Assunto: Banco Itaú Holding Financeira S.A.
Resultados do Ano de 2007


Highlights - Critérios Gerenciais


(1) Descrito na Demonstração de Resultado Gerencial.
(2) Calculado considerando a média ponderada da quantidade de ações em circulação.
(3) O número de ações em circulação foi ajustado para refletir o desdobramento ocorrido em outubro de 2007.
(4) JCP- Juros sobre Capital Próprio. Valores pagos/provisionados (Nota 15 - bII das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis).
(5) Calculado com base na cotação média da ação preferencial no último dia de negociação do período.
(6) O cálculo dos retornos foi efetuado dividindo-se o Lucro Líquido da Controladora pelo Patrimônio Líquido Médio da Controladora/Ativo Médio. O quociente desta divisão foi multiplicado pelo número de períodos no ano para se obter o índice.
(7) Não inclui Margem Financeira de Tesouraria.

 
Principais Market Shares em dez/07



(*) Valores referentes a setembro de 2007.
(**) Valores referentes a novembro de 2007.
Fontes: Bacen, Susep, Anbid, Abel, Receita Federal e Abecs.
Obs.: O Market Share de Prêmios de Seguros inclui VGBL e Seguro-Saúde.
Previdência Privada considera o saldo de Provisões Técnicas.



Índices Macroeconômicos





Demonstração de Resultado Gerencial

Durante o quarto trimestre de 2007, verificamos a ocorrência de eventos não recorrentes no resultado, associados à (i) alienação parcial de participação na Bolsa de Mercadorias & Futuros - BM&F, (ii) alienação parcial de participação na Bovespa Holding e (iii) constituição de provisão para perdas decorrentes de planos econômicos que vigoraram durante a década de 80.

Isolando os impactos desses eventos, atingimos um lucro líquido recorrente de R$ 1.789 milhões no último trimestre do ano, como evidenciado na tabela abaixo.


 
(*) Refere-se aos ágios na aquisição de ações do BPI no 3º trimestre de 2007
e na aquisição da Delle Holding no 4º trimestre de 2007.



Demonstração de Resultado Gerencial

O Relatório de Análise Gerencial da Operação está baseado na Demonstração do Resultado Gerencial que, por sua vez, tem origem em reclassificações realizadas na demonstração do resultado contábil. Os detalhes dessas reclassificações podem ser obtidos nos relatórios do período de junho de 2005 a março de 2006. A seguir, apresentamos a apuração da margem financeira gerencial da administração do risco cambial dos investimentos no exterior. Lembramos que no quarto trimestre de 2007 o real apreciou 3,7% em relação ao dólar, enquanto no terceiro trimestre essa apreciação foi de 4,5%. Em relação ao euro, o real apreciou 0,6%, enquanto no trimestre anterior depreciou 0,6%.


Margem Financeira Gerencial de Administração de Risco Cambial dos Investimentos no Exterior


 

Efeito do Hedge neutralizando a volatilidade cambial.



Demonstração de Resultado Gerencial

Ajustes Gerenciais Realizados:
Ajuste 1: Exclusão da Distribuição da Variação Cambial dos Investimentos no Exterior.
Ajuste 2: Efeito Fiscal do Hedge dos Investimentos no Exterior.

 

Conciliação com a Margem Financeira Gerencial da Administração do Risco Cambial dos Investimentos no Exterior (quadro anterior); R$ 381 milhões + R$ 21 milhões (Ajuste 1) = R$ 402 milhões.




Conciliação com a Margem Financeira Gerencial da Administração do Risco Cambial dos Investimentos no Exterior;
R$ 417 milhões + R$ 26 milhões (Ajuste 1) = R$ 443 milhões.




Sumário Executivo
Quarto Trimestre de 2007
 
 
Lucro Líquido e Retorno Anualizado
sobre o Patrimônio Médio




Alcançamos um lucro líquido consolidado de R$ 2.029 milhões no quarto trimestre de 2007. Neste mesmo período, tivemos um resultado recorrente consolidado de R$ 1.789 milhões, correspondendo a um aumento de 14,0% na comparação com o resultado do trimestre anterior. O patrimônio líquido da controladora atingiu R$ 28.969 milhões ao final de 2007, fazendo com que o retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido médio se situasse em 25,1% no quarto trimestre do ano.


Carteira de Empréstimos (*)



(*) Inclui avais e fianças.




Obs.: Inclui as operações do BkB Chile e Uruguai a partir de mar/07.
 
