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Comentários sobre o Boletim Focus: PIB, inflação, juros e dívida pública

06 AGO, 2018 / POR: CARLOS DIX SILVEIRA*

                                   

PIB

A última edição da pesquisa Focus, divulgada segunda-feira (30), manteve pela terceira semana seguida a expectativa de crescimento do PIB de 2018 em 1,50% e a de 2019 em 2,50%.

A estimativa de crescimento da economia este ano está relativamente estável. O IBGE informou esta semana que a produção industrial brasileira cresceu 13,1% em junho em relação ao mês anterior, melhor resultado da série histórica iniciada em 2002, superando a queda provocada pela greve dos caminhoneiros. O crescimento da produção em relação ao mesmo mês do ano anterior foi da ordem de 3,5%. A conjuntura econômica não se alterou, apenas registrou recuperação da produção. A indústria fechou o segundo trimestre com queda de 2,5 % ante os primeiros três meses do ano e avançou 1,7 % em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o IBGE. A incerteza política e econômica ainda predomina e o processo eleitoral exacerba a insegurança de investidores e consumidores, mantendo o alto nível de desemprego.


Inflação

A pesquisa Focus manteve esta semana a estimativa de inflação de 2018 em 4,11% e a de 2019 em 4,10%. A projeção da pesquisa Focus para inflação deste ano apresenta queda pela terceira semana seguida, depois de atingir 4,17% em decorrência da greve dos caminhoneiros.


Juros

A pesquisa Focus manteve a estimativa da taxa Selic de 2018 e 2019 em 6,50% e 8%, respectivamente.

A incerteza que afeta o ambiente eleitoral e que decorre do processo de alianças não deve manter estável a taxa de juros por muito tempo. Há muita dúvida ainda sobre a capacidade de gestão dos candidatos e suas reais chances de vencer o pleito. O país enfrenta um dos mais obscuros processos eleitoral da sua história.


Dívida Pública

A pesquisa alterou a expectativa da dívida líquida de 2018 de 54,60% para 54,90% do PIB e manteve a de 2019 de 58,00% do PIB. A dívida líquida do setor público corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não financeiro e o resto do mundo. O saldo líquido é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro e do Banco Central.

Boletim Focus (original)

*Economista