"Mapa da Bolsa", que tem alta de 222% desde 2016, publica carteira de agosto

01 AGO, 2017 / POR: GUSTAVO KAHIL, MONEY TIMES

                          

A carteira "Max" da consultoria independente "Mapa da Bolsa" indica ações mais voltadas ao setor de consumo para o mês de agosto, mostra a análise divulgada nesta segunda-feira (31) e obtida com exclusividade pelo Money Times. Diferentemente de outras carteiras teóricas divulgadas no mercado, o "Mapa" trabalha com um modelo 100% estatístico que busca encontrar o melhor momento econômico das ações negociadas no índice IBrX-100.

O Mapa da Bolsa é criação do gestor Marcos Paolozzi, executivo com 30 anos de experiência na administração de recursos e que nos últimos meses esteve mergulhado no desenvolvimento de uma estratégia capaz de captar as mudanças de humor dos mercados. O resultado foi um algoritmo que tem conseguido bater as principais carteiras do mercado e acumula uma alta 222,5% desde janeiro de 2016. Em 2017, a valorização é de 27,4%.

"O algoritmo fica plugado em todos os ativos. O analista, por exemplo, sobre apenas alguns setores e não consegue acompanhar tudo o que acontece. Já o modelo estatístico consegue acompanhar tudo", explica Paolozzi em entrevista ao Money Times. O administrador, que foi campeão brasileiro de xadrez em 1983, entende que a escolha pelo método estatístico capta as decisões e análises do mercado como um todo.

Ele cita dois momentos recentes que alteraram a percepção do mercado sobre as ações e que foram captados pelo algoritmo do "Mapa". O primeiro foi em outubro e novembro do ano passado, quando a visão de queda acentuada da Selic começou a se consolidar. Naquela ocasião, as ações da BRMALLS e empresas mais endividas entraram naturalmente na carteira. Depois, no início de 2017, foi a vez das ações de consumo e o início das apostas em Magazine Luiza, Grendene e Pão de Açúcar.

Carteira teórica

Para agosto, a carteira teórica sugerida foi influenciada pela decisão do Copom de manter o ritmo de queda da Selic em 1 ponto percentual. "A queda de juros deve estimular a economia, com seus efeitos intensificando-se no segundo semestre. Nesse contexto, a carteira Mapa da Bolsa privilegia empresas do setor de consumo", avalia Paolozzi.

Confira a composição: