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O superintendente executivo da unidade financeira do Banrisul, Paulo Franz, também destaca a atratividade do investimento em CDB, quando se compara com o aumento dos preços medido pelo IPCA. Franz aponta que o rendimento bruto do CDB (se o banco repassasse 100% do rendimento da taxa de DI ao investidor do CDB) seria de 4,18% neste primeiro trimestre, frente a 1,79% do IPCA acumulado. Em igual período do ano passado, aplicar o dinheiro em CDB rendeu 3,74%, mais do que o índice oficial da inflação, que foi de 2,10%. O Unibanco remunera o investidor de CDB pré-fixado, em 30 dias, a 20,19% ao ano neste mês de maio. A rentabilidade positiva do investidor ao aplicar em CDB, quando comparada ao reajuste do índice de preços do mercado, se deve ao aumento da taxa básica de juros. De acordo com o Unibanco, o investimento pré-fixado em 30 dias é excelente alternativa para trazer diferencial de rentabilidade ao longo do tempo com menos riscos. Isso seria possível pela tendência de queda dos juros anunciada para o segundo semestre deste ano. A Selic, até o final de 2005, deve chegar a 18%. Por isso, o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro, na BM&F, deve ser de 19,18% em um ano e chegar a 17,89% em dois anos. O gerente de mercado da Caixa Econômica Federal, Carlos Barbosa, explica que a taxa do CDI estava a 16,02% em 2004. O rendimento do CDB é constituído por 90% dessa variação do CDI. Essa diferença de 10% acontece porque os bancos têm custos ao fazer transações bancárias, ou seja, emitir os CDBs, e por isso, repassam aos clientes essa perda. Até maio deste ano, a variação do CDI foi de 6,39%. O CDB de mercado, preço médio entre as instituições, era de 6,32%. Já, em 2004, este rendeu 15,78% ao ano. Entre as previsões de captação do CDB para 2005, Franz deduz que a procura pelo CDB pré-fixado pode aumentar frente às previsões de queda da taxa Selic, mas para um curto prazo, entre seis meses e um ano. Em um prazo maior, o CDB pós-fixado deve captar mais. A razão são as mudanças nas tributações dos investimentos. A nova regulamentação dos tributos para transações financeiras beneficia o investidor que deixa aplicado seu dinheiro em prazos maiores. A taxa de imposto cobrada, além da básica de 0,38% do CPMF, diminui sucessivamente quando aumenta o tempo de permanência dos recursos nos bancos. A redução do percentual cobrado sobre o valor investido pode diminuir de 22,5% para até cerca de 17%. “A queda no imposto de renda é bom para o cliente e para o banco porque ambos correm o risco de perder ao fixar uma taxa de juros”, avalia Franz. Da mesma forma, Barbosa enfatiza a preferência dos clientes por aplicações de CDB pós-fixados. Na Caixa Econômica Federal 91% dos investimentos em CDB são pós-fixados. Fontes: Banrisul, Caixa Econômica Federal, site do Unibanco e Boletim Focus – Banco Central |
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