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CBD anuncia os resultados do 1º trimestre de 2006
A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) – (BOVESPA: PCAR4; NYSE: CBD), anuncia os resultados do 1º trimestre de 2006. As informações operacionais e financeiras da Companhia, exceto onde estiver indicado de outra forma, são apresentadas com base em números consolidados e em Reais, conforme a Legislação Societária, assim como as comparações referem-se ao ano de 2005. Principais Destaques - Vendas líquidas totalizaram R$ 3.305,0 milhões no 1º trimestre de 2006, um crescimento de 1,2% sobre o mesmo período do ano anterior; - Margem bruta atinge 29,7% no trimestre, acima da margem de 28,9% registrada no mesmo período de 2005; - EBITDA de R$ 277,8 milhões no trimestre, com crescimento de 2,0% e margem de 8,4% (8,3% no 1T05); - Lucro líquido de R$ 60,2 milhões no período, com crescimento de 4,2%. A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) é a maior empresa do setor varejista e opera 554 lojas em 15 estados do país. Atua sob três formatos: supermercados (Pão de Açúcar, CompreBem e Sendas), hipermercados (Extra) e lojas de produtos eletrônicos/ eletrodomésticos (Extra-Eletro). Comentários sobre Desempenho de Vendas O 1º trimestre de 2006 foi marcado pela continuidade do cenário de consumo retraído e deflação de produtos alimentícios. Adicionalmente, a comparabilidade do trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior foi prejudicada pela ausência da Páscoa. Neste contexto, a CBD apresentou uma queda de 0,5% nas vendas brutas, que alcançaram R$ 3.924,7 milhões no período, com os produtos alimentícios representando 73,7% deste total e os produtos não alimentícios respondendo pelos outros 26,3%. As vendas líquidas do trimestre foram de R$ 3.305,0 milhões, o que representou um crescimento de 1,2% sobre o mesmo trimestre de 2005. As vendas mesmas lojas do trimestre apresentaram queda de 4,6%, sob influência do cenário acima descrito e da difícil base de comparação (crescimento de 11,1% no 1º trimestre de 2005). Assim como nos trimestres anteriores, a Companhia obteve uma forte performance nas vendas de produtos não alimentícios, com crescimento de 14,5%, contrastando com uma queda de 9,8% nas vendas de alimentos (bastante afetada pelo efeito calendário da Páscoa). O desempenho entre as Unidades de Negócio teve como variável principal a presença de produtos não alimentícios no mix de vendas de cada uma delas. Neste contexto, vale destacar no período o desempenho dos hipermercados e das lojas Extra Eletro. Outro destaque importante do trimestre foi a boa performance da bandeira Sendas no Estado do Rio de Janeiro, que apresentou crescimento de vendas mesmas lojas no trimestre, mesmo diante do calendário desfavorável, refletindo um melhor posicionamento em termos de preços e a maturação dos investimentos realizados em reformas de lojas. Performance Operacional Durante o 1º trimestre a CBD iniciou a implementação dos projetos que foram estruturados ao longo de 2005, que têm como objetivo aumentar a eficiência e reduzir despesas. A maturação destas iniciativas acontecerá ao longo do ano e os seus efeitos nos números da Companhia poderão ser observados mais fortemente a partir do 2º semestre – apesar de já ser possível verificar o início dessa tendência positiva já no 1º trimestre de 2006, como veremos a seguir. É importante reforçar que o grande foco da CBD concentra-se no aumento do giro de ativos. Neste sentido, a Companhia planeja reinvestir gradualmente os ganhos eficiência em menores preços para os consumidores, visando aumentar os volumes vendidos e alcançar patamares mais elevados de vendas mesmas lojas. Os comentários sobre a performance operacional a seguir, referem-se aos números consolidados da CBD, que refletem integralmente os resultados operacionais da Sendas Distribuidora (associação da CBD com a rede Sendas no Estado do Rio de Janeiro). Margem bruta de 29,7% superior aos 28,9% reportados