Itaúsa

Release recebido: 05/08/2008
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Assunto: Banco Itaú Holding Financeira S.A.
Resultados do 2º Trimestre de 2008


Highlights - Critérios Gerenciais




(1) Apresentado na Demonstração de Resultado Gerencial.
(2) Calculado considerando a média ponderada da quantidade de ações em circulação.
(3) O número de ações em circulação foi ajustado para refletir os desdobramentos ocorridos em outubro de 2007 e em abril de 2008.
(4) JCP - Juros sobre Capital Próprio. Valores pagos/provisionados (Nota 15 - bII das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis).
(5) Calculado com base na cotação média da ação preferencial no último dia de negociação do período.
(6) O cálculo dos retornos foi efetuado dividindo-se o Lucro Líquido da Controladora pelo Patrimônio Líquido Médio da Controladora/Ativo Médio. O quociente dessa divisão foi multiplicado pelo número de períodos no ano para se obter o índice.
(7) Não inclui Margem Financeira de Tesouraria.
(8) Operações vencidas há mais de 60 dias (nonperforming) sobre a carteira de crédito.

 

Principais Market Shares em junho de 2008



Obs.: O market share de Depósitos refere-se a março de 2008.
Os market shares de Financiamento de Veículos e Previdência referem-se a maio de 2008.
O market share de Prêmios de Seguros inclui VGBL e Seguro-Saúde e refere-se ao período de junho de 2007 a maio
de 2008.
Fontes: Bacen, Susep, Anbid, Abel e Abecs.
 

Demonstração de Resultado Gerencial

O lucro líquido consolidado do Banco Itaú Holding Financeira, no segundo trimestre de 2008, sofreu o impacto dos seguintes eventos não recorrentes no resultado: (i) constituição de provisão para perdas decorrentes de planos econômicos que vigoraram durante a década de 80; (ii) reconhecimento de prejuízo na venda de ações do Banco BCP por parte do Banco BPI; (iii) ganho com a alienação de ações da VISA; (iv) ganho decorrente do processo de incorporação e venda de ações da BM&F Bovespa; e (v) amortização de ágios pagos na aquisição de investimentos.

Abaixo, apresentamos a conciliação entre o lucro líquido contábil de R$ 2.041 milhões e o lucro líquido recorrente de R$ 2.079 milhões, que desconsidera os efeitos dos eventos não recorrentes no resultado do segundo trimestre de 2008.


 
(*) Refere-se ao ágio pago na aquisição de ações do Banco BPI e Delle Holding, no segundo trimestre de 2008, e investimento em operações de Private Bank em Miami, no primeiro semestre de 2007.



Índices Macroeconômicos




Efeito Fiscal do Hedge e de Títulos Soberanos



(*) O efeito fiscal do Hedge dos investimentos no exterior está detalhado na página 14 da Relatório de Análise do Resultado Consolidado do 2º Trimestre de 2008.



Demonstração de Resultado Gerencial

O Relatório de Análise Gerencial da Operação baseia-se na Demonstração do Resultado Gerencial que, por sua vez, advém de reclassificações realizadas na demonstração do resultado contábil. Os detalhes dessas reclassificações podem ser obtidos nos relatórios do período de junho de 2005 a março de 2006.

No trimestre, o real sofreu uma apreciação de 9,0% em relação ao dólar norte-americano, enquanto no primeiro trimestre do ano a apreciação foi de 1,3%. Em relação ao euro, o real apreciou 9,2% no segundo trimestre de 2008, enquanto no trimestre anterior apresentou depreciação de 5,8%.

A variação cambial do trimestre, aliada a nossa política de gestão do risco cambial dos investimentos no exterior - que considera os efeitos fiscais incidentes sobre esta exposição para determinar o montante da posição passiva em derivativos cambiais necessário para fazer o hedge desses investimentos -, fez com que a despesa associada ao efeito fiscal do hedge dos investimentos no exterior e dos títulos soberanos atingisse R$ 545 milhões no segundo trimestre de 2008, ante uma receita de R$ 17 milhões no trimestre anterior.


Demonstração de Resultado Gerencial

Ajustes Gerenciais Realizados:
Ajuste 1: Exclusão da Distribuição da Variação Cambial dos Investimentos no Exterior.
Ajuste 2: Efeito Fiscal do Hedge dos Investimentos no Exterior e de Títulos Soberanos.

 



 

Sumário Executivo
Segundo Trimestre de 2008
 
 
Lucro Líquido e Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Médio




No segundo trimestre de 2008, obtivemos um resultado consolidado de R$ 2.041 milhões. Nesse período, o lucro líquido consolidado recorrente atingiu R$ 2.079 milhões, com aumento de 5,1% em relação ao resultado recorrente do trimestre anterior. O patrimônio líquido da controladora totalizou R$ 30.341 milhões em 30 de junho de 2008, levando a um retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido médio de 27,9% no período, o que corresponde a um acréscimo de 0,7 ponto percentual em relação ao retorno sobre o patrimônio obtido no primeiro trimestre do ano.


Carteira de Empréstimos (*)



(*) Inclui avais e fianças.





