Gráfico em análise

As ações que você precisa ter na carteira neste segundo semestre

27 JUN, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Diversificação e garimpo de ações depreciadas são estratégias dos analistas para atravessar o momento de turbulência econômica com certa segurança e boas perspectivas de ganhos nas aplicações. Veja abaixo as sugestões de dois analistas-chefes para resguardar sua carteira de ações na Bolsa de Valores até o final do ano:

Sandra Peres, analista-chefe da Coinvalores

Telefônica Brasil (VIVT4)

"A companhia continua apresentando resultados consistentes, com bom crescimento e ganho de margens operacionais. Consideramos a companhia top pick do setor em função de sua resiliência operacional e elevado pagamento aos acionistas, praticamente a totalidade do lucro líquido anual. Há a revisão no modelo de concessão de telefonia fixa que muda os contratos de concessão para regime de autorização que está em andamento no Congresso Nacional e, sendo aprovado, trará importantes benefícios à Telefônica Brasil".

Preço alvo médio: R$ 55,00
Up Side: 21,4%


Tupy (TUPY3)

"A Tupy atua em um nicho do setor de autopeças que conta com significativas barreiras de entrada, o que atribui certa resiliência a suas operações frente as demais companhias do segmento. O crescimento mais pujante da economia norte-americana e a recente valorização do dólar devem favorecer seus resultados ao longo do ano. A retomada da produção de automóveis no mercado interno, a despeito da recente deterioração nas estimativas econômicas para o país, também deve contribuir para números mais sólidos. Por fim, ressaltamos que a companhia figura como uma opção interessante para ganho via distribuição de proventos: pretende distribuir cerca de R$ 150 milhões em proventos ao longo desse ano".

Preço alvo: R$ 22,00
Up Side: 29,6%


Azul (AZUL4)

"Vemos as quedas recentes na Azul como exageradas. O dólar e o petróleo pressionam os custos da companhia, mas vemos a Azul como a cia aérea como a melhor posicionada para repassar esse aumento de custos para o preço das passagens, por conta da menor sobreposição de suas rotas em relação aos concorrentes. Ou seja, a concorrência nas rotas operadas pela Azul é menor. Além disso, vale destacar a posição da companhia na portuguesa TAP, que se valorizou com a desvalorização do real. Além disso, o petróleo tem dado sinais de que não deve mesmo se manter próximo ao pico visto em maio. Os papéis já caíram 42,8% em pouco mais de dois meses, abrindo uma oportunidade".

Preço alvo: em revisão


Magazine Luiza (MGLU3)

"Para os próximos períodos, a empresa continua no processo de expansão da oferta de produtos de terceiros no seu marketplace e mantém o foco em sua transformação digital. A empresa acredita que em 2018 o crescimento seja maior, dada a economia que vem se recuperando, mas enfatiza que o real crescimento se dará via aceleração de seus investimentos em abertura de lojas, pela sua parte digital e em logística, além do aumento na oferta de crédito. E para suportar esse crescimento, a Magalu está com boa situação financeira: em março, atingiu posição total de caixa de R$ 2,1 bilhões. Outro ponto que chama a atenção é que a empresa vem conseguindo ter crescimento acelerado com alto retorno sobre o capital investido. Este ano também teremos a Copa do Mundo onde as vendas de TVs acabam se elevando, como já podemos observar neste resultado. Desta forma, ainda acreditamos que seus números possam continuar a performar positivamente".

Preço alvo: em revisão


Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos

AES Tietê (TIET11)

"É uma das maiores geradoras de energia elétrica do país. Os reservatórios do Brasil encontram-se em níveis razoavelmente baixos e há expectativa de aumento do preço da energia ao longo do ano. A companhia deve apresentar bom crescimento de resultados e encontra-se em patamares de preços bastante atrativos. Vale destacar também que o setor de energia elétrica é defensivo, então dado o cenário de volatilidade atual, ter uma empresa desse segmento ajuda na composição de risco da carteira".

Banco do Brasil (BBAS3)

"O segmento de bancos é bastante rentável no nosso país, e o Banco do Brasil está bastante depreciado. O banco negocia com descontos de preços em relação as seus pares, muito em função da menor eficiência frente os privados, além do risco eleitoral. O posicionamento em Banco do Brasil acaba trazendo uma “aposta” de que nosso futuro presidente não tenha um perfil intervencionista. Essa hipótese se concretizando, a valorização potencial do papel aumenta".

Tenda (TEND3)

"É uma construtora com foco na baixa renda, tendo processos produtivos bastante otimizados. A companhia apresenta níveis de rentabilidade bastante atrativos e está "barata" sob várias óticas de precificação. Em momentos de turbulência e incerteza, comprar empresas baratas é sempre uma boa estratégia".

Vale (VALE3)

"A Vale tem otimizado seus processos produtivos, apresentando margens e indicadores de rentabilidade muito positivos. Em função do seu processo de desalavancagem, tem sobrado caixa para realizar bons pagamentos de dividendos. Além disso, a Vale é exportadora e nesse momento de dólar valorizado os efeitos são bem positivos".
*A Geral Investimentos não trabalha com projeções de preços.