Brasil e China

O que o Brasil tem a ver com a China?

19 JAN, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,9% em 2017 e a produção industrial avançou 6,2% em dezembro, superando expectativas, no entanto as vendas no varejo subiram 9,4% no mês que é um dado abaixo do esperado.

Realmente, a China diminuiu aquele crescimento com taxas elevadas, de certa forma até impressionantes, na casa dos dois dígitos, mas a alta de 6,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado de 2017 cessou o processo gradual de desaceleração econômica.

A perda de tração do PIB chinês, possui uma tendência de ser relativa, demonstrando que a economia segue colhendo frutos em ritmo à atividade global.

Vale analisar outros dados como referencia, como a indústria e o varejo que seguem apresentando bons resultados e correspondendo quanto ao objetivo de torna-los menos dependentes da indústria pesada e fazendo uso da economia digital, que como reflexo atinge diretamente o consumo das famílias. Além disso, embora os investimentos em ativos fixos avançarem 7,2% no acumulado do ano anterior, números que tendem a beneficiar o emprego, a produtividade e a renda, fazendo o consumo se tornar forte influenciador do resultado do PIB (correspondendo a 58,8% da alta do PIB em 2017).

Junto a isso, o comércio exterior obteve melhora sendo a justificativa para a aceleração do crescimento econômico chinês no ano passado. Com a atividade dando indícios de força e o crescimento mais acelerado que o esperado com modelo voltado às exportações e aos investimentos no qual se favorecem com a recuperação do setor industrial e o mercado imobiliário resiliente, o governo chinês esta em uma situação que lhe permite se posicionar com o intuito de reduzir riscos em prol da estabilidade financeira, incentivando a opinião de analistas de que este ano, possivelmente, o crescimento do país seja de forma mais regulada.

Resultados que geram benefícios à países exportadores de commodities, como o Brasil. A China representa por cerca de 20% das vendas brasileiras para o exterior e é o principal destino para as exportações de commodities brasileiras, então qualquer movimentação, quantidade exportada e taxas afeta os preços internacionais de commodities que reflete diretamente no cambio e no mercado brasileiro.

Ao longo do tempo as movimentações das Commodities sempre influenciou nos investimentos no Brasil:

• Seja na melhora nas contas externas possivelmente gerados por ganhos de termos de troca que reduz o prêmio de risco requisitado por investidores estrangeiros e, por consequência diminuindo o custo de capital de empresas brasileiras;

• Ou também com a apreciação cambial relacionada a sessões de alta do preço que diminui o preço de bens de investimento importados;

• E quando ocorre um aumento dos preços internacionais de commodities que por consequência aumenta a rentabilidade de projetos direta ou indiretamente associados ao setor atrelado às commodities e assim estimulando resultados.

O mesmo ocorre quanto ao cenário de queda, porém com consequência oposta.

Esse crescimento é capaz de influenciar nosso mercado, alterando preço das commodities e de ativos relacionados ao mesmo, levam a oportunidades para desenvolvimento de outros setores e impulsionando a economia brasileira.


Fontes: Reuters, InfoMoney, Itaú, Money Times.