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A cada semana você conhecerá a opinião dos participantes do debate sobre o tema específico a uma das perguntas. E a cada 60 dias um novo tema será escolhido.

 Ínicio: 09/07/2009

DEBATE PORTAL ACIONI$TA & IBRI 

                  TEMA : A Auto-Regulação e o CODIM

Participantes:
Diego Barreto

Camila Mation Anker


RI da AES Eletropaulo

RI da LLX Logística

 

A auto-regulação tem estado em evidência nos últimos tempos em função dos recentes acontecimentos no mercado norte-americano tendo sido questionada ainda a sua efetividade. No Brasil a auto-regulação tem desempenhado papel de grande importância buscando caminhar além daquilo que a lei preconiza. O CODIM - Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado - atua justamente na elaboração de melhores práticas de divulgação de informações, buscando trazer ao mercado a excelência no tema. Assim,

 

1. Você entende que o caminho da auto-regulação é o ideal para o fortalecimento do mercado brasileiro, ou corre-se o risco de afrouxamento de regras normativas?

2. Você entende que os pronunciamentos do CODIM efetivamente refletem o que se pode dizer de melhores práticas de divulgação de informações?

3. Recentemente o CODIM divulgou o Pronunciamento de Orientação sobre Release e sobre Ato e Fato Relevante abordando aspectos práticos de sua utilização. Qual sua opinião sobre os mesmos? O mercado é efetivamente aderente às práticas ali preconizadas?

4. Igualmente qual sua opinião sobre as orientações expostas pelo CODIM nos Pronunciamentos de Orientação sobre Reuniões Individuais e Apresentações Públicas Periódicas?

5. Qual sua opinião sobre os Pronunciamentos a respeito de Teleconferências e Guidance?    

6. Por fim, recentemente, houve a audiência pública sobre o tema Remuneração, você entende que as orientações lá sugeridas estarão em linha com as melhores práticas sobre o tema?    

 

1. Você entende que o caminho da auto-regulação é o ideal para o fortalecimento do mercado brasileiro, ou corre-se o risco de afrouxamento de regras normativas?

 

Diego Barreto  -  RI da AES Eletropaulo
A auto-regulação é um instrumento de desenvolvimento do mercado de capitais em função de sua capacidade de reagir rapidamente aos movimentos deste mercado. Desde que preservada algumas matérias como competência exclusiva do órgão regulador, a auto-regulação não poderá ser vista como responsável por qualquer problema existente no mercado de capitais, mas sim como impulsionador deste mercado. A atuação de uma entidade auto-reguladora nunca será capaz de eliminar problemas de mercado, mas é suficientemente forte para minimizá-los.

 
Camila Mation Anker  -  RI da LLX Logística
A auto-regulação funciona como um guia de melhores práticas para as empresas listadas na Bovespa. Infelizmente, o sistema legislativo brasileiro não permite que as regras normativas sejam atualizadas e acompanhem, na mesma velocidade, as necessidades e mudanças no mercado de capitais.
 

2. Você entende que os pronunciamentos do CODIM efetivamente refletem o que se pode dizer de melhores práticas de divulgação de informações?


 

Diego Barreto  -  RI da AES Eletropaulo
Acredito que o CODIM reflita os melhores princípios de divulgação de informações, mas entendo que ainda é necessário um amadurecimento para refletir as melhores práticas. É um desenvolvimento natural e que está intimamente ligado ao seu tempo de mercado e conquista de respaldo. Este desenvolvimento permitirá à entidade abranger algumas ações mais práticas e enfáticas, bem como vinculá-las aos participantes de mercado, tal como acontece hoje acontece com a ANBID.

 
 

Camila Mation Anker  -  RI da LLX Logística
Sem dúvida. O processo de elaboração de qualquer pronunciamento do CODIM envolve diversas entidades e, portanto, implica na participação de públicos estratégicos variados. Além disso, o pronunciamento passa por audiência pública, dando a oportunidade para que outros públicos, diferentes do que são representados pelas entidades do CODIM, também se manifestem. Assim, entendo que qualquer pronunciamento, quando divulgado, representa as melhores práticas.

 

 

3. Recentemente o CODIM divulgou o Pronunciamento de Orientação sobre Release e sobre Ato e Fato Relevante abordando   aspectos práticos de sua utilização. Qual sua opinião sobre os mesmos? O mercado é efetivamente aderente às práticas ali preconizadas?


 

Diego Barreto  -  RI da AES Eletropaulo
O pronunciamento foi muito pertinente ao reafirmar a necessidade do envolvimento do DRI na comunicação interna, prévia à publicação. Além disto, a recomendação da criação de um Comitê de Divulgação expôs de forma institucional a necessidade estratégica do tratamento das informações em uma companhia aberta, talvez a grande contribuição que este pronunciamento trouxe.

