Investidor sofre

O país e o mercado financeiro retrocedem, investidor sofre

06 JUN, 2018 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Ambos estão ligados, mas não necessariamente precisam retroceder juntos. Temos amargado duros anos de baixíssimo desenvolvimento econômico, altas taxas de desemprego, evasão escolar, corrupção sem precedentes e igual proporção de demonstração de impunidade.

No primeiro trimestre vislumbramos algum crescimento, arrefecido neste segundo trimestre, desanimando.

O Acionista.com.br desde 2000 acompanha o desenvolvimento da Governança Corporativa no Brasil, que aprimora práticas, mas vê companhias desistirem ou não cumprirem regras. A Petrobras ao divulgar Fato Relevante às 11h da manhã do dia 01/06/18 é um exemplo.

Sonhou junto com a BM&FBovespa com 5 milhões de CPFs na bolsa para 2015. Hoje temos mirrados 680 mil.

Acompanha a tentativa de ampliar a tão necessária educação financeira, inicialmente com a explosão de cursos "captadores" das corretoras, hoje em bem menor número, e sempre apoiando, via divulgação, iniciativas em todo Brasil.

Casas de análises colaboraram com materiais no portal, muitas fecharam. Hoje várias corretoras disponibilizam seus materiais, proporcionando importante informação comparativa aos nossos muitos leitores.

Vimos corretoras fecharem ou se unirem. XP Investimentos é um exemplo do que a visão diferenciada do futuro pode modificar a forma de investir, pode abrir mercados em uma saudável concorrência principalmente para o investidor.

Ajustes foram feitos, normas foram se aprimorando e assim deverá continuar a evolução.

A Empiricus é um outro exemplo de como a informação financeira pode chegar mais próxima das pessoas comuns. Linguagem simples, muitas histórias e estórias, muitos títulos mirabolantes para chamar a atenção que chocaram alguns mais conservadores. Conservadores poderosos, que a tiraram do rol de "casa de análise", nos trâmites legais, fazendo-a abdicar de credenciais legítimas para não mais ficar sob seu julgo. Contudo há que se pensar que tais credenciais são importantes para opiniões fundamentadas e qualificadas. Sem elas o risco para o investidor é ainda maior.

Nosso país sofre sim de uma profunda escassez da mais básica educação em matemática e português, inibidora de uma plena compreensão do que se lê, quando consegue ler, e ainda tem muita gente crédula em riqueza imediata e talvez por isso a rigidez na aplicação das normas vigentes.

E aqui deixamos nossa manifestação mais sincera destes 18 anos de trabalho: temos que encontrar caminhos que levem a educação financeira para dentro das escolas, nas universidades, para que ofertas de produtos financeiros com rendimentos muito acima do mercado, um título de matéria que chama a um ganho espetacular, tenha igual proporção na divulgação dos prazos e dos riscos e que toda a informação e opinião chegue a todas as pessoas e estas tenham o discernimento para acolher ou não.

Precisamos de gente corajosa que rompa barreiras e colaborem com a evolução do nosso mercado, porque cada acionista e investidor é o incentivo financeiro necessário para o desenvolvimento das companhias que crescem, empregam, vendem e multiplicam as oportunidades e riqueza no país.

Precisamos de reguladores técnicos, sérios e não tendenciosos. Precisamos de entidades representativas não corporativistas. Precisamos de menos omissões e mais ação em prol do acionista e investidor.

Trabalhamos por um portal cada vez maior e com mais informações de variadas e qualificadas fontes, com cobertura de todo tipo de investimento, chegando ao público de todas idades capacitados para discutir sobre como valorizar cada centavo que ganha, que poupe e invista no seu futuro cada vez mais confortável.