Fundos

Saiba quais os fundos mais rentáveis até agora em 2018

01 AGO, 2018 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski

                                   

Os fundos continuam no radar dos investidores brasileiros, mas perderam muito da atratividade em relação ao ano passado. No primeiro semestre deste ano, as aplicações líquidas (diferença entre depósitos e saques) chegaram a R$ 36,4 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Embora positivo, o dado é muito inferior ao dos primeiros seis meses de 2017, quando os ingressos líquidos haviam chegado a R$ 129,3 bilhões, enquanto a média dos últimos cinco anos é de R$ 48,3 bilhões.

Carlos André, vice-presidente da ANBIMA, avalia que o motivo é o movimento dos gestores para reverem suas estratégias ou buscarem oportunidade de ganho em diferentes tipos de aplicação.

"Os gestores estão reagindo à volatilidade do cenário para readequarem suas carteiras", avalia André.

Alguns tipos de fundos, entretanto, são bem mais cobiçados do que outros. No acumulado do primeiro semestre, os multimercados lideram as captações entre as classes, com R$ 33,6 bilhões (contra R$ 42,9 bilhões no mesmo período de 2017), seguidos dos fundos de ações, cujos ingressos líquidos de R$ 18,6 bilhões reverteram os resgates líquidos de R$ 3,1 bilhões dos primeiros seis meses do ano passado. Por outro lado, a renda fixa apresenta a maior perda: fechou o semestre com resgates líquidos de R$ 21,8 bilhões (no mesmo intervalo do ano passado, a captação havia sido positiva em R$ 56,8 bilhões).

Consultores financeiros veem nesta queda uma consequência da crise: como os fundos são uma aplicação de rápida liquidez, muitas vezes se tornam a primeira fonte de renda extra ao investidor quando as suas contas estão no aperto.

"O cidadão tem sido obrigado a resgatar suas aplicações em razão da crise, e os fundos de renda fixa, que rendem pouco em razão da queda na Taxa Básica de Juros, são a primeira alternativa de capitalização", avalia o consultor financeiro Adriano Severo, especialista em investimentos pessoais.

Severo avalia que a população tem buscado opções mais rentáveis para baixos investimentos, e também mais baratas, sem taxas de administração, e as encontra nos títulos do Tesouro.

"A queda da Selic tem levado muita gente a buscar aplicações mais rentáveis e baratas", reforça.

André, da Anbima, recomenda cautela ao investidor em meio à fuga dos fundos. Afinal, quando se resgata valores no momento de baixa, o cidadão efetivamente assume que terá um prejuízo, sem dar chance a uma eventual recuperação do fundo.

"O mercado é naturalmente cíclico e é importante que o investidor evite as decisões precipitadas. Resgatando recursos sem necessidade, por receio de perdas, ele acaba cristalizando um prejuízo que poderia ser recuperado no médio ou longo prazos", pondera.

Prova de que é preciso ser frio e saber comparar os tipos de fundos mais adequados para cada momento da economia é que alguns papéis têm variado acima de inflação e da taxa Selic, e com sobras, neste ano. Mesmo entre os fundos do mesmo perfil, há resultados que surpreendem. Alguns fundos de Renda Fixa renderam quase 17% no acumulado de 2018. Nos fundos de ações, há rendimentos que chegam a quase 60%, surfando na alta da [B]³. Veja abaixo os fundos mais e menos rentáveis em diferentes modalidades ao longo de 2018, conforme o site Comparador de Fundos.

Renda Fixa
5+
BB TOP R F BRASIL CRÉD PRIVADO INVESTIMENTO NO EXTERIOR 16,8%
BB RENDA FIXA LP CRÉDITO PRIVADO FX BONDS 16,31%
RP FUNDO DE INVESTIMENTO RENDA FIXA DE CRÉDITO PRIVADO 16,24%
BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO RENDA FIXA DÍVIDA EXTERNA 14,31%
BB RENDA FIXA DIVIDA EXTERNA MIL FUNDO INVESTIMENTO 13,16%
5-
FUNDO DE INVESTIMENTO RENDA FIXA MAPFRE EMPRESAS 3,41%
ITAÚ RENDA FIXA LONGO PRAZO CRÉDITO PRIVADO 3,39%
BTG PACTUAL CDB PLUS RENDA FIXA CREDITO PRIVADO 3,39%
BB TOP RF ARROJADO RENDA FIXA LONGO PRAZO 3,39%
BANESTES REFERENCIAL FI RENDA FIXA REFERENCIADO IRF-M 1 3,38%
Ações
5+
BRZ SMALL CAP FI DE AÇÕES 58,52%
SANTANDER COLABORADORES MAGAZINE LUIZA AÇÕES 51,28%
POLO CSHG FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS EM AÇÕES 33,71%
FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES ENERGIA 114 31,54%
POLO LONG BIAS FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES 31,30%
5-
BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES PONTUAL 8,72%
NEBRASKA CAPITAL - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES BDR N 1 8,69%
GERAÇÃO FUTURO DIVIDENDOS FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES 8,52%
CTM ESTRATEGIA FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES 8,41%
PETRA SHARE EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO 8,24%
Multimercado
5+
PROFIX INST MULTIMERCADO CRÉDITO PRIVADO 818,58%
VOX I COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO 50,21%
ICE IMPACT INVESTING EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO 43,19%
APOENA MACRO DÓLAR FUNDO EM COTAS DE FI MULTIMERCADO 32,29%
SEIVAL FGS AGRESSIVO EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO 30,69%
5-
SPXR DIST VNC FI MULTICRÉDITO PRIVADO INVESTIMENTO NO EXTERIOR 12,59%
ALION LONG BIASED FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO 12,26%
GÁVEA MACRO I EM COTAS MULTIMERCADO 12,13%
BRADESCO H FI MULTIMERCADO CRÉDITO PRIVADO GLOBAL 12,12%
CLARITAS PREFERRED SECURITIES 12,08%