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Investimentos

PIBB é mais uma opção para o investidor
Por Ana Borges e Larissa Mamouna
22 de setembro de 2005

O PIBB – Papéis de índice Brasil Bovespa – promete ser uma opção interessante de investimento para quem quer diversificar as aplicações. O programa foi lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (Bndes) no dia 12 de setembro e registrou forte procura dos investidores nas primeiras semanas. O período de reserva se estende até 14 de outubro e deve ser marcado pelo aumento da busca por informações. O primeiro PIBB, lançado em julho de 2004, ofertou R$ 600 milhões em ativos, com a adesão de praticamente 25 mil investidores. Agora, o Bndes pretende colocar R$ 1 bilhão em ativos, dos quais R$ 800 milhões serão voltados para o varejo.
O PIBB Fundo de Índice Brasil-50 – Brasil Tracker é um fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio aberto, cujas quotas são negociáveis na bolsa. O PIBB anterior rendeu até hoje mais de 55%, ganhos superiores ao da renda fixa, dólar e o próprio Ibovespa no mesmo período. No entanto todo o cuidado é pouco. Os analistas ponderam que rentabilidade passada não é garantia de ganhos no futuro.
O Ibovespa encontra-se em patamar recorde, acima dos 30 mil pontos, o que pode gerar no curto prazo um movimento de realização de lucros no mercado acionário. “Como a bolsa está em alta, o investidor de menor porte fica otimista em ingressar no mercado por falta de informações, mas podem ocorrer novas quedas com a crise política”, destaca uma fonte do mercado. Para investir no PIBB, portanto, é preciso pensar em ganhos no longo prazo.
A composição da carteira de ações é um ponto positivo para o investimento, formada por Petrobras (26%), Vale do Rio Doce (16%), Itaú (8%), Bradesco (7%) e Ambev (5%), entre outras empresas. “O PIBB faz referência a papéis de primeira linha, vale a pena por sua diversificação uma vez que seu risco acaba sendo diluído”, explicou o analista de mercado de capitais da Corretora paulista Souza Barros, Angelo Larozi. “Só a Petrobras vem realizando diversos investimentos no exterior, está se globalizando e deve crescer ainda mais visto que Japão e Alemanha manifestaram grande interesse no álcool brasileiro para reduzir a poluição em seus países”, complementou.
Para Larozi, além destes fatores, contribui ainda para uma perspectiva positiva o fato de que a economia nacional está dando sinais – através de seus indicadores – da retomada de um crescimento sustentável no País e previsões de bons ganhos para o próximo ano nas aplicações envolvendo a Bovespa. Além disso, o PIBB se diferencia dos demais investimentos em ações pela garantia dada pelo Bndes de recomprar as cotas pelo preço que foi pago na oferta nos negócios de até R$ 50 mil, sem correção de juros. A medida vai valer para o período de 26 de outubro de 2006 até 29 de dezembro do mesmo ano.
Para quem quer investir no PIBB há ressalvas importantes quanto ao custo cobrado pelas instituições financeiras. No caso de aplicações mais baixas, o investidor precisa estar atento às taxas que serão pagas. Os custos dependem das corretoras.
A custódia, por exemplo, consome da pessoa física, em média R$ 10,00 por mês. Em um ano, o total pago soma R$ 120,00. Tal valor não engloba a taxa de corretagem. Um investimento de R$ 1.000 é consumido por ano em 12% só com a custódia, sem contar com os custos de corretagem. Tem bancos, como o Santander Banespa, que chegam a cobrar a custódia de R$ 30,00 ao mês. Além disso, se o dinheiro vier de conta corrente é tributado em 0,38%
Assim, para quem pretende aplicar pela primeira vez na bolsa, uma quantia menor torna-se inviável fazer diretamente com as instituições financeiras. Há ainda a opção de aplicar em um fundo, onde a taxa de administração fica entre 1,5% e 3% ao ano, mas o Imposto de Renda (IR) custa 15% sobre os ganhos nominais. Se o total a aplicar ficar abaixo de R$ 5 mil, o melhor é investir através dos clubes de investimento, onde os custos são diluídos.

- Público-alvo
O Fundo destina-se tanto a investidores residentes no Brasil quanto a não residentes, sendo que nenhum investidor não residente no Brasil poderá, direta ou indiretamente, adquirir ou deter PIBBs se, a critério do Administrador, a aquisição ou titularidade de PIBBs por tal investidor resultar na violação da legislação de qualquer jurisdição, ainda que não a brasileira, onde tenha ocorrido esforço de venda para a primeira distribuição secundária de PIBBs autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
- Objetivo
O objetivo de Investimento do Fundo é buscar refletir a performance do IBrX-50, principalmente através do investimento em Ações IBrX-50 emitidas pelas Companhias IBrX-50, na mesma proporção, sempre que razoavelmente possível, em que tais ações IBrX-50 integrem a carteira teórica do IBrX-50, observados os limites de diversificação e composição aplicáveis à carteira do Fundo, conforme estabelecido no Regulamento.
O IBrX-50 compreende atualmente 50 ações emitidas por 44 diferentes companhias atuantes em oito diferentes setores econômicos. As Ações IBrX-50 representam as 50 ações mais negociadas na Bovespa, em termos de número de negócios e volume financeiro, ponderadas na carteira teórica do IBrX-50 pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação no mercado de ações da Bovespa. No encerramento do pregão regular da Bovespa em 1º de Setembro de 2005, as Companhias IBrX-50 respondiam por aproximadamente 66,8% da capitalização bursátil total da Bovespa.
- Dividendos
Os dividendos não são pagos em dinheiro ao cotista do Fundo. O administrador reinvestirá os dividendos nas ações componentes do índice, mantendo inalterados os percentuais de composição da carteira do Fundo.
- Resgate
O Resgate do PIBB em dinheiro não é permitido. Entretanto, as ações do índice podem ser vendidas na Bovespa como qualquer outro papel.
Fonte: www.pibb.com.br
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Editado pela Jornalista Ana Borges
22/09/05

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