirada de dinheiro do Brasil para alocá-lo em outro país considerado de investimento mais seguro fazendo com que a moeda local se desvalorize, fato que não é exclusivo do Brasil, outros países emergentes também estão passando pela mesma situação. Como se não bastasse, estamos em ano de eleições, momento que já possui um viés de risco, que desta vez, com um toque especial com relação às crises internas que nosso país vem sofrendo (recessão, corrupção, último presidente eleito com impeachement, crise econômica, necessidade de medidas reformistas e falta de credibilidade para o futuro).

Setores que estão sofrendo com a última decisão do COPOM:

Consumo e Varejo

Normalmente são os que mais sofrem com alterações nos juros e como o mercado esperava algo diferente do que foi decido, agora o setor precisa se reajustar. Fato que quanto menor os juros, mais estes se beneficiam, havendo o incentivo ao crescimento econômico, pois com o aumento da atividade econômica as vendas e o consumo aumentam, por consequência condições de pagamento e prazos também melhoram.
Exemplo de algumas ações do setor: Magazine Luiza, B2W, Lojas Renner, Lojas Americanas, Arezzo, BRF etc.

Concessões e Infraestrutura

Trabalham majoritariamente em projetos de longo prazo e quanto menor for a taxa de juros, maior atratividade seus negócios adquirem, pois eles trabalham com uma TIR (taxa interna de retorno) que mede seu grau de risco com a Selic, a diferença entre estes dois dados é a quantidade de risco que o investimento representa, por isso o quanto menor a Selic mais atrativo entrar no investimento.
Exemplo de algumas ações do setor: CCR, Ecorodovias, Rumo etc.

Administradoras de Shopping Centers

Trabalham muito com investimento prefixado de longo prazo, a queda da Selic beneficia aquele que recebe em taxa prefixada e paga em posfixada, pois aumenta o fluxo de caixa cada vez que o juros cai. Desta forma, obriga o setor a se ajustar com esta decisão inesperada.
Exemplo de algumas ações do setor: BR Malls ,General Shopping, Iguatemi , Multiplan

Confira nesta tabela o desempenho das empresas divididas por Setor