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Conta investimento passa a vigorar em 1º de outubro

18 de junho de 2004

A criação da conta-investimento, espécie de conta-corrente que isenta os investidores na mudança do tipo de aplicação, a partir de 1º de outubro os investidores ficam livres da Contribuição Provisória Sobre Movimentações Financeiras (CPMF).A Medida Provisória, aprovada esta semana pela Câmara segue para sanção do Palácio do Planalto. Apesar de comemorarem o ganho e ter como perspectiva o acirramento da concorrência, os bancos não esperam uma migração forte no curto prazo. O motivo para a ressalva é que somente o fluxo novo poderá ser movimentado no início. Assim, os investidores pagam a CPMF para sair das aplicações atuais e ir para a conta-investimento. Já os estoques atuais investidos só poderão ser movimentados via conta de investimento a partir de 2006. A visão é de que não faz sentido mudar todos os recursos agora, se em 2006 todos os recursos investidos estarão livres de CPMF.

A migração a partir do início de outubro só deve ocorrer se a perspectiva do investidor for de lucrar mais na nova aplicação. A medida, com o passar do tempo, deve ampliar a concorrência, pois com a maior mobilidade, o investidor pode visualizar, por exemplo, que um CDB de 30 dias pode ser mais atrativo que um fundo e mudar. A nova conta é um passo importante na criação da competitividade do sistema financeiro. Com a conta-investimento, os clientes podem mudar de administrador e analisar melhor os diferenciais das instituições na hora da mudança. Apesar da vantagem, o pequeno investidor precisará passar por um processo de aculturação porque hoje não há o costume de mudar de fundo para melhorar a rentabilidade.

O investidor paga a CPMF somente ao resgatar os recursos. Está prevista a isenção na mudança de aplicação entre bancos, quando o correntista deve utilizar uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) especial, de conta-investimento para conta-investimento. Grande parte dos bancos não pretende cobrar tarifa para a conta-investimento, que para alguns consistirá em um produto da conta corrente. Este era um do mercado que alertava para a possibilidade dos bancos cobrarem tarifas, tornando a operação desvantajosa para os clientes.
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