no 1º trim. de 2005No 1º trimestre de 2006, a Companhia registrou um lucro bruto de R$ 982,9 milhões, o que representou um crescimento de 4,2% sobre o mesmo período do ano anterior. A margem bruta do período foi de 29,7%, superior aos 28,9% registrados no mesmo trimestre de 2005. O fato da Páscoa não ter ocorrido no 1º trimestre de 2006 fez com que o período fosse menos promocional em relação ao ano anterior (com Páscoa), explicando parte do aumento da margem bruta. É importante ressaltar que durante o trimestre a Companhia colocou em prática o projeto “Dinâmica Comercial”. Em linha com a estratégia que visa à busca por eficiência, produtividade e competitividade, esse projeto culminou com a construção de um novo modelo organizacional, que reúne sob a Diretoria Comercial as atividades de Compras e de Gestão de Categorias, antes dividida entre as Unidades de Negócios. Além do novo modelo de gestão, o projeto também envolve novos processos e metodologias para a definição de sortimento, pricing, promoções e exposição dos produtos nas lojas. Diante desse cenário, o 1º trimestre foi um período de mudanças profundas na estrutura comercial da empresa e esperamos que ao longo dos próximos trimestres os ganhos em termos de aumento de competitividade sejam gradualmente concretizados. Despesas Operacionais Já é possível observar no trimestre os primeiros resultados das ações da Companhia na busca por maior eficiência e produtividade. O indicador despesas com vendas como percentual de vendas líquidas atingiu 17,8%, afetado não somente pelo calendário desfavorável, mas também pelas despesas adicionais com aluguéis no montante de R$ 27,5 milhões (originadas pelo arrendamento de 60 lojas vendidas ao Grupo Diniz). Se descontado o efeito dos aluguéis adicionais, o patamar de despesas com vendas foi praticamente estável (17,0%) em relação ao 1º trimestre do ano anterior (16,9%). O indicador de despesas administrativas sobre vendas caiu de 3,7% para 3,5%, já sinalizando parcialmente os esforços da Companhia no sentido de ganhar produtividade. No trimestre, a Companhia registrou despesas não recorrentes da ordem de R$ 8,5 milhões, advindas, principalmente, de gastos com reestruturação e fechamento de depósito e lojas. No 1º trimestre as áreas da Companhia se adequaram às metas estabelecidas pelo orçamento base zero e teve início o processo de implantação de diversas ações que trarão resultados ao longo dos próximos trimestres, com destaque para a Central de Serviços Compartilhados e da Central de Compra de Indiretos (produtos e serviços não destinados à revenda). Um indicador importante que já sinaliza os esforços direcionados para o aumento de produtividade é a quantidade total de funcionários da Companhia por mil metros quadrados de área de vendas, que apresentou queda de 5,5% ano contra ano, fechando o 1º trimestre de 2006 com um índice de 51, versus 54 no final do 1º trimestre de 2005. EBITDA cresce 2,0%, com margem de 8,4% O aumento da margem bruta no período compensou a baixa diluição de despesas comentada anteriormente, fazendo com que o EBITDA do trimestre apresentasse um crescimento de 2,0%, superior ao crescimento nas vendas líquidas do trimestre de 1,2%. A margem EBITDA do período foi de 8,4%, superior aos 8,3% registrados no mesmo trimestre de 2005. Equivalência Patrimonial A FIC (Financeira Itaú CBD) gerou no trimestre um resultado de equivalência patrimonial negativo para a CBD de R$ 14,8 milhões. Este resultado foi em linha com as expectativas e consistente com a projeção da curva de maturação de receitas dos produtos e serviços financeiros e, também, contempla ajustes efetuados nas provisões para perdas sobre as carteiras que aumentaram. As perspectivas de reversão do resultado negativo permanecem inalteradas, com a FIC devendo ultrapassar o break-even em 2007. Participação de Minoritários: Sendas Distribuidora A margem EBITDA do período foi de 4,4%, inferior aos 5,6% reportados no 1º trimestre de 2005, refletindo uma