 

  Camila Mation Anker  -  RI da LLX Logística
O Pronunciamento sobre Release é bem completo e define tratamento ao conteúdo para garantir o entendimento de todas as partes relacionadas e formas de divulgação para garantir a equidade. A maior parte das empresas brasileiras de capital aberto não tem dificuldades para seguir estas orientações. Já o pronunciamento sobre Ato e Fato Relevante reforça vários pontos da Instrução CVM 358 e estabelece a diferenciação entre Fato Relevante ou Comunicado ao Mercado, fato que ainda gera discussão dentro das empresas.
 
 
  4. Igualmente qual sua opinião sobre as orientações expostas pelo CODIM nos Pronunciamentos de Orientação sobre Reuniões Individuais e Apresentações Públicas Periódicas?

  Diego Barreto  -  RI da AES Eletropaulo
O CODIM foi a entidade que apresentou as primeiras diretrizes específicas sobre a atividade de relacionamento privado e público com seus públicos. Evidentemente que a Lei das SAs e CVM legislam sobre o assunto, mas de forma ainda generalista. Este pronunciamento apresentou interessantes aspectos comportamentais dos profissionais de RI, principalmente no que toca a ética e compliance.

 

 

Camila Mation Anker  -  RI da LLX Logística
O maior desafio para as áreas de Relações com Investidores sobre as orientações descritas nos pronunciamentos sobre Reuniões Restritas e Apresentações Públicas é o alinhamento de todos os porta-vozes da Companhia. Os porta-vozes devem ter clareza na diferenciação entre informação pública e confidencial.

 
  5. Qual sua opinião sobre os Pronunciamentos a respeito de Teleconferências e Guidance?  

  Diego Barreto  -  RI da AES Eletropaulo
O pronunciamento sobre Teleconferência apresentou importância e resultados muito próximos do pronunciamento sobre reuniões e apresentações. Quanto ao Guidance, acredito que o comportamento do CODIM foi muito maduro. O tema ainda é controverso e não apresenta tendências únicas e históricas. O pronunciamento evidenciou problemas e qualidades, foi flexível, mas não se afastou dos temas críticos e que merecem atenção das companhias.

 

 

Camila Mation Anker  -  RI da LLX Logística
Um dos pontos de destaque no pronunciamento de Teleconferências é que a teleconferência deve ser realizada em português. Em função da agenda dos executivos, muitas empresas acabam realizando uma teleconferência somente em inglês, em geral com tradução simultânea para português. Já sobre Guidance, um dos temas mais complexos discutidos pelo CODIM até agora, poucas empresas possuem uma política específica de Guidance, conforme determina a orientação.

 
  6. Por fim, recentemente, houve a audiência pública sobre o tema Remuneração, você entende que as orientações lá sugeridas estarão em linha com as melhores práticas sobre o tema?    

  Diego Barreto  -  RI da AES Eletropaulo
Particularmente sou a favor do full disclosure da remuneração da administração. A audiência pública nos permitiu comentar sobre esta possibilidade, não cerceando nenhum tipo de opinião. Não acredito que o full disclosure da remuneração possa ser a realidade nos próximos meses, pois também acredito que todas mudanças radicais demandem passos intermediários. Desta forma, acredito que o futuro pronunciamento será um destes passos para no futuro atingirmos o que considero o mundo ideal.

 

 

Camila Mation Anker  -  RI da LLX Logística
Infelizmente não pude participar da audiência Pública sobre o Pronunciamento de Remuneração mas entendo que a melhor prática consiste na abertura da Remuneração do Conselho de Administração e da Diretoria, subdivididos em honorários, benefícios, remuneração variável (bônus) e programa de opções de ações.

 
      Acesse abaixo os debates anteriores:
      1. Acionista mais participativo
      2. Votos nas Assembléias
      3. Governança Corporativa
      4. Profissionais de RI
      5. 9º Encontro Nacional de RI: Atualização, mudanças, globalização
      6. Segmentação da base de acionistas
      7. A importância do site de RI e da Internet na ação dos Profissionais de RI
      8. O papel da Imprensa no relacionamento do Investidor com a Companhia
      9. A Crescente Complexidade das funções de R.I. e os Desafios dos Executivos da Área
    10. Assembléias on-line, entraves e benefícios
    11. A Implantação das IFRS no Brasil
    12. Relações com Investidores em momentos de crise
    13. Perspectivas em RI para 2009
    14. IFRS na Prática

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