| Opções mais complexas de renda fixa devem ser combinadas com ações para ganhar mais | |||||||||||||||||||||||||||
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15 de junho de 2009 Juros de um dígito é o principal sinalizador de que o investidor está diante de um cenário diferente no Brasil. As inevitáveis mudanças na poupança que boa parte do mercado acredita serem fundamentais é consequência dessa nova conjuntura, que começou a ser desenhada com o Plano Real, e que foi testada na mais recente crise econômica mundial. Na prática, o brasileiro viu que algo mudou. A projeção do mercado para a variação do CDI para junho está em 0,77%, com o movimento de queda de juros e descontando a inflação e o imposto de renda, o ganho que pode ser considerado de mercado fica entre 0,7% e 0,65%no mês. A Selic foi reduzida para 9,25% ao ano, ou seja, uma queda de 0,75 pontos percentuais. Hoje 50% dos investidores brasileiros estão posicionados em papéis de curto prazo, ou seja, em dívida publica ou privada que remunera a partir da Selic ou do CDI. Ganhar com o movimento do mercado sempre foi mais difícil e arriscado. Com essa queda na rentabilidade das taxas de mercado, ficou menos indicado ainda. Por isso, a questão que se coloca mais do que nunca é como estruturar uma carteira de investimentos que obtenha no mínimo esse retorno desse mercado no longo prazo? A diversificação de ativos e a avaliação de risco são incontestáveis e resolvem boa parte da equação. Considerar a inflação e até que ponto ela pode comprometer o poder de compra em longo prazo não pode ser desconsiderado pelo investidor ao planejar sua renda futura, assim como ela é bastante considerada pelo mercado na hora de decidir sobre a direção da taxa básica de juros. De acordo com o consultor de investimentos Carlos Renato Salami, a Selic deve voltar a subir em 2010 justamente para equilibrar os efeitos inflacionários.”Hoje a inflação está em 4,45%, mas pela pode chegar a 6%”, pondera. Conforme o analista da Prosper Corretora, Bruno Carvalho, para o curto prazo não restam dúvidas de que a inflação está controlada. Por isso, é possível que no final do ano fique em 9,25%. Já o gerente de investimentos do Banco Real, Felipe Vaz, acredita que os juros vão terminar o ano em 8,25%. Alternativas de ganho Para investimentos de curto prazo, com cerca de 15 dias, Vaz observa que os fundos de renda fixa aproveitam a variação do CDI, que está num movimento de queda. “Se o investimento continuar sendo de um período mais curto, ou seja, se o investidor precisar retirar o dinheiro antes de um ano, o ideal é ir alternando de aplicação. Mas se ele puder ficar mais de dois anos, e já tem uma tolerância a risco, é interessante alocar entre 15% e 20% do patrimônio investido em fundos multimercados”, especifica Vaz. Essas aplicações têm gestão profissional e diversificação em um leque de opções como juros, câmbio e bolsa. Aliás, a conclusão do gerente de investimentos do Banco Real é que para quem quer ganhar no longo prazo, não dá para ficar fora da renda variável. O analista da Prosper Corretora chega a mesma conclusão quando o critério é retorno e prazo. “No longo prazo, o mercado acionário ganha atratividade, quando a estratégia fica alocada no maior número de setores e em papéis de empresas sólidas, e daquelas que distribuem dividendos”. Uma opção que tem chamado a atenção em renda fixa é os fundos de investimento em direito creditório (FIDC). Eles aplicam em títulos de renda fixa atrelados a dívidas de crédito de empresas. Podem parecer mais arriscados, mas o risco diminui pelo investimento ser em fundos, não diretamente neles. Essa é uma forma de investidores de varejo aproveitarem alternativas mais complexas da renda fixa. Retorno de ativos através da alocação em fundos
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