Custo industrial

Entenda alguns desafios econômicos para o próximo presidente

21 SET, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Independente de quem for eleito, a retomada na economia será um desafio para o próximo presidente que deverá, com plano de trabalho, unir o Congresso para conseguir acelerar algo que hoje está lento: as reformas das contas públicas.

Em relatório divulgado pela Moody´s, ela ressalta que haverá dois cenários que elevam o risco para a recuperação econômica; o primeiro, é de um presidente capaz de trabalhar com o Congresso e o segundo, é a situação em que o governo teria dificuldades para que suas proposta de reforma avancem no plenário.

“Nosso cenário base hoje não incorpora a aprovação de uma profunda reforma previdenciária, e esperamos que o teto de gastos seja modificado durante a próxima administração. No entanto, também esperamos que um trabalho no relacionamento com o Congresso levaria à aprovação de uma reforma da Previdência, apoiando a consolidação fiscal e impulsionando a confiança dos investidores”, afirmou Gersan Zurita, vice-presidente sênior da Moody’s. E acrescentou “em um cenário de continuidade de política, a Moody’s espera uma recuperação gradual do crédito, riscos estáveis de ativos e rentabilidade sólida. Sob um cenário de ruptura, os custos de crédito aumentariam, mas a capitalização dos bancos permaneceria estável, enquanto a indústria de seguros continuaria a desafiar a turbulência política e estagnação econômica”

Portanto em um cenário de governo incapaz de fazer com que as reformas sejam aprovadas repercutirá em desequilíbrios fiscais, aumento da relação dívida pública e o PIB, desconfiança do investidor e maior volatilidade do mercado. Com empresas obrigadas a sustentar este período de estagnação e turbulência política com riscos no crédito, inflação e juros sob pressão, além de investidores aplicando seu dinheiro de forma mais moderada.

Por outro lado, diante de um cenário de crescimento e reformas sendo devidamente ajustadas e aprovadas se espera uma melhora no crédito, incentivando empresas aos investimentos, impulsionando PIB e investidores ao mercado com mais apetite ao risco tirando o país de sua recessão histórica, mediante crescimento gradual no crédito e inflação, juros, riscos e rentabilidade controlada.

Vemos um povo clamando por melhorias no país, independente da opção eleitoral.

Hoje o mercado aguarda e calcula os riscos para o futuro com base nos resultados das pesquisas de intenção de voto.

Hoje não se pode saber ao certo a real credibilidade que que estas pesquisas representam, desconfiança que repercute no mercado com muita volatilidade gerando incertezas de investidores que operam a passos defensivos em tons de cautela observando às notícias.

Estejamos atentos aos rumos que as pesquisas podem delinear, porque os resultados finais repercutirão diretamente na recuperação econômica do Brasil, no seu dia a dia e nos seus investimentos.

Fonte: Moodys e Fitch

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