|
Os investidores que
apostaram no Índice de Energia Elétrica (IEE), composto pelas ações mais
negociadas do setor, fizeram um bom negócio. No acumulado do ano os
papéis já valorizaram 36%, superando aplicações mais divulgadas do
mercado financeiro como o Ibovespa. Na comparação, o desempenho da
primeira carteira faz parecer tímida a performance de alta de 18,7% da
segunda.
Vários são os motivos para o desempenho positivo do IEE. Segundo o
analista da SLW Corretora de Valores, Carlos Nunes, o aumento do consumo
que deve superar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano,
a melhora no fluxo de caixa da empresas – da geração a distribuição de
energia elétrica – e a mudança do perfil de endividamento das
corporações são algumas das razões. A principal causa foi o término das
incertezas sobre o novo modelo institucional do setor, concebido pelo
governo Federal.
A boa fase, entretanto, está com os dias contados prevê Nunes. Isso
porque uma nova onde de dúvidas será lançada sobre o setor em 2006. A
mudança tem até data marcada: 16 de dezembro de 2005, quando a Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizará o leilão de energia nova.
A relação das hidrelétricas, que serão colocadas na licitação, só será
fechada a poucas semanas do negócio. “A rentabilidade das empresas será
uma incógnita”, afirma o analista.
Para quem apostou no Índice Setorial de Telecomunicações (ITEL), que já
foi mais atrativo no mercado de capitais, obteve perdas. No acumulado do
ano os investidores já amargaram prejuízos de 4,7%. Conforme Nunes, a
responsabilidade do resultado negativo pode ser facilmente dividida
entre as empresas de telefonia fixa e móvel. “A primeira vem sendo
substituída pela segunda na preferência dos consumidores. Tem sido
sustentada, praticamente pela exigência do pagamento da tarifa básica e
a banda larga”, destaca Nunes.
Por outro lado, na avaliação de Nunes, a concorrência predatória entre
as empresas de telefonia móvel e os altíssimos subsídios de aparelhos
aos consumidores estão puxando para baixo as margens destas corporações.
“A tarifa de interconexão tem mantido as organizações, que estão
destruindo seu valor no mercado de capitais por conta da disputa de
clientes finais”, afirma o analista da SLW.
Aos investidores avessos a grandes riscos, Nunes indica aplicações no
Índice de Governança Corporativada Diferenciada (IGC), composto pelas 63
empresas que aderiram aos Níveis 1, 2 ou ao Novo Mercado. Desde o início
do ano, a carteira acumula rentabilidade de 36%. Já o IBX-Índice Brasil
mostrou alta de 27%, no mesmo período. “É direcionado para investidores
dispostos a correrem riscos moderados e leva em consideração a
capacidade do ativo de se transformar em dinheiro”, finalizou Nunes. |
|
Advertência: As
informações econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são
extraídas de fontes de domínio público, consideradas confiáveis.
Entretanto, estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos
quais não nos responsabilizamos.
As opiniões de analistas, assim como os dados e informações de empresas
aqui publicadas são de responsabilidade única de seus autores e suas
fontes.
O objetivo deste portal é suprir o mercado e seus clientes de dados e
informações bem como conteúdos sobre mercado financeiro, acionário e de
empresas. As decisões sobre investimentos são pessoais, não podendo ser
imputado ao acionista.com.br nenhuma responsabilização por prejuízos que
eventualmente investidores ou internautas, venham a sofrer.
O acionista.com.br procura identificar e divulgar endereços na Internet
voltados ao mercado de informação, visando manter informado seus usuários
mais exigentes com uma seleção criteriosa de endereços eletrônicos. Essa
divulgação é de forma única, e os domínios divulgados são direcionados a
todos os internautas por serem de domínio público. Contudo, enfatizamos
que não oferecemos nenhuma garantia a sua integralidade e exatidão, não
gerando portanto qualquer feito legal.
|