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Saiba qual o melhor Título do Tesouro para você

2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Investir no Tesouro Direto pode ser uma boa opção para aqueles que desejam fazer seu dinheiro render sem correr grandes riscos. Com opções pré e pós fixadas e indexado à inflação ou taxa Selic, o Tesouro traz a promessa de um porto onde o investidor ancore suas aplicações longe do mar agitado da bolsa de valores, e com águas mais convidativas do que outras opções de renda fixa pouco amistosas ao pequeno investidor.

"O investimento em títulos do Tesouro Direto oferece segurança e potencial de ganhos bastante significativos", avalia Pier Mattei, sócio-fundador da Monte Bravo, empresa de assessoria de investimentos.

Uma das vantagens está na remuneração equilibrada para todos tamanhos de bolsos: com R$ 30 já se pode fazer uma aplicação no Tesouro, recebendo um rendimento percentual idêntico a quem aplicar R$ 1 milhão, por exemplo.

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Além disso, os custos de aplicação e manutenção são baixos. Isso porque, ao contrário de um fundo de investimento, a gestão dos títulos é feita pelo próprio investidor e não por um gestor profissional. A única taxa obrigatória é de 0,3% ao ano para a CBLC, instituição que faz a custódia dos ativos. Alguns bancos e corretoras cobram também taxa de corretagem, mas a lista é cada vez menor. Bradesco, Santander e Banco do Brasil, por exemplo, passaram a zerar esta cobrança recentemente. Algumas corretoras de menor porte ainda mantém a cobrança, que geralmente vai de 0,3% a 0,5% do valor aplicado.

Por outro lado, os prazos de vencimento dos títulos devem ser observados com atenção, pois, quanto mais longos, maior o risco de uma mudança inesperada nas taxas de juros, trazendo o chamado risco de oportunidade (quando se deixa de ganhar dinheiro por estar preso a uma aplicação de menor rentabilidade). Além disso, alguns papéis não pagam os bônus adicionais para quem saca a aplicação antes do prazo de resgate.

A sugestão de consultores financeiros é deixar o valor aplicado por pelo menos dois anos, para ingressar na faixa mais baixa de Imposto de Renda: 15% a partir de 720 dias.

"Para o curto prazo, o Tesouro Selic (que acompanha a variação da Taxa Básica de Juros) pode ser uma alternativa mais rentável em relação a outras aplicações de renda fixa", afirma o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

Tudo que você precisa saber para dar seus primeiros passos no Tesouro Direto com segurança

Confira os títulos disponíveis, e para quem são indicados

Tesouro Selic (LFT) - Rende de acordo com a taxa de juros vigente ao longo da aplicação, até a data de resgate ou vencimento. Apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada. É indicado para quem aposta em uma alta da Taxa Básica de Juros. A LFT é indicada para o investidor que poderá fazer o saque a qualquer momento, portanto é o mais alinhado ao curto prazo.


Tesouro Prefixado (LTN) - O investidor receberá uma taxa pré-estabelecida no vencimento ou na data de resgate. Caso necessite vender antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará seu valor de mercado, de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada. O título é indicado para quem acredita que a Selic e o IPCA irão cair ao longo prazo, e por isso é relativamente mais arriscado. Há também os títulos pré-fixados com Juros Semestrais (NTN-F), indicados para quem busca uma complementação da renda periódica, pois paga juros a cada seis meses.


Tesouro IPCA + (NTN-B Principal) - São títulos que pagam a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e mais um rendimento fixo, a título de bônus para quem mantém o dinheiro aplicado até o vencimento. É indicado para quem quer proteger o poder de compra de seu dinheiro, sem se preocupar a inflação ou a Selic. Um subtipo é o Tesouro IPCA + com Juros Semestrais (NTN-B), que paga juros semestralmente. É mais interessante para quem deseja utilizar o rendimento para complementar sua renda.

Guia do Tesouro Direto na prática