BC vai ser mais agressivo para evitar "double dip", diz Itaú Unibanco

16 MAI, 2017 / POR: GUSTAVO KAHIL/MONEY TIMES -

O Itaú cortou a estimativa para a Selic ao final de 2017 de 8,25% para 7,5% e agora prevê um corte maior para o juro em maio (30 a 31) de 1,25 ponto percentual, mostra um relatório do banco enviado a clientes nesta segunda-feira. O economista-chefe, Mario Mesquita, explica que uma conjunção de indicadores sustenta o novo cenário.

"O motivo por trás da nossa decisão é uma combinação dos dados de atividade de curto prazo mais fracos do que o antecipado, juntamente com uma sequência de resultados de inflação vindo muito bem-comportados, uma queda contínua nas expectativas de inflação e ajustes na comunicação do BC", explica.

Além disso, Mesquita aponta para a necessidade de se evitar um "double dip", ou seja, quando a atividade volta a contrair após um breve período de crescimento.

"Ao decidir aumentar o grau de antecipação (bem como o orçamento total) da flexibilização, as autoridades, em nossa visão, estariam se protegendo do risco de um double dip na atividade econômica. Dado o balanço de riscos de curto prazo para a atividade e a inflação, a opção de acelerar um pouco mais é compreensível", avalia.