Home Broker

Você está pronto para investir sozinho em uma plataforma Home Broker?

18 SET, 2017 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                          

Agilidade, estabilidade do sistema e informações confiáveis: a diferença entre ganhar milhões e perder milhões pode estar em uma boa plataforma de Home Broker, ou HB. Opção com uso crescente no Brasil, o Home Broker tem como objetivo conectar e permitir a negociação entre quem quer comprar e quem quer vender ações. Por meio dele, além de emitir as ordens de compra e venda de papéis da Bolsa de Valores diretamente de um computador pessoal, pode-se acompanhar as cotações do mercado em tempo real e conferir análises e recomendações de uma corretora.

Conforme a Toro Radar, no Brasil, mesmo que ainda representado por uma parcela mínima da população, são mais de 500 mil pessoas comprando e vendendo ações diariamente pela internet. Número que tende a crescer, ainda mais quando comparado com os Estados Unidos, onde cerca de 52% das pessoas possuem conta aberta em uma corretora e investem diretamente na Bolsa.

"O grande benefício do Home Broker está no acompanhamento real do status das suas negociações. Baseado nas informações fornecidas pelo sistema e no seu conhecimento sobre o mercado, o investidor definirá suas estratégias e tomará as próprias decisões de compra ou venda de ações" afirma Marcello Vieira, autor do Investidor de Sucesso, serviço que oferece cursos e orientação no setor de Investimentos.

Algumas ferramentas e utilidades nos Home Brokers podem ajudar a potencializar ganhos ou evitar perdas substanciais. Por exemplo, o Stop Loss ou Stop Gain na operação, uma proteção do capital através da definição do prejuízo máximo aceitável ou lucro (alvo) definido anteriormente pelo próprio investidor. A maior parte dos HBs também possibilitam acompanhar as recomendações e análises dos especialistas em tempo real, agilizando a decisão e evitando que se perca uma oportunidade de última hora. E os sistemas têm avançado agora para novos dispositivos: nos últimos três anos, a maior parte das corretoras passaram a oferecer aos clientes versões de seus HBs para celulares e tablets.

Com visual cada vez mais prático e acessível, os sistemas permitem acesso ao saldo, extrato, notas de corretagens, posições em custódia e garantias, além de informar como está o mercado no dia por meio dos books de ofertas, ativos mais negociados, entre outros. Conforme a Toro Radar em informe aos clientes, contar com plataformas que tenham agilidade e praticidade são fundamentais especialmente nas operações de day trade (curto prazo), onde as empresas abrem e encerram uma posição no mesmo dia. Isso porque alguns segundos de atraso podem determinar o lucro ou prejuízo de uma operação do gênero.

O HB hoje pode soar banal para muita gente, mas até pouco tempo atrás qualquer negociação era realizada exclusivamente pela mesa de operações, e o processo de compra e venda, sempre feito por intermédio de um operador. Hoje, a mesa de operações é apenas uma opção para aqueles que não querem ou não podem operar sozinhos, pois todo investidor pode receber seu login na plataforma da corretora assim que faz o cadastro. O uso da plataforma não traz custo, ou seja, não se paga, assiste-se ao mercado gratuitamente, mas as cobranças ocorrem a partir do momento em que se compre ou venda ativos. Ao fazer este tipo de operação, será incidido corretagem, emolumentos e custódia sobre os valores.

Mas engana-se quem acha que o HB traz apenas vantagens. Ao passo que o investidor toma suas próprias decisões, educadores financeiros apontam que há aumento do risco, o que obriga o investidor a buscar formação e informação constantemente. Há também o risco tecnológico, quando o investidor identifica uma oportunidade (de compra ou venda), mas, na hora de enviar a ordem, ocorre um problema na plataforma ou na sua conexão de internet. "O risco da corretora, por sua vez, está ligado à possibilidade de ocorrência de falha em servidores da corretora, ou ainda a um defeito na comunicação desta com o sistema da bolsa", alerta o Igor Ramalho, mestre em Inteligência Computacional pela UFRJ e fundador do blog Vitamina $.