Anjo vs. Demônio

Por que o empreendedor é sempre vilão e o poder público mocinho?

11 JUL, 2017 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Nesta manhã ouvimos uma entrevista com o prefeito de Gravataí, Marcos Alba do PMDB, que chamou a atenção pela pergunta feita por ele próprio. O Rio Grande do Sul sempre propalado como um Estado politizado, traz uma aversão a incentivos àqueles que desejam empreender ou ampliar instalações no Estado. Basta lembrar que o governo PT de Olívio Dutra, dispensou a Ford, que foi para a Bahia.

Pois bem, o prefeito citado, está prestes a comemorar um acordo de incentivos para a ampliação da GM. As mesmas críticas surgem e ele defende o incentivo como grande gerador de riquezas para a cidade e estado em geral com a multiplicação de empregos, maior circulação de bens, serviços e consumo e gerador de impostos que chegam aos cofres públicos para compor a receita em prol de melhorias sob a responsabilidade do gestor no médio e longo prazos.

O empreendedor não é vilão, está contribuindo para o desenvolvimento do município, estado e país. Recebe incentivos por período pré-determinado e os reflexos de seu investimento vão muito além dos empregos diretos gerados.

O poder público, há muito deixou de ser mocinho. Está deixando de cumprir seus compromissos por absoluta incompetência ou acordos espúrios com empreendedores e roubo dos cofres públicos em casos cada vez mais numerosos.

Há exceções de excelentes gestões, mas ainda exceções.

Está mais do que na hora de promover o empreendedorismo via o acolhimento do setor público, a um valor justo para todos; promover parcerias público-privadas que colaborem para o desenvolvimento de nossa infraestrutura para gerar mais desenvolvimento.

A geração de riqueza para todos, depende disto.

O empreendedor é sempre bem-vindo; o poder público dele depende para exercer suas funções plenamente.

Estamos prestes a mais uma rodada de resultados trimestrais das companhias. Todas sofrendo com a crise econômica e política que nos assola em particular e tendo reflexo direto nas arrecadações dos estados e municípios, que engessados por suas próprias políticas, tem gastos sempre crescentes na contramão da sustentabilidade.

Hora de mudar, você não concorda?