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| 18/10/2010 |
Índice para outras matérias sobre Investimentos |
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Volume de emissões de cotas de FIDCs aumenta e ajuda emissão de crédito dos bancos |
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A emissão de cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) deve dobrar em 2010. Durante o primeiro semestre, esses fundos movimentaram um valor financeiro de R$ 12 bilhões, bem superior aos R$ 7,5 bilhões de todo o ano de 2009. “O segundo semestre é tradicionalmente mais forte, não temos precisão para dizer se o movimento de crescimento vai continuar, mas a expectativa é positiva”, segundo o sócio da Uqbar Chuck Spragins. |
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A explicação para a expansão do mercado destes fundos formados em sua maioria por dívidas de terceiros (por lei o mínimo é de 51% do capital) é que cada vez mais eles são uma opção para os bancos baratearem os seus custos com operações de empréstimos, detalha o diretor de Captação e Operações Estruturadas do Banco Prosper, Rodrigo Caparica. A instituição, que é administradora de um FIDC, e está estruturando outros dois, terá no mínimo um deles composto por dívidas contraídas por grandes empresas, do escalão de VALE e Petrobras. “A vantagem é que conseguimos ser mais competitivos e flexíveis no prazo do financiamento que damos e na carência nos empréstimos a estas pessoas jurídicas, já que parte do montante total emprestado pelo banco, às vezes 40% ou 60%, é cedida à composição de um FIDC”, detalha Caparica. No primeiro semestre de 2010, 21% das cotas de FIDCs emitidas estavam lastreadas em dívidas de instituições financeiras e em créditos usados para financiamento de veículos. Outros 20%, eram de recebíveis comerciais de dívidas de empresas ou pessoas físicas tomadas para a compra de um produto ou bem. Outros 18% estavam relacionados à empréstimos pessoal, especialmente através do crédito consignado. E os 12% restantes do montante de R$ 12 bilhões, movimentado através de cotas emitidas neste ano, estavam lastreados em diferentes tipos de dívidas. A maioria dos investidores de cotas dos 90 FIDCs registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) continua sendo fundos de pensão e de investimento, que utilizam esse produto como mais uma forma de diversificar seu portfólio de recursos administrados. Alguns investidores são outros tipos de gestores de recursos, como assets. Investidores individuais, só se forem classificados como qualificados. Ou seja, aqueles que têm um patrimônio garantido para investir de mais de R$ 300 mil. Portanto, a maior parte dos investidores individuais só podem investir em FIDCs através da participação de administradores de planos de previdência ou de fundos de investimentos que tenham parte dos seus recursos investidos em algum FIDC. É possível verificar se um fundo tem alguma posição em FIDC acessando no site da CVM, já que após 90 dias da aplicação, os fundos são obrigados a relevarem em quais ativos seu patrimônio está investido.
O
valor mínimo de cota
de um FIDC não sai
por menos de R$ 25
mil. A remuneração e
as taxas cobradas
pelas operações
variam muito,
especialmente, de
acordo com a nota de
risco. No entanto, o
retorno destes
produtos neste ano
tem ficado entre 115%
e 125% do CDI, um
pouco acima de 2009,
conforme o diretor do
Banco Prosper. Esse
incremento na
rentabilidade, assim
como a maior oferta
de cotas e de fundos
de investimentos em
direitos creditórios,
deve aumentar daqui
para frente, na visão
sócio da Uqbar Chuck
Spragins,
especialmente, porque
aqui estes negócios
ainda são tímidos.
Nos EUA, o mercado de
securitização, do
qual o FIDC faz
parte, já movimenta
um volume financeiro
duas vezes o PIB, que
é de cerca de US$ 14
trilhões. No Brasil,
esta relação é
oposta. Este mercado
por aqui, que também
é chamado de crédito
direcionado,
movimenta R$ 1,5
trilhões, pouco menos
que a metade do PIB
brasileiro. |
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Elaborado
e editado
pela
jornalista
Grazieli
Inticher
Binkowski |
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financeiras
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