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Investimentos

Índice de Energia Elétrica já alcança valorização de 36% no ano
23 de novembro de 2005

Os investidores que apostaram no Índice de Energia Elétrica (IEE), composto pelas ações mais negociadas do setor, fizeram um bom negócio. No acumulado do ano os papéis já valorizaram 36%, superando aplicações mais divulgadas do mercado financeiro como o Ibovespa. Na comparação, o desempenho da primeira carteira faz parecer tímida a performance de alta de 18,7% da segunda.
Vários são os motivos para o desempenho positivo do IEE. Segundo o analista da SLW Corretora de Valores, Carlos Nunes, o aumento do consumo que deve superar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, a melhora no fluxo de caixa da empresas – da geração a distribuição de energia elétrica – e a mudança do perfil de endividamento das corporações são algumas das razões. A principal causa foi o término das incertezas sobre o novo modelo institucional do setor, concebido pelo governo Federal.
A boa fase, entretanto, está com os dias contados prevê Nunes. Isso porque uma nova onde de dúvidas será lançada sobre o setor em 2006. A mudança tem até data marcada: 16 de dezembro de 2005, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizará o leilão de energia nova. A relação das hidrelétricas, que serão colocadas na licitação, só será fechada a poucas semanas do negócio. “A rentabilidade das empresas será uma incógnita”, afirma o analista.
Para quem apostou no Índice Setorial de Telecomunicações (ITEL), que já foi mais atrativo no mercado de capitais, obteve perdas. No acumulado do ano os investidores já amargaram prejuízos de 4,7%. Conforme Nunes, a responsabilidade do resultado negativo pode ser facilmente dividida entre as empresas de telefonia fixa e móvel. “A primeira vem sendo substituída pela segunda na preferência dos consumidores. Tem sido sustentada, praticamente pela exigência do pagamento da tarifa básica e a banda larga”, destaca Nunes.
Por outro lado, na avaliação de Nunes, a concorrência predatória entre as empresas de telefonia móvel e os altíssimos subsídios de aparelhos aos consumidores estão puxando para baixo as margens destas corporações. “A tarifa de interconexão tem mantido as organizações, que estão destruindo seu valor no mercado de capitais por conta da disputa de clientes finais”, afirma o analista da SLW.
Aos investidores avessos a grandes riscos, Nunes indica aplicações no Índice de Governança Corporativada Diferenciada (IGC), composto pelas 63 empresas que aderiram aos Níveis 1, 2 ou ao Novo Mercado. Desde o início do ano, a carteira acumula rentabilidade de 36%. Já o IBX-Índice Brasil mostrou alta de 27%, no mesmo período. “É direcionado para investidores dispostos a correrem riscos moderados e leva em consideração a capacidade do ativo de se transformar em dinheiro”, finalizou Nunes.

Equipe Técnica Acionista.com.br
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Editado pela Jornalista Ana Borges
23/11/05

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