Homem analisando folha

Taxa Selic: mercado surpreendido com a decisão do Copom

17 MAI, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

O Banco Central, na reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) por unanimidade e sem viés manteve a Taxa Selic em 6,50%. Medida que veio contrário as expectativas do mercado, desagradando uma parcela de agentes econômicos que esperavam um corte de 0,25%.

Ambiente com maior aversão ao risco no cenário externo e inflação brasileira controlada fizeram com que o BC seja mais cauteloso e mantenha a taxa de juros, encerrando assim com o ciclo de 12 cortes consecutivos desde outubro de 2016, quando a Selic estava em 14,25%.

Esta postura conservadora veio devido a riscos emergentes, com juros dos EUA em projeção de alta, título norte-americano (T-note) superando 3,00% e dólar avançando. Fatores que levam investidores avaliar os custos inerentes nas oportunidades, impulsionando-os para investimentos em países considerados de menor risco e deixando de investir em economia emergente (que inclui Brasil) representando elevada relação “Risco X Retorno”.

Agora o mercado avalia possíveis projeções. Contudo, esta medida deve possibilitar uma contenção no preço do dólar, manter investidores internacionais motivados em investir em nosso país e seguir estimulando a movimentação do dinheiro na economia brasileira. Este cenário deve permanecer por algum tempo, diante de um panorama de baixa inflação, resultados corporativos em sua maioria com gradual melhora e recuperação econômica lenta e estável.

Para Richard Wahba da Garín investimentos "a decisão está correta. Não impacta a atividade econômica,que depende das expectativas da eleição neste momento. Uma única crítica pode se dar na comunicação deficiente do presidente do BCB."

Segundo o comunicado “O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, a (i) possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. Esse risco se intensifica no caso de (iii) continuidade da reversão do cenário externo para economias emergentes. Esse último risco se intensificou desde o último Copom.”

Comunicado do Copom