Nossa carteira de empréstimos e financiamentos cresceu significativamente no quarto trimestre de 2007. Em 31 de dezembro de 2007, o saldo das operações de crédito, incluindo avais e fianças, totalizou R$ 127.589 milhões, o que representa um acréscimo de 11,9% quando comparado ao terceiro trimestre. Em relação ao ano anterior - e desconsiderando as operações no Chile e Uruguai que foram consolidadas apenas em 2007 - o crescimento da carteira atingiu 27,6%. As operações de financiamento de veículos mantiveram um forte ritmo de expansão, com acréscimo de 15,9% em comparação com o terceiro trimestre, atingindo um aumento de 64,4% no ano. As operações de cartões de crédito também tiveram um expressivo crescimento de 15,4% no trimestre. Em relação à carteira de crédito das empresas, destacam-se tanto a expansão das operações com as grandes empresas quanto os empréstimos e financiamentos para micro, pequenas e médias empresas. No caso da carteira das micro, pequenas e médias empresas verificamos um acréscimo de 34,0% no período de um ano. As operações de crédito das nossas unidades no exterior (Argentina, Chile e Uruguai) mantiveram o forte ritmo de crescimento no mercado de pessoa jurídica.


 
Margem Financeira Gerencial
 


A significativa expansão do volume das operações de empréstimo e financiamento mais uma vez causou impacto positivo na margem financeira das operações bancárias, a qual cresceu 2,1% na comparação com o trimestre anterior. No período obtivemos ainda uma margem financeira das operações da tesouraria de R$ 313 milhões. Nossa margem financeira da administração do risco cambial dos investimentos no exterior atingiu R$ 254 milhões e permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior. A manutenção desta margem está associada ao aumento de capital de R$ 959 milhões nos investimentos no exterior.
 
 
NIM x Selic



 
  Resultado com Créditos de
Liquidação Duvidosa

     
Índice NPL(*) - Pessoa Física x Jurídica (%)



(*) Nonperforming Loans: Operações de Crédito
vencidas há mais de 60 dias.

 
  No quarto trimestre de 2007, as despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa foram 4,1% menores que as incorridas no trimestre anterior. Fundamentalmente, essa redução decorre da menor constituição de provisões genéricas, vinculada, por sua vez, à melhora da qualidade do crédito das novas safras. Ainda no período, foram recuperados R$ 270 milhões em créditos anteriormente baixados como prejuízo. O processo de melhora dos indicadores de performance de nossa carteira de crédito teve continuidade no quarto trimestre. Mais uma vez, o índice de inadimplência (nonperforming loans) caiu em relação ao trimestre anterior, particularmente influenciado pela melhora do risco das operações de clientes pessoa física.
     
     
Receita de Serviços
  A contínua expansão da carteira de crédito tem garantido o sucessivo aumento das receitas com operações de crédito e garantias prestadas. Da mesma forma, a intensificação de nossa atuação como banco de investimento fez com que as receitas de serviços de corretagem e de assessoria apresentassem uma expressiva variação positiva. Por outro lado, tivemos redução das receitas de administração de recursos, em função do menor número de dias úteis no período em relação ao trimestre anterior e do represamento de recursos em conta-corrente à espera da extinção da CPMF, das receitas de serviços de conta-corrente, vinculadas à estratégia de redução de tarifas, e das receitas de serviços de recebimento.
     
     
Despesas não Decorrentes de Juros


 


Índice de Eficiência (%) (*)


  No quarto trimestre de 2007, ampliamos nossa rede de agências em 73 unidades e tivemos uma expansão de 315 unidades em nossa rede de caixas eletrônicos. Ainda no trimestre, o quadro de colaboradores atingiu 65.089 profissionais, o que corresponde a uma variação de 1.346 indivíduos em relação ao trimestre anterior. O contínuo processo de ampliação orgânica de nossas operações tem contribuído para a elevação das despesas não decorrentes de juros. No entanto, nossas despesas não decorrentes de juros sofreram ainda os impactos associados a um maior nível de atividade operacional que caracteriza o último trimestre do ano, contribuindo para a elevação de 8,6% na comparação dos períodos. Com isso, o índice de eficiência alcançou 47,7% no quarto trimestre de 2007, mantendo-se alinhado aos nossos objetivos estratégicos de produtividade.
 
(*) Os critérios de cálculo do índice de eficiência
estão detalhados na página 19 do Relatório de Análise Gerencial da Operação do 4º Trimestre de 2007.
   
     
     
Lucro/(Prejuízo) não Realizado no Resultado

  Nosso lucro/(prejuízo) não realizado no resultado cresceu R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2007 em relação ao período anterior, atingindo R$ 7.633 milhões. Por um lado, tivemos o incremento de R$ 1.414 milhões relativos ao valor de nossa participação na Bovespa e na BM&F, que foi parcialmente compensado pela redução de R$ 1.155 milhões no valor de mercado da Redecard, Serasa e Banco BPI, em função da queda do preço das ações nas bolsas de valores. O saldo da provisão excedente ao mínimo requerido para fazer frente a créditos de liquidação duvidosa manteve-se inalterado, somando R$ 2.150 milhões, sendo que essa provisão não é considerada na determinação do lucro/(prejuízo) não realizado.

