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Fundos Imobiliários abrem nova janela: veja como ganhar dinheiro

15 AGO, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Medidas anunciadas nas últimas semanas pelo governo Federal prometem reaquecer o mercado imobiliário – e abrem uma janela para investidores em busca de aplicações com lastro na construção civil. O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou o aumento no valor de imóveis que podem ser financiados utilizando recursos do FGTS: o limite passou de R$ 800 mil para R$ 1,5 milhão. Em abril, a Caixa havia anunciado redução nos juros e aumento do teto para a compra da casa própria. Para especialistas, é sinal de que os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) podem voltar a brilhar na carteira dos investidores.

"O processo de corte de juros pelo Banco Central e a recuperação do setor faz com que com os FIIs se tornem uma boa oportunidade de ganho", avalia Thiago Figueiredo, especialista em gestão de fundos da GGR Investimentos.

A janela se abre também em razão da queda no preço das cotas nos últimos meses, devido à greve dos caminhoneiros e a recuperação mais lenta da economia. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) da B3, que acompanha as cotas negociadas em bolsa, acumula baixa de 3,7% ao longo do ano até dia 12 de agosto, apesar dos sinais de recuperação do mercado imobiliário.

As cotas voltaram a sofrer com a recente decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de suspender o fundo imobiliário Mérito por suspeita de irregularidades que se assemelhariam a uma pirâmide financeira.

"Esses momentos podem ser uma excelente oportunidade de comprar cotas que estão em baixa, e surgem como boa estratégia para resultados de médio e longo prazos após uma recuperação econômica", afirma o consultor de finanças pessoais Marcello Vieira, diretor da consultoria Investidor de Sucesso.
Fundos Imobiliários melhoram liquidez

Os FII investem em grandes empreendimentos de alta qualidade. São uma alternativa para quem quer investir em imóveis, mas não dispõe de dinheiro ou desejo para comprar imóveis e colocá-los para alugar. Um dos principais atrativos desta modalidade é que os rendimentos distribuídos pelos fundos imobiliários a seus cotistas – por exemplo, a título de aluguel – são isentos de Imposto de Renda. Os valores de corretagem como os de custódia costumam ser menores do que os praticados no mercado de ações e de fundos bancários, e ficam em torno de 0,2% a 0,5% ao ano.

Além disso, os fundos têm suas cotas negociadas em bolsa, como se fossem ações, o que aumenta significativamente a liquidez em relação em aplicar diretamente em um imóvel, por exemplo. O ganho pode ser na valorização das cotas ou na remuneração paga pelos inquilinos e distribuída aos cotistas em relação ao valor da cota. Como o valor dos aluguéis costumam ser corrigidos pela inflação, há proteção aos efeitos da alta de preços da economia.

Um modelo de aplicação que começa a ganhar popularidade no país o de contratos atípicos, que preveem, por exemplo, garantia de locação por um determinado período.

"Nesses casos, pode existir vacância física, mas não financeira", diz Figueiredo, da GGR Investimentos.

Um dos fundos da empresa, o Horus GGR, comprou um imóvel logístico de uma empresa, com a promessa de que esta corporação pague um aluguel mensal próximo de 1% ao mês pelo prazo mínimo de 10 anos, com cobertura de seguro contra inadimplência, de acordo com a política de investimentos.

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