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Ibovespa fecha a semana aos 88.419 pontos

05 NOV, 2018 / POR: CARLOS DIX SILVEIRA*

                                   

Diagrama

O Ibovespa fechou a semana aos 88.419 pontos, com alta de 3,15%. Apresenta alta de 12,46% no acumulado do mês e de 15,73% no acumulado do ano. Nos últimos doze meses tem alta 19,77%. O giro financeiro médio diário da semana foi da ordem de R$ 20,408 bilhões, superior aos R$ 14,848 bilhões da semana anterior. O movimento médio diário do mês de outubro de R$ 16,960 foi inferior ao movimento diário médio do ano de R$ 12,945 bilhões.

O Ibovespa fechou o movimento de quinta-feira na máxima histórica de 88.419, beneficiado pelo desempenho positivo de Wall Street e por resultados corporativos internos sólidos, enquanto agentes do mercado mantem expectativa de decisões positivas do governo Bolsonaro.

A economia americana e a brasileira passam por situações diferentes. O desemprego dos americanos está no nível mais baixo dos últimos 50 anos e o crescimento anual do PIB deve atingir os 3% neste ano, um cenário não observado desde 2005. Enquanto isso os brasileiros convivem com um desemprego elevadíssimo da ordem de 13% e uma lenta recuperação econômica depois de forte recessão. Esta situação contrastante entre a economia americana e a brasileira apresentou comportamento de sinais trocados no mercado de ações do mês de outubro. O índice Dow Jones de setembro, de 26.458,31, caiu em outubro para 25.380,74, valor equivalente a 4,07%. O Ibovespa de setembro, de 79.342, subiu para 88.419 em outubro, com alta de 11,44%. A mudança nas expectativas da economia brasileira com a eleição do novo presidente e sua determinação de controlar o gasto público e fazer as reformas tributária, previdenciária e política, é a diferença entre os dois cenários. Os investidores americanos estão preocupados com uma possível desaceleração em 2019, fato que pode gerar uma redução dos lucros das companhias e maior queda das ações. Os incentivos fiscais concedidos pelo governo Trump em 2018 devem terminar no ano que vem e a baixa taxa de desemprego indica que a inflação tende acelerar, levando a um aumento da taxa de juros encarecendo o credito para as companhias. Por outro lado, as ações da Bovespa estão ainda deprimidas, principalmente comparando com os preços em dólares, o que indica haver espaço para maior crescimento dos papéis. Tais argumentos levam os analistas a preverem que a bolsa continuará sendo influenciada pelo ambiente político e pelas indicações da equipe do governo Bolsonaro.

Ibovepsa médio mensal em pontos

Movimento diário médio mensal em bilhões (R$)

Evolução do Ibovespa nos últimos 24 meses (em pontos)

Boletim Focus (original)

*Economista
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