Redução dos juros soma-se a vantagens de LCI frente a outros ativos de renda fixa para curto prazo

 

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são ativos cada vez mais recomendados diante da trajetória de queda dos juros brasileiros. A tendência é de que a atratividade aumente ainda mais em 2012. Dados divulgados pela empresa especializada em finanças avançadas, a Uqbar,  demostram um crescimento nos estoques de LCI dq ordem de 200%, totalizando R$46,83 bilhões, e  de 46,5% nos seus depósitos, somando R$57,23 bilhões  em 2011 frente ao ano anterior.


 

A expansão dos negócios e a atratividade das LCIs é explicada pelas vantagens que o produto tem em relação a outros ativos de renda fixa. Dois desses benefícios são a isenção de Imposto de Renda e a proteção dos valores aplicados até R$70 mil, em caso de quebra da instituição emissora, através do mecanismo do Fundo Garantidor. Outro driver é a expansão e o potencial que ainda tem o mercado no qual essas letras são lastreadas: o imobiliário. O ritmo de crescimento dos negócios do setor e das LCI  foi parecido no ano passado, quando a concessão de crédito para a compra ou construção de imóveis cresceu 42% no país, totalizando quase R$80 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).   

 

Para Pedro Junqueira, sócio da Uqbar, a redução da taxa básica de juros é sem dúvida um estímulo a mais ao produto, especialmente, devido ao retorno quase líquido com esta aplicação. Para ele, outro motor é o potencial do setor imobiliário no Brasil. "Apesar dos sinais de arrefecimento dos negócios imobiliários no ano passado e do alto patamar dos preços dos imóveis, o patamar de crédito para o setor no país ainda está relativamente abaixo do que em outros países importantes, e isso explica o espaço que ainda há para o Brasil crescer neste segmento, sem correr o risco de haver a formação de uma bolha“, argumenta Junqueira.

 

Essa expectativa também está relacionada ao retorno esperado para as LCIs, já que suas carterias são formadas por dívidas feita com o banco para o financiamento do setor. Nesse sentido, mais uma vantagem é que os ativos não levam todo o risco do segmento, e sim do banco que empresta esses recursos e emite o LCI. Por isso, assim como o CDB, as condições de aplicação em LCI variam com a instituição emissora. Outra semelhança  é a rentabilildade atrelada aos juros DI. No entanto, há duas diferenças entre eles que ajudam o investidor a definir em qual dos produtos aplicar. O CDB é mais líquido, mas a LCI tem custo menor. Ele não é zerado, como na poupança, mas do valor que fica aplicado (e sua rentabilidade) em LCI é cobrada apenas uma taxa de custódia, que ao ano é de 0,3%.

 

Em comparação à poupança, investir em LCI é mais atrativa exatamente devido ao lastro no setor imobiliário e quando o investidor mantém o investimento até o vencimento ou, pelo menos, mais de dois meses, aponta o sócio da Magnum Investimentos Tiago Prux. A preferência pela LCI em relação à poupança é explicada pela rentabilidade das aplicações quando comparadas, conforme tabelas no final desta matéria.  A liquidez, no entanto, aparece outra vez como uma possível desvantagem. E para resolver esse ponto, que pode ser um gargalo ao crescimento do setor, o sócio da Uqbar, Pedro Junqueira acredita que a transparência dos ativos deveria ser melhorada e se aproximar das co-irmãs securitizadas, como o CRI e o FIDC (Certificados de Recebíveis Imobiliários e Fundos de Investimento em Direito Creditório). Recentemente, esses produtos passaram por melhorias nesse sentido. Como Junqueira explica, o investidor de LCI não sabe quais são as dívidas que formam a carteira em que investe. E o ativo é apenas discriminado no balanço do banco, junto com os demais recursos captados e transformados em investimento no setor imobiliário.

 

 

Compare as condições e rentabilidade das aplicações:

 

 
 

Investimento mínimo(R$)

Rentabiliade
(Líquida)

Rentabilidade x CDI

Taxa de Juros

Vencimento(dias)

Banco Máxima

1 mil

11,08%

118,6%

95%

360

Banco Máxima

1mil

10,8%

116,3%

93%

180

Banco Máxima

1mil

10,69%

114,95%

92%

90

CAIXA

50 mil

97%*

-

-

-

Sofisa

0

-

-

94% do CDI

180

Sofisa

  0 

-

-

91% do CDI

90

Santander

30 mil

 

 

80% a 88% do CDI

181 a 361

Fonte: Magnum Investimentos e Jornal do Comércio (matéria Economia de dia 30.01.12/pg. 6).

 
  *Errata: Corrigido a partir da colaboração de Miriam Leandro  
 

De acordo com a mesma matéria do Jornal do Comércio, estas duas opções de LCIs são novas no Banco Sofisa e não há investimento minimo, como nos outros bancos. Além disso, outros bancos que têm produtos voltados ao investidor de varejo são Banco do Brasil, Itaú e Santander. O primeiro lançou um produto há um ano com a aplicação inicial de R$50 mil, e o último, lançou neste último mês de janeiro um produto com investimento inicial de R$30 mil.

 
 

Indicador

Variação em 2011

Custos do cliente

CDI

11,59%

IR

Poupança

7,45%

-

Fundo DI

11,85%

IR+tx de adm

Ibovespa

(18,11)%

IR+tx de corretagem+tx custódia

IMOB

(27,7)%

IR+tx de corretagem+tx custódia

Fonte: Abecip

 
 

*Editado e Publicado em 06/02/2012

Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski
redacao@acionista.com.br 

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