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Índice para outras matérias sobre Investimentos |
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Ações para ampliar a liquidez dos ETFs fazem parte dos planos da BM&FBovespa |
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12 de julho de 2010 |
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Procurado cada vez por pessoas físicas, mais ainda uma opção de investimentos preferida por investidores institucionais e estrangeiros, os Fundos de Índice, ou ETFs, crescem em quantidade e diversidade, em volume e em número de negócios. No primeiro semestre deste ano, mais de 40% do volume negociado na BM&FBovespa foi por investidores institucionais e 15,8% por estrangeiros. Mas o pequeno investidor já ultrapassou os 20% desses negócios. |
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O PIBB é o fundo deste tipo mais antigo. Foi lançado em 2002 e tem como gestor exclusivo o Itaú (agora ItaúUnibanco). No consolidado deste ano, 44% do volume negociado foi por investidores institucionais, 19% por estrangeiros e quase 30% por pessoas físicas. Esse fundo foi criado com uma proposta um pouco diferente atuais seis ETFs. “Foi uma operação do BNDES, com uma opção de put (ou de venda), com um prazo para a vencer”, explica o diretor de renda variável da BM&FBovespa, Julio Ziegelmann. Mesmo sem a abertura de novas cotas, o PIBB continua atrativo, conforme demonstra os números do mercado. Ele é o segundo fundo deste tipo mais negociado. No mês de junho, foi movimentado um montante de quase R$ 681,5 milhões. O ETF mais negociado é aquele que espelha a carteira do Índice Ibovespa. O BOVA11 movimentou um volume de mais de R$ 2,5 bilhões. Os negócios com estes fundos que são formados por cotas dos índices que levam no nome vem crescendo em todo o mundo, de acordo com Ziegelmann. “Na Bolsa de Nova York eles já representam 25% do volume negociado, mas no Brasil, começamos a investir mais fortemente neles desde o início de 2009”, detalha. A partir daí, a BM&FBovespa criou mais três fundos, e depois mais outros três, dos quais a gestora exclusiva é a Blackrock Brasil. Todos os sete ETFs são regulados pela instrução 359/2002 da CVM, criada especialmente para eles. No início do mês agosto, a BM&FBovespa irá realizar o leilão para o lançamento de mais um fundo de índice, agora espelhado no Índice do Setor Financeiro, o IFNC. A gestora ganhadora também terá a exclusividade da gestão deste fundo. O diretor Julio Ziegelmann justifica que a exclusividade é para dar liquidez ao produto. Se houver mais de uma gestora, haveria concorrência, o que poderia impedir o aumento dos negócios de um produto ainda novo. Além dessa providência, a bolsa deve criar novos índices pra criar outros fundos. A expectativa é terminar o ano com 10 ETFs no total. No ano que vem, o número deve ser muito maior, de acordo com Ziegelmann. “Como isso é novo no Brasil, contamos muito com o que o mercado nos sinaliza. Por isso, devemos criar novos produtos deste tipo baseado no que corretoras, gestores, entre outros agentes, nos sinalizam sobre a demanda”. O crescimento ainda é muito pequeno, na visão do diretor de renda variável. No entanto, não é de se jogar fora. Ele reflete especialmente a maior visibilidade que estes produtos estão tendo. As vantagens dos fundos de índices que devem atrair cada vez mais as pessoas físicas é o fato de que eles são negociados diretamente na bolsa de valores, como se fosse uma ação. As taxas de administração também são mais baixas, já que a gestão destes fundos é passiva, por espelhar uma carteira já determinada. Além disso, de acordo com Ziegelmann, a instituição quer reduzir o número de cotas mínimas para comprar este fundos, que atualmente é de 100. Veja como a rentabilidade dos ETFs também é espelha a dos índices em 2010, com exceções: ETFs Variação % Índices/Número ações Variação % PIBB11 (13,00) IBRX-50 (13,3) BOV11 (11,9) Ibovespa/1000 (11,2) MILA11 (100) MLCX/20 (12,3) SML11 (3,3) SMLL/20 (3,1) BRAXL11 (12,1) IBX-100 (9,1) CSMO11 4,7 ICOM/50 1,2 MOB11 (6,5) IMOB/50 (11,1) Fonte: BM&FBovespa Confira os números completos sobre os fundos de índice no Boletim Mensal divulgado no início de julho pela BM&FBovespa. |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski |
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