elevada competitividade no Estado do Rio de Janeiro, o efeito calendário e a conseqüente baixa diluição de despesas, bem como gastos com reestruturação. A performance de Sendas Distribuidora ainda foi fortemente impactada por elevadas despesas financeiras líquidas no montante de R$ 40,6 milhões, fazendo com que o resultado líquido do trimestre fosse negativo em R$ 27,8 milhões, gerando um resultado participações de minoritários para a CBD de R$ 16,0 milhões (R$ 12,7 milhões no 1º trimestre de 2005). Resultado Financeiro A Companhia registrou despesas e receitas financeiras praticamente estáveis em relação ao trimestre do ano anterior, respectivamente R$169,2 milhões e R$102,0 milhões, gerando uma despesa financeira líquida de R$67,2 milhões. Na comparação deste resultado ano contra ano, vale destacar a transferência da operação de crediário para a FIC (Financeira Itaú-CBD), o aumento de despesas advindas da securitização de recebíveis e o aumento no volume de vendas a prazo sem cobrança de juros, que foram compensados por um aumento de receitas financeiras resultantes do ingresso de recursos ocorrido em 2005 com a venda de imóveis para o Fundo Península. Resultado não Operacional O resultado não operacional de 2006 foi positivo no montante de R$ 7,3 milhões e refere-se, principalmente, ao cumprimento de determinadas metas de performance estabelecidas na associação com Itaú. Lucro antes do IR e Lucro Líquido O lucro antes do imposto de renda e participações de minoritários totalizou R$ 64,6 milhões no trimestre, 11,4% superior ao resultado de R$ 58,0 milhões reportado no mesmo período do ano anterior. A CBD reportou lucro líquido de R$ 60,2 milhões no trimestre, versus um lucro líquido de R$ 57,7 milhões no mesmo período de 2005, o que representou um crescimento de 4,2%. Investimentos No 1º trimestre de 2006, os investimentos realizados totalizaram R$ 141,0 milhões (ante R$ 139,0 milhões no ano anterior). Os principais destaques do trimestre foram: - Abertura de 1 Extra em Recife; - Construção de 2 postos de combustíveis e 9 drogarias; - Reforma de lojas; - Aquisição de 7 terrenos que serão destinados a abertura de novas lojas e 2 terrenos para aberturas de postos; - Investimentos em tecnologia da informação e logística. Teleconferência de Resultados do 1º trimestre de 2006 A CBD realizará as teleconferências de divulgação dos resultados do 1º trimestre de 2006 na sexta-feira, 12 de maio de 2006. Teleconferência Local: às 11:00h (horário de Brasília); 10:00h (ET USA). Para a inscrição, favor ligar alguns minutos antes do início da teleconferência para o telefone (55 11) 2101-1490, Código: CBD. Webcast disponível no site www.cbd-ri.com.br. O Replay poderá ser ouvido após o término da Teleconferência através do telefone (55 11) 2101-1490, Código: CBD Teleconferência Internacional: às 12:00h (horário de Brasília); 11:00h (ET USA). Para a inscrição, favor ligar alguns minutos antes do início da teleconferência para o telefone (+1 973) 935-2401. O código é: CBD ou 7285228. Webcast disponível no site www.cbd-ri.com.br/eng. O Replay poderá ser ouvido após o término da Teleconferência através do telefone (+1 973) 341-3080. O código é 7285228. COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO Fernando Tracanella - Diretor de Relações com Investidores Daniela Sabbag - Gerente Fone: 55 (11) 3886 0421 Fax: 55 (11) 3884 2677 Email: cbd.ri@paodeacucar.com.br MZ Consult Tereza Kaneta Fone: 55 (11) 5509 3772 E-mail: tereza.kaneta@mz-ir.com Declarações contidas neste comunicado relativo à perspectiva dos negócios da Companhia, projeções de resultados operacionais e financeiros, e relativas ao potencial de crescimento da Companhia, constituem-se em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da Administração em relação ao futuro da Companhia. Estas expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado, no desempenho econômico geral do Brasil, na indústria e nos mercados internacionais, portanto estão sujeitas à mudança. |