No segundo trimestre do ano, o saldo de nossa carteira de empréstimos e financiamentos, incluindo os avais e fianças, somou R$ 148.073 milhões, com aumento de 7,5% em relação ao saldo do trimestre anterior. Pelo segundo trimestre consecutivo, as operações de empréstimo e financiamento às micro, pequenas e médias empresas destacaram-se, evoluindo 17,9% em relação ao primeiro trimestre do ano. Em relação às operações com clientes pessoa física, os financiamentos e leasing de veículos mantiveram uma taxa de expansão destacável, com aumento de 10,1% em comparação com o período anterior. O saldo das operações de crédito de nossas unidades no exterior (Argentina, Chile e Uruguai) apresentou redução de 11,0% na comparação dos trimestres, em função basicamente do significativo impacto associado à desvalorização cambial de 24,3% do peso chileno em relação ao real, o que afetou o valor de nossa carteira naquele país. Por fim, observamos um acréscimo de 10,6% no saldo da carteira de crédito imobiliário, alinhado à nossa estratégia de crescimento dessa operação.
 

Margem Financeira Gerencial
 

Obtivemos uma margem financeira gerencial de R$ 5.867 milhões no segundo trimestre de 2008, o que corresponde a acréscimo de 6,0% em relação ao período anterior. Nossa margem financeira gerencial com clientes cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior, atingindo R$ 5.154 milhões. Em linha com nosso foco, a expansão do saldo das operações de empréstimo e financiamento foi responsável pelo aumento da margem com clientes. Já a margem financeira gerencial com o mercado cresceu 49,2% em relação ao trimestre anterior, devido basicamente ao maior ganho com instrumentos derivativos prefixados utilizados na gestão de risco de juros e posições de renda fixa.


PDD e Carteira de Crédito




 

Índice NPL(*) - Pessoa Física x Jurídica (%)



(*) Nonperforming Loans: Operações de Crédito
vencidas há mais de 60 dias.

 
 

As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa no segundo trimestre de 2008 cresceram 7,0% em relação ao trimestre anterior, fundamentalmente pelo aumento do saldo de nossa carteira de crédito, que cresceu 7,5% no mesmo período. A relação entre a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa e o saldo total da carteira de crédito manteve-se estável entre os períodos. Nosso índice de inadimplência (nonperforming loans) permaneceu estável em relação ao primeiro trimestre do ano, mantendo-se a taxa de 4,3%. Neste trimestre, observamos melhoria nos níveis de inadimplência da carteira de clientes pessoa física, com evolução de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Já a carteira de clientes pessoa jurídica apresentou ligeira elevação de 0,1 ponto percentual no seu índice de inadimplência, associada à mudança de mix decorrente da expansão da carteira de micro, pequenas e médias empresas.
 

     
Receita de Serviços
 

Nossas receitas de prestação de serviços e as rendas de tarifas bancárias cresceram 3,7% em relação ao primeiro trimestre de 2008. Nesse período, tivemos o aumento das receitas de administração de fundos vinculadas a um maior volume de recursos de previdência privada, o acréscimo das receitas de cartão de crédito, basicamente em razão do aumento da base de cartões e do volume de transações, e a ampliação das receitas provenientes dos serviços de corretagem, colocação de títulos e de assessoria econômica, em decorrência do aumento do volume de operações de oferta pública de ações. Por outro lado, verificamos redução de receitas decorrente da extinção de tarifa de abertura de crédito e da suspensão de cobrança de serviços prioritários, compensadas em parte pela criação da tarifa de cadastro das operações de crédito e pela apropriação de tarifa de renovação de cadastro.

     
Despesas não Decorrentes de Juros


 


Índice de Eficiência (%) (*)




(*) Os critérios de cálculo do índice de eficiência estão detalhados na página 19 do Relatório de Análise Gerencial da Operação do 2º Trimestre de 2008.

 

As despesas não decorrentes de juros do segundo trimestre do ano cresceram 6,3% em relação ao trimestre anterior. As despesas de pessoal sofreram basicamente o impacto do aumento de 2,5% do número de colaboradores, que atingiu o total de 69.163 indivíduos. As outras despesas administrativas cresceram fundamentalmente em razão da realização de intensa campanha publicitária institucional e do aumento de despesas com assessorias e consultorias. Entretanto, é importante salientar que o aumento observado nas despesas não decorrentes de juros não afetou significativamente o nosso índice de eficiência, situandose em 43,9% no segundo trimestre de 2008.

     
Lucro/(Prejuízo) não Realizado no Resultado

 

O lucro/(prejuízo) não realizado no resultado do segundo trimestre de 2008 sofreu redução de R$ 250 milhões em comparação ao trimestre anterior, totalizando R$ 6.283 milhões. No período, a elevação da taxa básica de juros causou impacto negativo na avaliação a mercado das operações de crédito e dos títulos disponíveis para a venda. Já as participações em coligadas produziram um efeito líquido positivo, pois a redução de valor observada nos instrumentos financeiros representativos da BM&F e do Banco BPI foi compensada por valorização das ações da Bovespa e da Redecard. O saldo de provisão excedente ao mínimo requerido para fazer frente a créditos de liquidação duvidosa manteve-se inalterado, totalizando R$ 2.150 milhões, lembrando que essa provisão não é considerada na determinação do lucro/(prejuízo) não realizado.

