Certificados de Depósitos Bancários

Três situações em que a poupança é o melhor investimento

27 MAR, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Houve tempos em que a Caderneta de Poupança passou a ser apontada como o pior dos mundos quando o assunto era investimento. Com uma inflação persistente e uma Taxa Selic na casa dos dois dígitos, ela perdia de goleada para outras aplicações. Agora, com a Selic em baixa e a inflação sob controle, a favorita dos brasileiros retomou seu brilho.

Especialistas em finanças pessoais dizem que a Poupança costuma ser vantajosa quando o investidor tem pouco dinheiro para aplicar (abaixo de R$ 5 mil), situação em que não encontra condições muito benévolas de bancos e corretoras; ou quando o prazo para resgate é muito curto, circunstância em que a mordida do Imposto de Renda seria ainda mais forte em outras aplicações; ou quando o dinheiro ali depositado é para emergências, que poderá ser sacado a qualquer momento, sem prazo ou burocracia. Talvez por isso a Caderneta de Poupança ainda responda pela maior parte dos recursos (39,2%) alocados e em número de clientes (85%) em aplicações financeiros, conforme a Anbima.

“As cadernetas de poupança tinham o menor rendimento entre as aplicações de renda fixa quando os juros eram superiores a 10% ao ano. Agora, com os juros a 6,75% ao ano, e o novo cálculo do rendimento, que equivale a 70% da taxa Selic, a caderneta se tornou competitiva em relação aos fundos DI, especialmente nos prazos mais curtos”, explica Angelo Pavini, especialista em finanças pessoais. “Então, antes de achar que a poupança é a pior aplicação do mundo, vale a pena avaliar quanto você tem para investir e o prazo em que você vai deixar o dinheiro aplicado”.

Ele explica que os fundos de varejo destinados ao pequeno investidor costumam ser caros, com taxas de administração muito altas, de até 3% ao ano. E, descontando o Imposto de Renda, a rentabilidade líquida pode ser esmagada. “Por outro lado, se o investidor buscar um Tesouro Direto ou fundo que tenha uma taxa de administração de menos de 1% ao ano, poderá valer mais a pena do que a Caderneta”, compara. Para prazos muito curtos, também a Poupança pode ser um bom negócio. Isso por que ela é isenta do Imposto de Renda, que, como tem tabela regressiva, acaba trazendo alíquotas mais altas para quem faz o resgate dos investimentos em um prazo menor.

Além disso, a poupança é uma opção mais prática e rápida de movimentar o dinheiro, algo que é muito valorizado pelos brasileiros. Dados do Indicador Mensal de Reserva Financeira apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelam que a principal razão justificada por aqueles que deixam dinheiro guardado em casa é a liquidez, com 41% de menções – ou seja, a facilidade para dispor desse dinheiro quando precisam usá-lo em momentos de necessidade. Também se destacam a sensação de segurança (20%), o fato de ser uma pequena quantia de dinheiro (20%) e até mesmo o receio de um confisco da poupança (16%).

O educador financeiro José Vignoli orienta que se a preocupação do consumido for a liquidez, a poupança é o melhor caminho: “O dinheiro pode ser depositado em uma conta-poupança, que gera rendimentos e pode ser sacado com facilidade. Dessa forma, o dinheiro não fica parado, pode ser sacado a qualquer momento. Os recursos também são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que dá garantias ao poupador”, afirma Vignoli


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