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Ano de voltar a mirar as blue chips

13 MAR, 2017 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski /

A valorização de algumas das empresas mais procuradas da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) no ano passado e a perspectiva da retomada (ainda que lenta) da economia brasileira colocam as blue chips com mais força no radar dos investidores. Conforme alguns analistas de investimentos, gigantes como Vale e Petrobras devem voltar a ser analisadas com mais otimismo. Outras companhias que têm seduzido o mercado nos últimos anos não devem perder o compasso, casos de Itaú e Bradesco, por exemplo. A seguir, as apostas de três analistas de investimentos dentro do universo das blue chips para 2017.

Petrobras (PETR4) - A nova administração profissional continuará o processo de recuperação da companhia, iniciado em 2016, avalia Alexandre Marques Filho, analista da Corretora Elite. Junto a isso, a nova política de preços e o processo de desinvestimento tornaram os movimentos da empresa mais previsíveis e com menos influência política. O preço da ação, apesar da recuperação em 2016, ainda tem espaço para valorização, avalia a Elite.

Raia Drogasil (RADL3) - O setor farmacêutico possui ainda pouca penetração no mercado e, portanto, muito espaço de crescimento."A Raia Drogasil tem apresentado bons níveis de crescimento e ótima consistência de resultados", avalia Carlos Müller, analista-chefe da Corretora Geral. A avaliação do mercado é que o segmento mantém resiliência à crise e consolidação no país, abrindo espaço para crescimento das grandes empresas.

ENGIE Brasil (EGIE3) - "Após alguns anos de resultados estagnados, acreditamos que a geradora de energia premium deve apresentar bom crescimento de lucros nos próximos anos", afirma André Henrique Trein, analista da Fundamenta Investimentos. A avaliação do mercado é que o segmento de energia poderá ter bom espaço para crescer conforme a economia se recupere, as fábricas retomem a produção e a população invista mais em eletrodomésticos.

Vale (VALE5) - Mesmo com a recente valorização e a expectativa do mercado de que o preço do minério de ferro não se sustente nos níveis atuais, o processo de desinvestimento da Vale e sua adequação ao novo cenário econômico mundial torna a empresa atrativa, aponta Alexandre Marques, da Elite. "A perspectiva da volta do pagamento de bons dividendos também tem papel fundamental", completa.

Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco Bradesco (BBDC4) - A redução do juro brasileiro deve levar os bancos a melhorar seu spread, e a carteira de crédito deve crescer e a inadimplência, cair, avaliam os analistas. Grandes bancos também se beneficiariam de uma retomada na atividade econômica com a expansão de suas carteiras, afirma André Henrique Trein, analista da Fundamenta Investimentos. Ele indica Itaú e Bradesco como boas alternativas no setor. Já a Corretora Geral aponta que o Itaú tem entregado bons resultados e deve seguir se destacando, principalmente em razão da possível melhoria na economia brasileira. Conforme Alexandre Marques, da Elite, o Itaú reverteu em parte o aumento da inadimplência em 2016, e espera-se que em 2017 seus resultados não sejam tão impactados com isso.