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Índice
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Opções de investimento aumentam para os acionistas
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09 de junho de 2004
O sucesso da colocação dos papéis da fabricante de cosméticos Natura, que
registrou uma demanda bem acima da oferta no final do mês passado, foi o
impulso que os empresários precisavam para buscar o mercado financeiro. A
partir de hoje as ações da Gol podem ser reservadas, o prazo é até o dia 21.
Na lista de ingressantes também está confirmada a América Latina Logística (ALL).
A continuidade do movimento de abertura de capital deve marcar o segundo
semestre da Bovespa.
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Entre os nomes dos interessados em captar recursos estão a fabricante de jipes
Troller, a de cosméticos Pierre Alexander, a de confecções Zoomp, a de varejo
Magazine Luiza entre outros. Hoje existem 369 companhias listadas na bolsa.
Nos últimos anos, os altos custos para manter o registro e a retração da
economia causada pela política de juros altos acabaram por estimular o
fechamento de capital. Em 1980, existiam 618 empresas listadas.
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Depois da Gol e ALL, os investidores aguardam o anúncio da entrada da
fabricante de jipes Troller na Bovespa. Por enquanto não há nada oficializado.
O mercado potencial vem crescendo muito e as ações devem ter boa aceitação.
Além disso a oferta pode ocorrer no Nível do Novo Mercado. Desde 1997, o
faturamento da empresa vem dobrando. A estimativa é de que em 2003, tenha
atingido R$ 100 milhões, contra R$ 62 milhões em 2002. O faturamento tende a
continuar crescendo, com a saída da Toyota do mercado.
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A orientação da Bovespa é que a abertura de capital ocorra dentro das regras
mais rígidas de Governança Corporativa, que prevêem maior transparência e
proteção aos acionistas minoritários. Ingressar no Novo Mercado (NM) não é
obrigatório, mas este é classificado como o modelo mais adequado de
relacionamento com o investidor. A Bovespa defende que o alto nível de
governança é essencial para despertar o interesse dos investidores externos no
papel.
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As regras do NM são bastante rígidas e prevêem, por exemplo, que as companhias
coloquem apenas ações ordinárias e que haja 25% de free float (parcela mínima
do capital em circulação). No caso das companhias de concessão como Gol e ALL
este percentual não é possível, pois para manterem os contratos precisam
garantir que menos de 20% do capital fique nas mãos dos estrangeiros. O Código
Brasileiro de Aeronáutica determina que ao menos 80% do capital votante da Gol
deve ficar com brasileiros. A Bovespa não pretende fazer exceções para estes
casos, o que vai fazer as empresas ingressarem apenas no Nível 2 de
Governança. O impulso para o movimento de abertura de capital veio com a
operação da Natura. A abertura mostrou que existe apetite no mercado para
ações novas de boa qualidade. Algumas empresas que nem cogitavam a operação,
agora estão buscando a bolsa para obterem informações. Também há aquelas que
pretendem ampliar o volume de ações em circulação no mercado, o caso da
IdeiasNet. A demanda pelas ações ONs da Natura foi dez vezes superior à
oferta. Os papéis estrearam na Bovespa no segmento do Novo Mercado e
registraram no primeiro dia de negociação valorização de mais de 15%.
Investidores estrangeiros compraram 70% da oferta de R$ 768 milhões e
investidores institucionais brasileiros ficaram com 13%. Cerca de 4.800
pessoas físicas compraram ações na companhia.
Gol estréia na bolsa no dia 25
A Gol Linhas Aéreas Inteligentes, terceira maior companhia aérea do Brasil,
começa a ser negociada no pregão da Bovespa no dia 25 de junho, com uma oferta
de R$ 800 milhões. Do total, R$ 460 milhões em oferta primária (aumento de
capital). A coleta de intenções de investimento ("bookbuilding") ocorrerá dois
dias antes. Às pessoas físicas serão destinados 10% da oferta. Cada clube de
investimento poderá reservar até R$ 1,5 milhão e cada investidor individual
poderá aplicar de R$ 1.000 a R$ 300.000.
