Gráfico subindo

Descubra se os Fundos Imobiliários são uma boa para você

15 FEV, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) voltaram com tudo em 2017, e os primeiros dados de 2018 continuam promissores. Conforme a Anbima, os ativos ficaram na segunda colocação entre as maiores emissões no país em janeiro, atrás apenas das ações mobiliárias. Foram movimentados R$ 515 milhões em emissões de FIIs no mês passado, com destaque para a participação majoritária de pessoas físicas nos negócios, 73%. Foram três operações lançadas no mercado, movimentando cada uma, em média, R$ 170 milhões.

O movimento positivo repete a ascensão dos FIIs no ano passado, em meio à confiança com a retomada da economia, a redução do juro no crédito e a sobrevida das construtoras, que vinham com negócios em baixa desde 2015. Em 2017, os FIIs abriram 56 operações e movimentaram R$ 6,864 bilhões, ante R$ 6,317 bilhões em 61 operações no ano anterior. Com o avanço destas alternativas, investidores e consultorias passaram a olhar com ainda mais atenção para os FIIs.

Em seu mais recente guia de FIIs, datado do dia 22 de janeiro, a Coinvalores incluiu mais fundos para ajudar o investidor a monitorar os resultados e acompanhar fatos relevantes. Foram incorporados os fundos Alianza Trust, que atua na aquisição de imóveis comerciais logísticos já locados, com um mínimo de 10 anos e fiança bancária, administração do BTG Pactual e Gestão da Alianza Gestão de Recursos; o Malls Brasil, um fundo de shopping com administração da Geração Futuro e gestão da Brasil Plural, que levantou R$ 186 milhões na Oferta Pública em dezembro passado; o UBS BR Recebíveis Imobiliários, que tem administração do Banco Ourinvest e como consultor imobiliário o UBS, com o objetivo de investimento em títulos voltados ao setor imobiliário; e o XP Malls, com administração do BTG Pactual e Gestão da XP, com o objetivo de adquirir participações em shoppings.

Afinal, surfar nesta é uma boa opção aos pequenos investidores? O consultor financeiro da Rico Investimentos Thiago Nigro avalia que os FIIs são vantajosos para quem quer diversificar as aplicações, estendendo-as até o mercado de imóveis, mas não têm dinheiro para comprar apartamentos ou salas comerciais e tampouco entrar em uma sociedade para erguer estabelecimentos comerciais, por exemplo. “É como se o investidor comprasse um imóvel, com a diferença de que se junta a outros investidores para levantar capital e comprar prédios inteiros, com a vantagem de não pagar Imposto de Renda sobre os aluguéis”, afirma Nigro.

Além disso, os FIIs tendem a se valorizar com a queda das taxas de juros, uma vez que os valores dos aluguéis acabam não mudando, ao contrário de opções da Renda Fixa, diz o especialista. Por outro lado, explica ele, com a tendência do fim do ciclo dos cortes de juros e a possibilidade de alta da Selic, esses fundos tendem a se desvalorizar no curto prazo. “Quem quer fazer uma boa carteira de fundos imobiliários deve pensar no médio e longo prazo”, alerta. Outro ponto fraco é a liquidez baixa destas alternativas no mercado, completa Nigro.

O consultor financeiro André Bona lembra que, além do rendimento com os aluguéis, o potencial de valorização das cotas podem ser boas oportunidades de renda. “A principal vantagem deste tipo de investimento é a possibilidade de valorização das cotas e a facilidade que eles oferecem a todos os investidores, permitindo que qualquer um possa participar e ter acesso a rendimentos oriundos de diversos imóveis sem, necessariamente, precisar investir em cada um deles”, afirma. Mas ele aproveita para fazer um alerta: “Os Fundos Imobiliários não permitem que o investidor resgate suas cotas antes do prazo de duração do fundo – que pode ser, inclusive, indeterminado. Isso obriga o investidor a negociar suas cotas, caso deseje, em um mercado secundário, correndo o risco de não conseguir resgatar seu capital”.

Vale lembrar que os FIIs têm um gestor especializado que, diariamente, faz o acompanhamento do patrimônio e do mercado. Para isso, a maioria dos fundos compram imóveis comerciais com bom potencial para conseguir renda através da locação. Os aluguéis estão relacionados ao comportamento dos indexadores como CDI, IGP-M e Taxa Selic. Assim, se eles sobem, os dividendos também aumentam. Além disso, os Fundos Imobiliários são considerados investimentos de renda variável. Portanto, é indicado fazer uma análise sobre o mercado imobiliário antes de investir o seu dinheiro.

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Relação de Fundos de Investimentos Imobiliários e Variação do Patrimônio Líquido - 2017