Imposto de Renda

Saiba como declarar seus investimentos no Imposto de Renda 2018

25 ABR, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Faltando poucos dias para o fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2018, mais da metade dos brasileiros não acertaram as contas com o Leão – até o último dia 18, 13,4 milhões de um total esperado de 28 milhões de declarações haviam sido entregues, de acordo com a Receita Federal. E uma das principais dúvidas que costumam surgir é justamente sobre como declarar os ganhos com ações, fundos, CDBs e mesmo a Poupança na declaração. Quem deixar de declarar, ou o fizer de forma equivocava, poderá cair na malha fina.

Quem tinha mais de R$ 140,00 em aplicações financeiras no dia 31 de dezembro do ano passado é obrigado a informar. A regra vale para investimentos do próprio CPF e dos dependentes. Os investimentos devem ser apresentados individualmente no programa da Receita Federal, na aba "bens e direitos". Há um código específico para cada tipo de produto.

É necessário incluir os saldos aplicados e o CNPJ da instituição financeira em que estão guardados os investimentos. Esses dados estão nos informes de rendimento gerados pelas próprias instituições, geralmente pelo site. No caso de aplicações de ativos no exterior, é necessário apontar o nome da instituição (banco, corretora etc) e o país de origem. Confira os caminhos para descrever cada tipo de aplicação, nas dicas da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), da consultoria contábil Confirp e da Receita Federal.

Ações

Ao contrário das demais modalidades de investimento, é necessário declarar os investimentos em ações que ultrapassaram R$ 1 mil no ano passado. Se o valor for inferior a esse, não precisa reportar. É preciso informar qual é a ação (identificando o CNPJ da empresa investida), a modalidade do papel (ordinárias, preferenciais etc) e a quantidade adquirida. Os diferentes tipos de ações devem ser declarados de forma separada.

Títulos públicos, CDBs, letras financeiras e debêntures

É preciso descrever os investimentos um a um. Mesmo que tem mais de um tipo de aplicação por instituição financeira precisa informá-las individualmente. Cada aplicação tem um código específico no programa do IR.

Fundos de investimento

É necessário reportar um a um individualmente, seja de renda fixa, seja de ações ou outro tipo de renda variável, incluindo o número de cotas e indicando o tipo do produto. Deve-se informar o capital aplicado no ano passado, e no anterior.

Poupança, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas

Apesar de isentas de tributação, essas aplicações também devem ser declaradas. Há campos específicos para cada uma delas no programa da Receita.

Previdência

Nos planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o saldo é informado normalmente na coluna "bens e direitos". Já nos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), as contribuições anuais devem ser reportadas em “pagamentos efetuados”. A Brasilprev disponibiliza no site www1.brasilprev.com.br/simulacao-de-imposto-de-renda uma série de recursos que podem auxiliar o declarante, com dicas e simulações para comunicar o plano.

Bitcoins e outras criptomoedas

As criptomoedas devem ser declaradas como "outros bens", também na aba "bens e direitos", já que ainda não há um código específico para elas.