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A empresa, apesar de não poder ingressar no Novo Mercado, pretende dar tag
along para todas as preferenciais. O direito protege os minoritários no caso
de venda da empresa, pois estende o mesmo preço da oferta dos controladores
aos acionistas minoritários.
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Os bancos coordenadores estimam que o preço fique entre R$ 23,00 e R$ 26,00. O
prazo de reserva inicia nesta quarta-feira e vai até o próximo dia 21. A faixa
é elevada diante do valor patrimonial da empresa. Por isso a perspectiva é de
que a oferta da Gol não tenha o mesmo glamour que os papéis da Natura, que
também foram classificados como caros pelos analistas.
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O lucro da Gol no primeiro trimestre somou R$ 67,9 milhões em todo o ano de
2003 atingiu R$ 113 milhões. O patrimônio líquido de R$ 318 milhões também é
classificado como baixo. Anualizando o lucro do primeiro trimestre sem levar
em conta a sazonalidade, o ganho este ano deve somar R$ 272 milhões. Se for
multiplicado o valor de 187,5 milhões de ações pelo preço mínimo da oferta de
R$ 23,00, chega-se a um valor de R$ 4,312 bilhões para a companhia. A
conclusão é de que o PL da ação (16) é muito elevado. Se for levado em conta
um lucro de R$ 300 milhões para este ano, o PL cai a 14,4, sendo ainda muito
alto.
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Outro ponto negativo em relação aos papéis da Gol é a situação do setor aéreo
no Brasil. Por outro lado, a empresa tem ganhado mercado. Em 2001 a
participação de mercado da Gol era de 4,7%, este ano está em 22,5%.
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Muitas instituições financeiras estão participando da oferta, o que pode gerar
por outro lado boas oportunidades no curto prazo.
Operação da ALL deve ficar ao redor de R$ 500 millhões
A expectativa é de que a operação da América Latina Logística (ALL) fique ao
redor de R$500 milhões. O varejo deve deter 10% e 80% é voltado ao mercado
externo. Aplicação Mínima de R$1.000,00 e máxima de R$300.000,00 para o
varejo. A empresa também vai oferecer 100% de tag along. A empresa informou
que a autorização é de oferta de dois terços do capital da empresa. Também foi
autorizada a realização de aumento de capital.
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Ajuda a ampliar o interesse dos investidores a elevação do "rating" nota de
crédito da ALL pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P).
Segundo a S&P, o brBBB+ reflete a melhora consistente dos indicadores de
crédito da empresa nos últimos anos por conta da elevação de sua rentabilidade
operacional e do fortalecimento de sua liquidez e de sua estrutura de capital.
Além disso, a expectativa é de que a empresa será capaz de obter geração de
caixa crescente.
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O preço estimado é de que o papel fique entre R$ 40,00 e R$ 49,00,
classificado como elevado pelos especialistas. "A projeção é de que o setor
tenha muitos ganhos pela frente", diz uma fonte. O lucro da empresa em 2003
foi de R$ 10 milhões no Brasil e houve um prejuízo de R$ 6 milhões na
Argentina. No primeiro semestre deste ano a ALL obteve um lucro pró-forma de
R$ 7 milhões e a estimativa dos bancos coordenadores da oferta é de que o
ganho atinja R$ 140 milhões.
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Se o lucro do primeiro trimestre for anualizado sem levar em conta as
diferenças de sazonalidade chega-se ao montante de R$ 28 milhões.. Com o valor
da companhia estimado em R$ 1,639 bilhão dividido pelo lucro chega-se a um PL
de 58, muito elevado. Utilizando a projeção dos bancos de um lucro de R$ 140
milhões, o PL fica em 11,7, o que viabiliza a condição de investimento.
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