Rumo do Brasil

Rumos do Brasil conforme presidente do Banco Central

08 JUN, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

O Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn em conference call organizada pelo Bradesco compartilhou visões sobre a evolução de nosso quadro econômico e sua visão para os rumos possíveis para o Brasil.

Mercado doméstico sofre pressão diante de fatores internos e externos. Que repercute em alta volatilidade e preocupações sobre o futuro de nosso país. Real em desvalorização, Bolsa de valores em queda, estimativas e projeções econômicas alteradas obrigam o governo a tomar medidas imediatas para se defender deste cenário e ecoando bruscamente no investidor que reage com movimentos em busca de proteção devido a um panorama de aversão ao risco e desconfiança com medidas até então tomadas.

Palavras do Presidente do Banco Central:

O cenário externo, nas últimas semanas, tornou-se mais desafiador e apresentou volatilidade. A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais.

O mercado apresenta um comportamento volátil, com uma piora na percepção dos agentes internacionais em relação ao cenário global. Esta percepção tem provocado pressões sobre várias economias emergentes, afetando cada país de acordo com suas características particulares.

O BC tem atuado para prover liquidez através dos swaps cambiais e, em coordenação com o Tesouro Nacional, tem dado liquidez ao mercado de juros. O Banco Central e o TN vão continuar oferecendo de forma coordenada liquidez, seja no mercado de câmbio, seja no mercado de juros. Estamos usando swaps cambiais e podemos ir além dos valores máximos utilizados do passado (US$ 115 bilhões). E vamos intensificar seu uso no curto prazo. Iremos oferecer US$20 bilhões até o final da semana que vem (15/06), em adição aos US$ 750 milhões diários já planejados.

O Brasil tem amortecedores robustos, fundamentos sólidos e encontra-se mais preparado para lidar com choques externos. O Copom, em sua reunião de março, avaliou como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente, caso as condições se mantivessem. Na próxima reunião, o comitê analisará essas condições com foco como sempre nas projeções e expectativas de inflação e o seu balanço de riscos. Essa analise levará em consideração que o impacto de choques recentes sobre a política monetária ocorrem através dos seus efeitos secundários sobre a inflação (ou seja, pela propagação a preços da economia não diretamente afetados pelo choque). Esses efeitos tendem a ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas e projeções de inflação ancoradas nas metas.

O Brasil precisa continuar no caminho de ajustes e reformas para manter a inflação baixa, a queda da taxa de juros estrutural e a recuperação sustentável da economia.

Confira o comunicado completo do evento:

Apontamentos do presidente Ilan Goldfajn para os eventos Conference call com investidores internacionais organizada pelo Bradesco e Palestra IBEFSP