Ritmo de crescimento dos negócios da maioria dos ETFs é lento mas contínuo

 

O ano começou com mais dois novos ETFS ou Fundos Índices listados na BM&FBOVESPA, os referenciados no Índice de Dividendos e no Índice de Materiais Básicos, que passaram a somar 12 papeis. Considerando um dos veículos de aposta da bolsa brasileira para atrair o pequeno investidor para o mercado de capitais, os ETFs tem apresentado a rentabilidade esperada, em linha com os índices aos quais suas carteiras seguem. Além disso, no primeiro trimestre deste ano, superaram em três vezes o volume financeiro negociado no mesmo período do ano passado. No entanto, a liquidez ainda deixa a desejar. A exceção é o BOVA11, fundo de índice espelhado nas ações do Ibovespa, que no pregão de 04 de maio, ultrapassou seu próprio recorde diário com um volume financeiro de R$308,8milhões, através da negociação de mais de 5,12 milhões de cotas a um preço médio de R$60,28.


 

Segundo o trader e sócio da Qualinvest, Augusto Horiuti, esse recorde sinaliza muito bem o crescente desempenho apresentado por negócios com o BOVA11. “O ETF deu um pulo de julho de 2011, quando movimentou R$570milhões, para R$1,3 bilhões em agosto 2011. Essa média se manteve até o final do ano, mesmo com o agravamento da crise na Europa”, lembra Horiuti. Em fevereiro, o papel deu mais uma guinada, e alcançou os R$2,5bilhões em volume financeiro mensal, que se manteve. Na visão do trader, isso é muito significativo, primeiramente, porque esse movimento não foi semelhante ao Ibovespa no mesmo período.

A análise que faz dos negócios com este ETF vai além, mostra uma direção que pode vir a ser de todo o mercado de fundos passivos daqui em diante. O BOVA11 ainda tem uma participação quase totalitária nos negócios, cerca de 84,5%. “O mais interessante é que justamente quando a crise estava mais aguda no mercado, observamos um peso maior das pessoas física nestes papeis, demonstrando que o investidor está buscando alternativas de diversificação”, acredita o sócio da Qualinvest.

Esse propósito, que parece tornar os ETFs tão atrativos quanto acredita a bolsa de valores e os agentes do mercado, parece dotar esses fundos passivos, que são negociados como ações, como o veículo perfeito para iniciar investidores na bolsa de valores. Quando um investidor compra uma cota de ETF está aplicando, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações composta por empresas de diferentes setores da economia brasileira (no caso dos índices não setoriais) sem ter de comprar separadamente os papéis de cada empresa que compõem o respectivo índice. A maneira como são composto também reduz significativamente seu custo.

Por isso, outro atrativo é o tamanho do lote mínimo para compra. Em geral, o lote-padrão de negociação corresponde a 10 cotas e exige um investimento inicial mínimo que varia, dependendo do ETF escolhido pelo investidor, de R$ 200 a R$ 1.000, em média, mais taxas de corretagem e de custódia. Em 2011, os 10 ETFs disponíveis para negociação atingiram um volume financeiro de R$ 12,11 bilhões, com 577.723 negócios realizados na BM&FBOVESPA. Só no primeiro trimestre deste ano, o volume financeiro já ultrapassa os R$ 6 bilhões. No mesmo período do ano passado, esse número é três vezes menor.

Frente a isso, a falta de liquidez da maior parte deles não é apontado como um obstáculo que possa impedir este mercado de se aprimorar. Wagner Caetano, da TOP Traders, lembra que a liquidez do BOVA11 está em linha com as ações mais negociadas na bolsa. O volume diário do BOVA11 chega a R$90 milhões. Augusto Horiuti, da Qualinvest, observa que quem costuma comprar ETF está mais preocupado em proteger seu portfólio do que ficar comprando e vendendo. Por isso, a rentabilidade também deve ser olhada com cuidado.

Confira o
Balanço Mensal mais recente destes títulos disponibilizado pela BM&FBOVESPA.
 

*Editado e Publicado em 07/05/2012

Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski
redacao@acionista.com.br 

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