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O cenário para as moedas
deve mudar pouco ao longo do ano na perspectiva do mercado. O Boletim
Focus divulgado no início de junho pelo Banco Central do Brasil indica uma
taxa de
R$ 1,80 para 2010 e R$ 1,84 para 2011. O Euro tem fechado em linha com R$
2,20, como aconteceu no dia 10.06. No entanto, sempre quando se trata de
moedas, os especialistas evitam dar perspectivas definitivas. Para quem
precisa ou vai precisar comprar Dólar ou Euro neste ano, é interessante
considerar as atuais projeções, mas sem esquecer que há possibilidade do
cenário internacional se agravar. Nesse caso, o Dólar pode se valorizar um
pouco mais em relação ao Real e, especialmente, à moeda da Zona do Euro.
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- De acordo com o consultor
da Wintrade, José Góes, o câmbio brasileiro não apresenta grandes
preocupações em relação às oscilações que venham ter o Dólar e o Euro.
“No curto prazo, o Brasil tem mostrado uma recuperação da economia,
inclusive, elevando a taxa de juros (como aconteceu na última reunião do
Copom, quando a Selic foi elevada para 10,25%)”, justifica. Por isso, ele
acredita que não há necessidade de comprar moeda estrangeira neste
momento. No entanto, para quem vai precisar, seja para o pagamento de um
curso no exterior ou uma viagem de férias, é indicado ir comprando aos
poucos, já que existe uma possibilidade, embora pequena, de deterioração
do cenário internacional.
A Projeção da Wintrade para o Dólar é na faixa de R$ 1,80 e R$1,85 e o
Euro em torno de R$ 2,05 e R$ 2,15. As expectativas da Corretora Souza
Barros, segundo o economista Clodoir Vieira, é que o Dólar fique em R$
1,80. No dia 09.06, a moeda fechou a R$ 1,85, ou seja, uma alta de 6,1%
em 2010. “Acredito que a moeda vá perder mais valor e se estabilizar
diante da melhora do cenário internacional e da volta dos investimentos
estrangeiros para o país”, conclui. Para o economista, não há razão para
o Euro continuar caindo, pois está em um dos níveis mais baixos. Do
início do ano até 09.06, ele desvalorizou 16,4%.
Diante disso, Vieira sugere ir comprando Euro aos poucos para quem está
programando uma viagem para a Europa no final deste ano ou início do
outro. Além das casas de câmbio tradicionais, ele lembra de outros meios
até então pouco tradicionais. “Há alguns bancos que trabalham com um
cartão de crédito pré-pago e internacional. Para o qual o correntista vai
comprando a moeda no Brasil e ao chegar no seu destino, pode sacar”. No
caso de quem vai fazer um MBA, por exemplo, o economista lembra que uma
opção interessante seria pagar parte dele agora.
Outro instrumento que está cada vez mais conhecido pelo investidor
brasileiro são os mini-contratos de Dólar no mercado futuro da
BM&FBovespa. Góes, da Wintrade, lembra que muitas instituições
financeiras disponibilizam a negociação pela internet, através da
plataforma conhecida como Webtranding. É possível comprar 1 mini-contrato
com o montante de R$ 5 mil (o depósito inicial exige apenas a margem de
garantia, ou seja, um valor inferior a esse), e uma taxa paga pela
operação de R$ 5,00 por contrato.
Tanto para Góes como para Vieira, os custos compensam até a operação com
o volume de 1 mini-contrato, já que o investidor pode travar o valor das
moedas no momento da compra. “Essa estratégia é muito interessante também
para empresas pequenas que fazem operações com o mercado exterior”,
acrescenta o economista da Souza Barros. No entanto, para quem não vai
viajar, Vieira não vê vantagem em investir nas moedas como forma de
investimento. “Atualmente, há outras opções mais interessantes no Brasil,
devido inclusive à alta da taxa de juros, que poderá ficar cada vez mais
alta ao longo do ano”, sustenta Vieira.
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