Dólar

Veja como ganhar dinheiro com o sobe-desce do dólar

08 AGO, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

O sobe-desce do dólar deixa claro que há margem para investidores com apetite por risco especularem e buscarem bom lucro na oscilação da moeda. Neste ano, o dólar já foi de R$ 3,14 em 25 de janeiro, na cotação comercial, até R$ 3,93 no dia 7 de julho – uma diferença de 25%. Após rondar os R$ 4 nas últimas semanas, a cotação comercial voltou a cair para a casa dos R$ 3,70 no final de julho.

E a atual cotação está longe de ser garantia de patamar definitivo para este ano, avalia o consultor em finanças pessoais e investimentos Reinaldo Domingos.

"Qualquer previsão para os próximos meses, até o período das eleições, será uma mera especulação, pois atravessamos uma crise financeira e política. Além disso, fatores do ambiente internacional, que seguem instáveis, também continuarão influenciando o valor do dólar", afirma.

O investidor disposto a lançar a sorte com a moeda estrangeira tem quatro opções, esclarece o educador financeiro Giovanni Coutinho, especializado em investimentos pessoais: comprar dólar em espécie, investir por fundos cambiais, aumentar a participação acionária em empresas exportadoras ou operar no mercado futuro.

"Em períodos de crise, é comum as pessoas buscarem proteção e oportunidade com investimentos em dólar. Mas é preciso conhecer as maneiras de investir e comparar os custos envolvidos e a liquidez", explica Coutinho.

Veja abaixo as quatro formas de investir sugeridas pelos especialistas:

Fundos cambiais

Uma das formas mais práticas de ter exposição ao dólar é aplicar em fundos cambiais, que formam pelo menos 80% da carteira com moedas estrangeiras, entre elas, a americana. Desta forma, uma eventual alta do dólar se reflete imediatamente nos resultados. Investir através destes fundos, entretanto, requer atenção. Se por um lado, um fundo cambial faz uma diversificação de aplicações, visando maior proteção, por outro existem outros custos como Imposto de Renda e taxas de administração, que podem passar de 2%. Em muitos casos, há também prazos maiores que um dia para resgar o dinheiro do fundo, inviabilizando aplicações de curtíssimo prazo.

Dólar em espécie

Raramente, um especialista em finanças pessoais vai recomendar a aplicação em papel-moeda, ou seja, comprar dólar em espécie como uma alternativa de investimento. Além de ficar com o dinheiro "preso", sem poder aproveitar os momentos de alta, há riscos, como possibilidade de roubo, e as taxas de câmbio e o IOF. Consultores alertam, portanto, que comprar dólar em espécie é uma opção vantajosa para quem tiver objetivos no curto ou médio prazos, de fazer um curso no exterior ou viajar com a família, por exemplo.

Contratos futuros de dólar

Outra maneira de se investir em dólar é comprar contratos futuros na [B]³. Nada mais é que um contrato de compra e venda do dólar para uma data de vencimento futuro, por um preço estabelecido no momento da operação. Este tipo de aplicação pode ser utilizado como forma de proteção para quem vai precisar arcar com pagamentos na moeda americana no futuro, ou simplesmente quer especular com o valor. Ao comprar um minicontrato de dólar no mercado futuro, caso a moeda se valorize, o investidor ganha a diferença; do contrário, se a cotação cair, a pessoa perde, mas acaba desembolsando menos com hospedagem e outros custos em dólar. Neste tipo de aplicação não há incidência de IOF, e as alíquotas seguem a renda variável.

Empresas exportadoras

Uma maneira indireta de investir em dólar é comprar ações de empresas exportadoras na bolsa de valores. Estas empresas tendem a se valorizar quando o câmbio sobe, pois seu produto fica mais competitivo no exterior, e a tendência é que as vendas aumentem e as ações subam. As operações podem ser tanto de curto prazo (day trade) como de médio e longo prazo (position trade), o que dá maior flexibilidade para operar no curtíssimo prazo.