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| 09/08/2010 |
Índice para outras matérias sobre Investimentos |
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Mercado interno robusto e incentivos ao pequeno investidor direcionam investimentos |
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A retomada da economia mundial e a comprovação de que o Brasil saiu fortalecido do período de crise internacional iniciado em 2008 estão sendo ratificados com a divulgação dos resultados de segundo trimestre pelas companhias nacionais e pelas estrangeiras em países importantes como os Estados Unidos. Conforme o orientador do Instituto Nacional do Investidor (INI) e consultor de investimentos da Valor Ativo, Nilton Farinati, o cenário positivo deve se confirmar durante o segundo semestre deste ano. |
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Não há dúvidas de que os riscos devem ser levados em conta antes de escolher a melhor opção para investir na bolsa de valores, assim como a idade do investidor. Para aqueles que já têm algum conhecimento e um montante financeiro de cerca de R$ 20 mil à disposição para ser aplicado periodicamente – ao mês ou trimestralmente, por exemplo - é possível combinar quase todos os produtos disponíveis no segmento Bovespa da BM&FBOVESPA para ter uma carteira balanceada. O montante é mais que suficiente para começar uma carteira de ações, observa Farinati. É possível comprar lotes de cerca de quatro ações de empresas diferentes e bem negociadas, ou seja, entre as mais líquidas, como Petrobras, VALE, ItaúUnibanco, Usiminas. Essas companhias, chamadas de blue chips, figuram entre aquelas que maior volume financeiro movimentam, com destaque para a VALE PNA. No mês de julho, esse papel foi responsável por R$ 14,82 bilhões do montante total negociado de R$ 113 bilhões no segmento Bovespa no período. As outras companhias citadas negociaram entre R$ 6 bilhões e R$ 3 bilhões naquele mês. O orientador do INI lembra que, em função do mercado brasileiro estar mais forte em relação a economia mundial, o importante é optar por empresas focadas no consumo interno. “Os bancos que já divulgaram os resultados do segundo trimestre estão mostrando que o setor financeiro é previsível, que conseguem se adaptar a qualquer cenário e ainda ser rentáveis”, observa o consultor da Valor Ativo. Isso também está acontecendo com empresas do varejo como Natura e Lojas Renner, que têm apresentado resultados excelentes, avalia Farinati. “No entanto, suas ações já subiram bastante, e isso tem que ser avaliado pelo investidor. Mas mesmo assim elas são muito boas e, por isso, ainda tenham potencial para subir mais”, acrescenta. Quanto às ações menos negociadas – que normalmente têm valores de mercado e tamanhos menores que as blue chips – chamadas de small caps, a experiência mostrou que no mercado em euforia elas performam muito bem, mas em momentos mais críticos, a falta de liquidez atrapalha aqueles investidores que precisam se desfazer dos papéis, lembra o estrategista da Um Investimentos Eduardo Otero. “Para o investidor que precisa de liquidez até em médio prazo (inferior a cinco anos), ter esses papéis em carteira pode ser um risco adicional diante de um mercado mais estressado”, avalia. Para longo prazo, no entanto, as empresas small caps com uma boa administração têm sustentado valorizações consistentes de suas ações, lembra o estrategista. Otero dá uma dica para aqueles investidores que têm preferência por empresas que na bolsa de valores têm pouca liquidez. “É interessante procurar gestoras que têm conhecimento e experiência neste tipo de empresa, e investir nelas através de fundos de investimentos”. Esses produtos não são acessados diretamente na Bovespa, mas há outros que são negociados como ações e recentemente ficaram mais acessíveis para os pequenos investidores. Os ETFs, conhecidos como Fundos de Índices, são apontados cada vez mais como uma alternativa para pessoas com menos recursos e poucos conhecimentos sobre o mercado de renda variável. Segundo o orientador do INI, esses fundos de índice são considerados uma boa alternativa para o investidor novato e com poucos recursos, pois suas valorizações são semelhantes aos respectivos índices de ações disponíveis na BM&FBOVESPA. O BOVA11 é um ETF composto exatamente com as ações que compõem o Ibovespa, e é o mais negociado entre os fundos de índice. O volume financeiro ainda é pequeno. Em julho, todos os sete ETFs do segmento Bovespa movimentaram 515,53 milhões. No entanto, comprar um fundo deste tipo pode ser feito igualmente a uma ação, mas com valor inferior. Desde o início agosto, é possível comprar o mínimo de dez cotas, ao invés das anteriores 100. Antes era preciso mais de R$ 6.800,00 mil para comprar um lote de BOV11 (já que o Ibovespa em pontos está em mais de 68 mil). Agora é possível fazer a compra com pouco mais de R$ 600,00. O estrategista da UM Investimentos destaca outra vantagem desses fundos. “O BOV11, por exemplo, se propõem a entregar a rentabilidade do principal índice a bolsa brasileira. E o custo é um valor de corretagem de qualquer outra operação e uma taxa de administração muito mais baixa que qualquer fundo passivo oferecido pela maioria das gestoras e bancos do mercado”. Pra quem gosta de bolsa de valores, mas não tem um setor específico ou mais conhecimentos sobre renda variável, e tem R$ 20 mil, não é recomendável, nem possível comprar uma cesta diversificada de empresas como o Ibovespa. Mas é possível comprar quase 30 cotas de fundos de índices. Consulte no link abaixo os custos para o investidor. Estes custos podem ter alguma variação de corretora para corretora: https://www.agorainvest.com.br/bemvindo/abraconta/custos.asp |
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Elaborado
e editado
pela
jornalista
Grazieli
Inticher
Binkowski |
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