 


 


Balanço Patrimonial Consolidado Pro Forma




Demonstração de Resultado Consolidado Pro Forma


(*) Ajustado para refletir o desdobramento ocorrido em out./07



Resultado por Segmento

Itaubanco

O resultado do segmento Itaubanco no quarto trimestre de 2007 alcançou R$ 1.036 milhões, o que representa um aumento de 24,5% em comparação com o terceiro trimestre. A variação da margem financeira gerencial foi particularmente afetada pela margem financeira da tesouraria, que voltou aos níveis normais. As despesas decorrentes da assunção de risco de crédito (PDD) tiveram uma redução, em função da melhora observada na qualidade do risco de crédito. As receitas de prestação de serviços foram afetadas pelo menor número de dias úteis em relação ao trimestre anterior, pelo represamento de recursos em conta-corrente à espera da extinção da CPMF, pela decisão estratégica de redução de tarifas e pela redução das receitas com arrecadações. As despesas não decorrentes de juros cresceram em função da ampliação orgânica dos negócios e de maior nível de atividade operacional no trimestre. O aumento das despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido decorre do fato de que no quarto trimestre utilizamos o instrumento Dividendos para remunerar nossos acionistas, e não Juros sobre o Capital Próprio. A variação do item Outros está vinculada a uma maior constituição de provisão para pagamento de participação no resultado durante o terceiro trimestre de 2007, em função da Convenção Coletiva do Trabalho.


Itaú BBA

A margem financeira gerencial do segmento Itaú BBA cresceu R$ 15 milhões em relação ao trimestre anterior, basicamente impulsionada pelo incremento de 22,2% das operações de tesouraria. A margem financeira com operações bancárias apresentou acréscimo de 1,8%, fruto, basicamente, do aumento no volume de operações de crédito ocorrido no final de 2007. A redução da margem financeira da administração do risco cambial do investimento no exterior é decorrente da redução da taxa de juros verificada no período. O resultado de créditos de liquidação duvidosa apresentou uma despesa de provisão de R$ 27 milhões no quarto trimestre, basicamente em função do aumento da carteira de crédito e de reclassificações de risk ratings. As receitas de prestação de serviços apresentaram um incremento de 20,9% em relação ao trimestre anterior, devido principalmente às receitas provenientes de operações de investment banking.


Itaucred

O lucro líquido do segmento Itaucred no quarto trimestre de 2007 cresceu R$ 13 milhões em relação ao trimestre anterior. A expansão da carteira de crédito contribuiu para o aumento da margem financeira gerencial das operações bancárias e, em menor intensidade, para a elevação das despesas associadas ao risco de crédito, em que constatamos a evolução de operações em atraso, sem afetar, no entanto, o índice de inadimplência do segmento. O aumento das operações de crédito também causou impacto nas receitas decorrentes dos processos de análise e concessão de crédito, impulsionando as receitas de prestação de serviços. O aumento das despesas não decorrentes de juros decorre da ampliação da plataforma comercial do segmento e de um maior nível de atividade operacional. A carteira de crédito da Taií, excluindo o crédito consignado, atingiu a marca de R$ 1.937 milhões em dezembro de 2007, com uma expansão de 8,1% em relação a setembro de 2007, motivada, principalmente, pelo crescimento de 19,1% das vendas (volume financeiro de transações e liberações). A base de clientes alcançou o patamar de 6,1 milhões, um número 3,6% superior ao do terceiro trimestre do ano.



Corporação


O resultado da Corporação está fundamentalmente associado ao resultado financeiro decorrente da aplicação do nosso excesso de capital. Com as alterações introduzidas por meio da Circular 3.367, de 12 de setembro de 2007 (ver Nota Explicativa às Demonstrações Contábeis N° 3), o Banco Central do Brasil alterou a metodologia de cálculo do índice de Basiléia, resultando em um significativo aumento do nosso excesso de capital, com impacto positivo na margem financeira gerencial da corporação, mesmo considerando a queda das taxas de juros.

As demonstrações contábeis pro forma do Itaubanco, Itaú BBA, Itaucred e da Corporação apresentadas abaixo, baseiam-se em informações gerenciais e refletem de maneira adequada o desempenho das diversas unidades de negócio do conglomerado. Entre o quarto e o terceiro trimestre de 2007 observaram-se as seguintes variações nas demonstrações do resultado dos segmentos do Itaú.


Demonstração de Resultado Pro Forma por Segmento


1. Inclui as Despesas de Pessoal, Outras Despesas Administrativas, Despesas Tributárias de CPMF e Outros Tributos e Outras Despesas Operacionais.
2. Inclui o Resultado com Operações de Seguros, Previdência e Capitalização, Despesas Tributárias de ISS, PIS e Cofins, Outras Receitas Operacionais, Resultado não Operacional e Participações no Lucro.
3. Inclui Despesas Tributárias de ISS, PIS e Cofins, Resultado de Participação em Coligadas, Outras Receitas Operacionais, Resultado não Operacional, Participações no Lucro e Participações Minoritárias nas Subsidiárias.