Balanço Patrimonial Consolidado Pro Forma






Demonstração de Resultado Consolidado Pro Forma


(*) Ajustado para refletir os desdobramentos ocorridos em abril/08 e outubro/07.



Demonstração de Resultado Consolidado Pro Forma por Segmento



Resultado por Segmento

Itaubanco

O resultado do segmento Itaubanco no segundo trimestre de 2008 totalizou R$ 1.225 milhões, com acréscimo de 11,4% em comparação com trimestre anterior. A margem financeira gerencial cresceu 8,7% na comparação dos períodos, impulsionada pela expansão das operações de crédito, com destaque para os empréstimos e financiamentos às micro, pequenas e médias empresas, e pelo desempenho da tesouraria, associado basicamente ao maior ganho com instrumentos derivativos prefixados utilizados na gestão de risco de juros. A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa, líquida da recuperação de operações anteriormente baixadas como prejuízo, cresceu fundamentalmente em razão do maior volume da carteira de crédito. As receitas de prestação de serviços foram afetadas basicamente por maiores receitas de corretagem e colocação de títulos, parcialmente compensadas pela redução das receitas associadas à abertura de crédito. Já as despesas não decorrentes de juros cresceram em decorrência de maiores gastos com publicidade e serviços de terceiros, bem como do aumento do número de colaboradores. O aumento das despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido acompanhou a elevação observada no resultado antes dos impostos e participações.

Itaú BBA

No trimestre, a margem financeira gerencial do segmento Itaú BBA apresentou acréscimo de 3,7% em relação ao trimestre anterior. A margem financeira com clientes apresentou um decréscimo de 16,8% em comparação com o trimestre anterior. Lembramos que, em função da maior volatilidade de câmbio no primeiro trimestre, o Itaú BBA realizou maior número de operações estruturadas envolvendo instrumentos derivativos para atendimento da demanda de seus clientes. A margem financeira com mercado cresceu 95,1% na comparação dos trimestres, beneficiada por operações de tesouraria que obteve maior resultado com estratégias proprietárias nos mercados local e internacional, com destaque para posições de renda fixa no Brasil e para posições envolvendo paridades cambiais. O resultado de créditos de liquidação duvidosa sofreu basicamente o impacto de reavaliações de risk rating. As receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias apresentaram incremento de 39,4% em relação ao trimestre anterior, fruto, basicamente, das receitas provenientes de operações de investment banking.

Itaucred

A carteira de crédito do segmento Itaucred somou R$ 47.316 milhões em 30 de junho de 2008, com aumento de 8,3% em relação ao primeiro trimestre do ano. Essa ampliação produziu impacto positivo na margem financeira do segmento, resultando em um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior. A ampliação da carteira de crédito fez crescer também a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa na comparação dos trimestres. As receitas de prestação de serviços foram afetadas pela redução das receitas com a abertura de crédito, o que levou a uma redução de 11,2% das receitas na comparação dos períodos. O aumento do número de colaboradores do subsegmento Veículos, juntamente com maiores despesas de propaganda, resultou no acréscimo de 12,0% nas despesas não decorrentes de juros. Em razão desses fatores, o lucro líquido do segmento atingiu R$ 322 milhões, com redução de 15,3% em relação ao trimestre anterior.


Corporação

O lucro líquido da Corporação está fundamentalmente associado ao resultado financeiro obtido com a aplicação do nosso excesso de capital. No segundo trimestre de 2008, esse resultado somou R$ 117 milhões, o que corresponde a uma redução de 10,7% em relação ao período anterior, ocasionada fundamentalmente pela diminuição do saldo de capital excedente.

As demonstrações contábeis pro forma do Itaubanco, Itaú BBA, Itaucred e da Corporação apresentadas abaixo baseiam-se em informações gerenciais e refletem de maneira adequada o desempenho das diversas unidades de negócio do conglomerado. Entre o segundo e o primeiro trimestres de 2008, observaram-se as seguintes variações nas demonstrações do resultado dos segmentos do Itaú.


Demonstração de Resultado Pro Forma por Segmento


1. Inclui as Despesas de Pessoal, Outras Despesas Administrativas, Despesas Tributárias de CPMF e Outros Tributos e Outras Despesas Operacionais.
2. Inclui o Resultado com Operações de Seguros, Previdência e Capitalização, Despesas Tributárias de ISS, PIS e Cofins, Outras Receitas Operacionais, Resultado não Operacional e Participações no Lucro.
3. Inclui Despesas Tributárias de ISS, PIS e Cofins, Resultado de Participação em Coligadas, Outras Receitas Operacionais, Resultado não Operacional, Participações no Lucro e Participações Minoritárias nas Subsidiárias.

 

 


 
 
Este informativo é divulgado mensalmente pela Área de Relações com Investidores da Itaúsa. Maiores informações bem como o histórico completo das edições deste informativo podem ser encontrados no site www.itausa.com.br