Luta

Reforma da Previdência, investidores aprovam e povo desconfia

01 DEZ, 2017 / POR: ACIONISTA.COM.BR

                                   

Diante de tanta divergência de opinião, existe um tema que é comum em ambos os lados: Todos desejam mudanças.

O Brasil está vivendo um momento crucial em sua história e depende de determinadas medidas para se resolver: Estados endividados, setores públicos sem verba para manutenções e investimentos, salários atrasados e inúmeras situações que corroboram para que tenhamos elevada preocupação no que virá adiante. Ainda assim, alguns comentam que a pior parte da crise já passou e que a perspectiva é positiva de agora em diante, tomando como base alguns resultados econômicos que são bastante positivos para a situação em que estamos, como a diminuição da inadimplência, aumento da capacidade de compra do consumidor comum, indústria e economia com melhores resultados entre outros, sabendo que estes são resultados de curto prazo e que em algum momento a conta baterá na porta e nosso país precisará estar preparado para isso.

Investidores, empresários e economistas acreditam que a mudança é necessária através de medidas para a contenção de gastos, por isso entendem da importância para aprovação da Reforma da Previdência, sendo algo vital para a retomada do crescimento sustentável da economia. Como consequência, caso seja aprovada, há menor gasto público na cobertura do déficit existente, tornando possível a redução de impostos e, quem sabe, o setor privado com melhores resultados, aumento de investimento e a elevação da renda e do emprego para a população. Confirmando-se a Reforma da Previdência, será uma nova era de oportunidades para o nosso país.

Por outro lado, está a visão da população que não está inserida no mundo econômico exercendo um papel importante, mesmo sem saber, sendo influenciada pela mídia populista interessada em gerar polemica e induzir. Agora, por que exercendo um papel importante? A reprovação das pessoas é reflexo da desconfiança que tem no governo, eleitos que foram para nos representar, são os responsáveis por determinar como serão feitas todas essas medidas necessárias, mas se mostram incapazes de realizar qualquer tipo de mudança, adaptação ou decisão coerente e eficaz para a população, visto que só temos tido votações que os beneficiam diretamente e também por temerem por perda de popularidade para reeleições. Levando este sentimento para dentro do ambiente político e a mídia fazendo uso das consequências negativas de curto prazo possíveis no caso de reforma aprovada, como a ideia de que o rombo da previdência é mentira, que os direitos dos trabalhadores será completamente afetado, o valor da aposentadoria será menor e outros inúmeros argumentos, nada acontece e compromete-se o futuro de todos.

A verdade é que qualquer mudança gera insegurança e dúvidas. Nunca se sabe ao certo, até pelo país em que vivemos, se as medidas são de boa fé. O que, sim, sabemos é que é urgente a diminuição da corrupção, contenção de gastos públicos e medidas que possam refletir a longo prazo em perspectiva de melhora na qualidade de vida da população brasileira. Ignorar o problema desencadeará novas crises, desemprego e inflação, voltando tudo para o povo, aquele que no final acaba sempre pagando a conta.