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Emissões de debêntures despencam em 2003
Por Ana Borges
09 de janeiro de 2004

O volume de debêntures emitidas em 2003 foi um dos menores da história. No ano, foram captados apenas R$ 5,282 bilhões, contra R$ 14,6 bilhões de 2002. A queda é de 64%. O valor do ano passado é o menor desde que a Associação Nacional das Instituições de Mercado Aberto (Andima) começou a compilar os números, em 1995. Quem emitiu debêntures fez por extrema necessidade. A expectativa era de que, com a queda dos juros no segundo semestre do ano passado, alguns projetos de gaveta saíssem , mas não ocorreu. Para 2004 a tendência é de que aumente o volume de emissões. A Bovespa já recebeu várias consultas.

A queda do volume emitido em 2003 está relacionada às altas taxas de juros e ao ambiente macroeconômico adverso, que inibiu o investimento. "A maioria das captações foi apenas giro de dívida e não voltada para novos investimentos", justifica uma fonte de mercado.

Apenas 16 empresas aventuraram-se neste mercado, que registrou um total de 17 emissões. O destaque para as emissoras ficou com o setor elétrico, que no total emitiu cerca de R$ 2,5 bilhões, parte devido ao acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes).

Para este ano, o principal concorrente das debêntures é o Fundo de Direito Creditório (FDC) ou recebíveis, cuja a estruturação é mais simples e barata. De certa forma este tipo de fundo satisfaz o mercado, pois lastreado real. A não ser que a empresa seja de grande porte e não precisa emitir com garantia.

anaborges@acionista.com.br
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